O varejo não está morrendo. Está evoluindo!

Lembra de março? Embora apenas seis meses atrás, a sensação de que o mês onde a pandemia e suas restrições se iniciaram no país, parece que aconteceu há muito mais tempo, dado a velocidade de transformações que vimos acontecer no mercado. Para algumas empresas, esses meses representaram anos de evolução.

E no início da pandemia qualquer um que dissesse que estaríamos ainda em Setembro vivendo ainda sob um cenário de restrições seria julgado como louco, pessimista ou inconsequente.

Não está sendo fácil, mas estamos nos adaptando. O varejo como poucos, aprendeu rapidamente a se reinventar sem o balcão ou a porta da loja aberta, ora buscando os recursos disponíveis no momento, como os canais digitais mais simples, ora acelerando seus processos de uma maneira como nunca vista antes, o que alguns especialistas dizem que podemos ter acelerado em dois ou até três anos a presença digital do varejo.

E como diria Darwin: não é sobre ser mais forte, mas sobre ser o melhor a se adaptar.

No de tudo o que estamos vivenciando, estamos assistindo novas empresas e personas surgindo ao passo que grandes empresas e marcas estão literalmente “morrendo” no mercado. Vivemos um período onde a resiliência se mostrou a principal característica das empresas de sucesso. Inclusive, eu costumo a dizer que a resiliência é a mãe da inovação.

Nunca se fez tão necessária a capacidade de poder transformar os negócios, ou em alguns casos, renunciar anos de expertise e conhecimento de seu mercado para se aventurar, testar e buscar resultados em novos e desconhecidos canais.

E se estamos em um mês onde respiramos cada vez mais ares de normalidade ou de saída da tempestade, em meio à um numero cada vez maior de flexibilizações e na perspectiva de anúncio de uma vacina que leve segurança à aqueles que desejam retornar à suas atividades, temos também nesse mês o Global Retail Show, que se inicia já no próximo domingo (13), em uma iniciativa que reúne mais de 270 palestrantes de 15 países.

Eu fico contente de poder levar para o Global Retail Show, e dentro do cenário de transformação pelo quais as empresas estão passando, três painéis que estão discutindo algumas questões essenciais desse momento.

No primeiro, tenho a honra de realizar novamente o debate que reuniu alguns executivos de e-commerce ainda no início da pandemia, dentro da série de lives da M&C em alerta, trazendo marcas como Nordestão, Magalu e Ebit, para conversarmos sobre os principais aprendizados entre o momento do início da pandemia, e o atual momento vivido por essas empresas (saiba mais nesse link aqui).

De outro modo, também traremos o tema do “varejo sem toque”, ou Touchless Retail, como vem sendo chamado pelo mercado, trazendo as principais transformações pelas quais estão passando os pontos de venda, exigindo o mínimo de contato possível entre consumidores, produtos e colaboradores. Debatedores com expertise em mercados do Brasil, Europa e Asia, assim como uma das marcas que mais tem se destacado em meio à essas transformações vão discutir quais serão as tendências que irão permanecer no momento de pós-pandemia.

E ainda no contexto de uma nova maneira de consumir, ainda estarei moderando um painel sobre uma das principais tendências de mercado digital, o voice-commerce, trazendo à luz do marketing e presença digital, analisando a questão dos principais assistentes de voz e avatares digitais do mercado, trazendo nomes como Amazon (Alexa), Magalu (Lu) e Hand Talk.

Em meio às exigências de um novo mercado, a próxima semana será empolgante em termos de caminhos e oportunidades, trazendo cases e resultados espetaculares de quem está conseguindo se transformar!

Definitivamente o varejo não está morrendo. Está evoluindo!

Fonte: Mercado & Consumo | 09 de setembro de 2020.