Movimento empresarial pede ao Governo de Pernambuco reabertura de bares e restaurantes

Foto: Thiago Barreto /Rádio Jornal

O Movimento Pró-Pernambuco (MPP), que reúne 32 entidades empresariais, enviou nesta quinta-feira (2) uma carta ao governador Paulo Câmara e ao secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Bruno Schwambach, pedindo que seja feita a retomada das atividades dos bares e restaurantes, fechados há 112 dias como forma de frear a disseminação do novo coronavírus no Estado. A ação é em apoio à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PE).

No documento, o grupo argumenta com dados de redução nos índices de contaminação e mortes decorrentes da pandemia, e a queda de novos casos no Recife em relação ao resto do Estado. “Diante destes dados, as entidades que representam o MPP não entendem por que razão o estado não avança no sentido de compatibilizar o controle da doença com a retomada das atividades econômicas”, disse o movimento.

Os empresários defendem que o uso obrigatório da máscara e a implantação de protocolos de higiene pelos setores produtivos é o “melhor caminho para a convivência com o novo coronavírus”. “Importante lembrar que já estamos há um mês com várias atividades de volta às suas operações e não se verifica o avanço da doença.”

Retomada das atividades econômicas

Na próxima segunda-feira (6), cinquenta cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste e Zona da Mata avançam para a etapa cinco do plano de reabertura econômica do Estado. Nesta fase, serão liberadas as atividades comerciais de vendas de automóveis com 100% do efetivo e os serviços de escritório com 50%. Os jogos de futebol sem público e a retomada do pólo de confecção, que também integravam a quinta etapa, permanecem suspensos.

Pelo cronograma inicial do Plano de Convivência com a covid-19, a previsão era de que os bares e restaurantes retornassem na etapa 7. No dia 18 de junho, o governo anunciou que a reabertura passaria a integrar a fase 6 do plano, com previsão sem martelo batido para o dia 6 de julho. Mas, com uma demora maior para a liberação da fase 5, a etapa 6 foi empurrada. Desde o início, o governo não determina datas de forma antecipada para cada fase.

Fonte: Jornal do Commercio | 02 de julho de 2020.