Os resultados dessa Black Friday para quem comprou e quem vendeu

Foto: dangrytsku/Thinkstock

A Black Friday de 2018 superou as expectativas. Apenas na quinta e sexta-feira, o faturamento do e-commerce foi de 2,6 bilhões de reais, 23% acima do mesmo período no ano passado e acima das expectativas da consultoria Ebit, de 15%.

O evento é importante principalmente para as vendas das empresas online, pois representa cerca de 4,5% do faturamento anual do comércio eletrônico. Como referência, os 10 dias que antecedem o Natal representam juntos 18% do faturamento, segundo relatório da XP Investimentos.

No total, o volume de vendas da Black Friday, de quinta a domingo, representou um crescimento de 11,2% quando comparado com o mesmo período do ano passado. Em 2017 o crescimento foi de 8,8%, segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

Considerando apenas o volume comprado pelo comércio eletrônico, esse aumento foi ainda maior, de 25,2%, quando comparado com 2017.

Entre as categorias que mais cresceram em vendas online estão turismo e transporte, com 40% de aumento no volume de vendas ano a ano, seguido pelo setor de vestuário e artigos esportivos com 24,4% e cosméticos e higiene pessoal com 17%.

A data, que no Brasil é mais forte no online, atingiu praticamente todas as lojas virtuais. Segundo levantamento da BigData Corp., mais de 96% dos e-commerces brasileiros aderiu às promoções. Entre os grandes e-commerces, com mais de 500 mil acessos por mês, a adesão foi de praticamente 100% na Black Friday, com margem de erro de 1%. Entre os pequenos, com menos de 10 mil acessos mensais, ela bateu os 90%.

Para quem vendeu
Em apenas um dia, o Magazine Luiza vendeu o equivalente a 15 dias comuns. Para impulsionar as vendas online, a empresa incentivou o download de seu aplicativo, que foi o app mais baixado da Black Friday no Brasil. Do total do tráfego online do Magalu, 80% veio de smartphones.

Outro aplicativo que turbinou as vendas foi o iFood. A partir da parceria do Habib’s com o app, foram mais de 100 mil combos vendidos em cerca de oito horas.

Considerando os números absolutos dos pedidos relacionados à promoção, foram cerca de 1 milhão de Bib’sfihas e 165 mil minichurros. Esta quantidade de Bib’sfihas da Black Friday soma-se a 1,5 milhão de unidades vendidas, normalmente, numa sexta-feira (em todos os canais de vendas).

Segundo análise feita pela XP, o Magazine Luiza teve os preços mais altos, mas também foi a varejista que mais aumentou o percentual de

frete grátis sobre os produtos pesquisados. Por outro lado, o Extra e o Submarino foram as varejistas com posicionamento de preços mais baixo. Na Black Friday do ano passado, havia sido

Mercado Livre e Americanas.com.

Para quem comprou
Com descontos ainda maiores, a edição de 2018 bateu os recordes do ano passado. O levantamento da BigData Corp., feito a pedido do PayPal, mostrou que os descontos ficaram mais fortes com a aproximação da data.

Duas semanas antes da Black Friday, os descontos deste ano bateram em 3,9% (contra 12% no ano passado) e uma semana antes da data, os descontos avançaram para 9,6% (contra 12,3% em 2017).

Mas, na Black Friday propriamente dita, os descontos dispararam e atingiram o pico médio de 26,7% este ano, contra 13,7% no ano passado.

A Black Friday ainda não acabou
Para 20% dos brasileiros, a Black Friday ainda não acabou. Como algumas empresas fizeram promoções desde o início do mês, consumidores esperam que as promoções também se mantenham até o fim desta semana.

Segundo uma pesquisa do Google, um quarto dos consumidores pretende continuar comprando nesta semana, se os varejistas continuarem com promoções atrativas.

Além da extensão da Black Friday, as pesquisas sobre o 13° salário – e produtos e serviços que podem ser adquiridos com o pagamento – já estão em alta, ao contrário dos anos anteriores.

O 13° salário deve injetar 211,2 bilhões de reais na economia e 46% das pessoas devem usar o pagamento assim que o receberem. De acordo com o Google, 31 milhões de pessoas irão gastar o valor em compras. Entre as categorias mais procuradas, estão roupas e calçados para 27% dos entrevistados, móveis e artigos para casa (26%), celulares (19%), computadores ou videogames (15%), eletrodomésticos (15%) e televisão (9%).

Fonte: Exame | 27 de novembro de 2018