Vendas online crescem 60% na semana da Black Friday; no dia, alta foi de 32%

As vendas do varejo online cresceram 60% na semana da Black Friday, popularmente conhecida como “Black Week”, na comparação com o mesmo período do ano passado. O balanço é da empresa de tecnologia Linx e os resultados confirmam a expectativa dos especialistas de que a data seria marcada pela ampla digitalização por causa da pandemia de Covid-19.

Considerando-se o mês inteiro, ou o “Black November”, o faturamento foi 70% maior na comparação com 2019. As vendas digitais nas 24 horas da Black Friday saltaram 32% em relação ao ano passado.

Acompanhando o aumento geral de vendas, os consumidores também colocaram mais a mão no bolso. Neste ano, no dia 27 de novembro, o ticket médio dos compradores online cresceu 3,5%, chegando a R$ 673.

As categorias mais vendidas foram smartphones (30%) – que também foram os queridinhos das compras em 2019 -, eletrodomésticos (18%), TVs (11%), itens de informática (10%) e ar e ventiladores (5%). A companhia registrou também crescimento de 19% no volume de buscas online de produtos nas 24 horas da sexta-feira promocional, alcançando a marca de 48 milhões – desses, os smartphones também lideraram o interesse (27%), seguidos de tênis (11%), TVs (5%), geladeiras (5%) e fogões (4%).

Aplicativos ganham destaque

Somando todas as soluções da Linx, o pico de requisições por minuto chegou a 3,9 milhões. Os aplicativos ganharam mais destaque entre os canais online, sendo responsáveis por 19% das vendas totais, um salto de 16% em relação a 2019, impulsionando o total de vendas mobile, que atingiu 40% da receita total dos pedidos, um aumento de 5% no período.

As opções de compra e entrega também refletiram a realidade de isolamento social da pandemia. As soluções de omnicanalidade, que permitem aos clientes realizarem a compra em um canal e receberem por outro, alcançaram expressivos 69% de crescimento.

O destaque do ano ficou por conta da modalidade de compra online com envio a partir da loja mais próxima, proporcionando maior agilidade na entrega, com salto de 142% em relação ao ano passado e representando 57% do total de pedidos. Na contramão, as compras online com retirada na loja física sofreram queda de 38%, com os clientes evitando ir às lojas, modalidade que representou apenas 5% das vendas.

Fonte: Mercado & Consumo | 02 de dezembro de 2020.