In Loco inicia operações nos EUA

André Ferraz passou a morar na Califórnia, para desenvolver os serviços da startup no mercado americano
Foto: Anderson Stevens/ Arquivo Folha

Com o objetivo de internacionalizar a sua atuação, a startup pernambucana In Loco iniciou oficialmente as suas operações nos Estados Unidos, com bases em São Francisco e Nova Iorque. Para a atuação em solo americano, cerca de R$ 48 milhões foram investidos, para a empresa ampliar sua atuação fora do Brasil, com o intuito de se tornar a plataforma de computação, com protocolos de autorização e personalização para serviços de Internet das Coisas, afim de dar privacidade para os usuários e empresas.

Os R$ 48 milhões investidos na operação nos Estados Unidos fazem parte de um aporte de R$ 80 milhões que a startup recebeu em junho de 2019, liderados pelos fundos Valor Capital Group e Unbox Capital. O incentivo é destinado para contratação de funcionários, abertura dos escritórios e o plano de expansão internacional.

Dentro desse processo de internacionalização da empresa, o CEO da In Loco, André Ferraz, passou a morar na Califórnia, para desenvolver os serviços da startup no mercado americano, estando mais próximo dos clientes. “Entrar nos Estados Unidos significa estar inserido no principal mercado tecnológico do mundo, primeiro passo para qualquer empresa que quer ser global. Isso porque a indústria de tecnologia nos EUA pauta a agenda, determina o que é tendência no mercado de tecnologia mundial, ainda que a China esteja ganhando muito espaço. Nosso foco é oferecer produtos que provem que é possível usar a internet para trazer conveniência garantindo a privacidade”, disse.

De acordo com André Ferraz, o primeiro objetivo fora do Brasil é atuar de forma que consigam vender os serviços da empresa, e ele mesmo irá acompanhar todo o processo. “Este ano vamos nos concentrar em construir a In Loco nos Estados Unidos. Temos dois colaboradores nos Estados Unidos que são responsáveis pelas estratégias de vendas para o crescimento de novos negócios, e temos três vagas para contratação imediata, marketing, recursos humanos e mais um para venda. O comando da operação americana é minha prioridade este ano”, afirmou o CEO.

Quanto as vagas na empresa fora do Brasil, a startup espera levar brasileiros para os cargos, mas André destaca que ainda não é o momento. “Sim. Está nos nossos planos, mas todo processo de expatriação precisa ser feito com cuidado. E qualquer movimentação neste sentido receberá nossa máxima atenção e vamos fazer”, contou.

Fonte: Folha de Pernambuco | 20 de janeiro de 2020.