Shoppings do Grande Recife reabrem com horário das 12h às 20h, a partir da próxima segunda-feira (22)

Foto: JC Imagem

A partir da próxima segunda-feira (22), os shopping centers do Grande Recife fazem sua reabertura ao público. Foram 93 dias fechados para cumprir o distanciamento social, exigido pela pandemia do novo coronavírus. Ontem, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, anunciou que graças ao controle do número de infectados pelo vírus foi possível avançar no plano de reabertura das atividades econômicas, mas com regras. No caso dos shopping, o horário de funcionamento será reduzido (das 12h às 20h) e terão que ser seguidos novos protocolos de segurança, higiene e comunicação com os clientes. Muito antes do anúncio da data de reabertura, os centros de compras já vinham se preparando para o ‘novo normal’. Na segunda, Pernambuco se junta aos demais Estados que liberaram a volta da atividade no Brasil. Dos 577 shoppings do País, 431 já reabriram as portas (75%).

O Presidente da Associação Pernambucana de Shopping Centers (Apesce), Paulo Carneiro, diz que recebeu a notícia da reabertura com alívio. “Foram tantos dias sem shopping, 93 dias para ser exato, que recebo com alívio. O próprio secretário (Schwambach) disse que Pernambuco foi o Estado mais conservador em relação à retomada, mas que agora os números da covid-19 estão equilibrados e que é possível reabrir. E os shoppings estão preparados para cumprir os protocolos. Há 15 dias já estávamos com tudo pronto em relação à estrutura para receber os clientes nesse novo momento, sem falar nos treinamentos de equipes e reuniões com lojistas que fizemos”, diz.

Pelo protocolo do governo do Estado, o acesso às áreas comuns dos shoppings deverá ser controlado pela administração estabelecimentos. Além do horário limitado de funcionamento das 12h às 20h, outra regra que precisa ser cumprida é evitar aglomeração. As lojas terão que controlar o número de clientes para que só haja uma pessoa em cada 20 metros quadrados de área de circulação. Na prática é o seguinte: numa loja de 200 m² só pode ter dez clientes ao mesmo no seu interior. A equipe de colaboradores não entra nesse cálculo.

Nessa fase da reabertura dos centros de compras não vão funcionar cinema, teatro nem qualquer outro equipamento de diversão. A praça de alimentação também ficou de fora nesse momento e vai continuar trabalhando com serviço de delivery e com o drive-thru para o cliente que optar por buscar a refeição. A reabertura da praça é o pleito da vez com o governo do Estado. “Nossa expectativa é que a praça de alimentação volte o quanto antes, porque ela é usada pelos lojistas e para complementar as próprias atividades do shopping para atender bem o cliente. Já estamos conversando com o governo do Estado, eles estão avaliando os números e nós temos a expectativa de que essa reabertura poderá acontecer no próximo dia 29”, aposta Paulo Carneiro.

PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO

Entre os lojistas, a defesa também é pela volta da praça de alimentação. “Ficamos contentes com a reabertura, mas ela aconteceu de forma parcial por causa da praça de alimentação. Mas estamos aceitando isso de forma tranquila, porque foi assim com os outros equipamentos no País”, observa do presidente da Associação de Lojistas de Shopping de Pernambuco (Aloshop), Ricardo Galdino.

O presidente da Associação de Lojistas do RioMar, Aziz Calife Júnior, também comemorou a volta da atividade e lembrou que o setor de alimentação já é bastante fiscalizado. “Temos condição de abrir a praça de alimentação e atender o cliente com toda segurança. Como fica o cliente com um horário de meio dia até 20h sem se alimentar? É ruim para ele e para a operação como um todo”, afirma.

Lojistas e empreendedores estão apostando que o consumidor aguarda por essa volta. “Estamos apostando que vai ser uma reabertura tranquila. A realidade nacional tem sido de um retorno com fluxo menor de clientes, mas com uma conversão maior em vendas. “Quem vai tem o objetivo de comprar ou de ter acesso a serviços”, ressalta Carneiro.

Na recepção ao cliente, os shopping terão cancela de estacionamento sem precisar apertar o botão, cartões higienizados, tapetes higienizadores para limpar os sapatos na entrada, totens de álcool em gel e campanhas educativas, porque a parceria com o cliente será importante na nova realidade.

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Fonte: Jornal do Commercio | 18 de junho de 2020