Famílias brasileiras vão aumentar o consumo em 2019

Foto: JC Online

O consumo das famílias brasileiras deve crescer em torno de 2,7% até abril do próximo ano, movimentando R$ 4,7 trilhões e elevando o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. A conclusão é da pesquisa IPC Maps, feita anualmente pela IPC Marketing, empresa especializada no cálculo dos índices de potencial de consumo nacional, com base em dados oficiais.

O estudo prevê aumento de consumo em todas as classes sociais. A classe B encabeça o ranking com 38,41% (cerca de R$ 1,67 trilhão) dos recursos que serão gastos pelos brasileiros em 2019. Cada vez mais próxima, a classe C aparece com 37,5% (cerca de R$ 1,63 trilhão) dos desembolsos, representando 48,08% das residências. A classe alta (A), com 2,45% dos domicílios, aumenta seus gastos para 13,68% (R$ 595,2 bilhões) neste ano, ante 13,4% em 2018; bem como a classe D/E que, de 9,6% sobe para 10,41% (R$ 452,9 bilhões).

Para Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing, a estimativa é que o consumo das famílias cresça este ano acima da Economia, como aconteceu em 2018, quando o PIB cresceu 1% e o consumo 1,95%. “No ano passado a liberação do FGTS pelo governo Temer teve um peso importante para estimular o consumo. Este ano, há promessa de, novamente, haver liberação dos recursos para os trabalhadores”, explica Pazzini.

Ele aponta ainda que o consumo deve crescer mais nos municípios do interior e menos nas capitais, passando de R$ 304,8 bilhões em 2018, para R$ 335,9 bilhões em 2019. “A necessidade de redução de custos está fazendo com que muitas empresas migrem para fora das regiões metropolitanas onde aluguel e mão de obra são mais caros. Quando essas empresas migram, elas geram empregos nas localidades, o que faz crescer o poder de consumo no interior”, diz Pazzini.

CONSUMO

De cada R$ 100 que serão gastos no País, em 2019, quase R$ 3,29 serão gastos pela população de Pernambuco. No ano passado essa participação foi de R$ 3,25, de acordo com o IPC Maps. Esse pequeno aumento corresponde a R$ 1,7 bilhão a mais no bolso da população pernambucana, segundo o diretor do IPC Marketing. “Pernambuco tem condições de passar por essa crise numa situação um pouco melhor que no ano passado. Isso deve atrair a atenção de investidores e empresários interessados em fazer negócios no Estado”, diz Marcos Pazzini.

Para o economista Rafael Ramos, existe um potencial muito maior para melhora da Economia que, para ele, não vem se consolidando. “Tem a ver com a desconfiança em relação ao mercado de trabalho, o que faz com que muita gente deixe de consumir com medo do desemprego” diz Ramos. Ele aponta que o consumo das famílias no primeiro trimestre deste ano representou 0,3%, foi um dos componentes que salvou o PIB, afirma.

Fonte: JC Online | 26 de junho de 2019