Falta de trabalho deve deter o consumo nos próximos anos

Foto: Pixabay

Persistência de altos índices de subutilização e desalento no mercado de trabalho devem resultar em consumo fraco e baixo desempenho da economia até 2020.

Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego deve ficar acima de 10% pelo menos até 2022. É o que mostram os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgada na terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE).

A taxa de desocupação ficou em 12,7% no primeiro trimestre deste ano, alta de 1,1 ponto percentual em relação aos três meses imediatamente anteriores, e queda de 0,4 ponto porcentual em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, apesar do aumento do desemprego em relação ao trimestre anterior estar relacionado à sazonalidade dos empregos temporários de final de ano, o índice ainda é “muito ruim”.

“A economia não está deslanchando e ainda é impossível absorver a oferta de mão de obra. A subutilização e o desalento estão muito altos e, mesmo que haja alguma produção de vagas, a maioria é em trabalhos não qualificados e que não geram valor agregado para a economia. São alicerces frágeis demais para sustentar um crescimento”, avalia.

Ainda segundo o IBGE, a taxa de subutilização atingiu 25% no primeiro trimestre deste ano, o recorde da série histórica.

Fonte: DCI | 02 de maio de 2019