Estratégia de vendas: conteúdo vende, e muito

Ter uma estratégia de vendas online não é uma opção e, sim, uma necessidade. Atualmente, 27% da população brasileira já compra pela internet e em 2018 o varejo online apresentou um crescimento de 12%, contra 2,3% do varejo como um todo.

Motivados pela conveniência de comprar a qualquer momento, pela praticidade de não precisar se deslocar a uma loja – onde o produto talvez nem esteja disponível – e estimulado pela possibilidade de obter mais informações, os consumidores assumem um comportamento cada vez mais digital.

Digital e mobile

Segundo o relatório Webshoppers, os acessos a sites de e-commerce a partir de smartphones saltaram 40% em 2018 e representaram 42,8% de todos os acessos no início deste ano. Para quem está no e-commerce também é preciso pensar primeiro no mobile.

O cliente está o tempo todo com seu celular nas mãos (segundo o Google, em média acessamos nossos smartphones 150 vezes por dia) e, com isso, quem desenvolve uma boa estratégia mobile tem mais chances de estabelecer um relacionamento duradouro com o consumidor.

No momento de estabelecer o relacionamento com o consumidor, grande parte do varejo online continua pecando. De acordo com o relatório anual do E-commerce Radar, a taxa média de abandono de carrinho (quando o cliente
adiciona algum produto e não finaliza a compra) é de 82%.

Para a indústria, isso significa uma grande oportunidade perdida. Todo o investimento realizado para atrair o consumidor para sua marca é desperdiçado quando a navegação no site é confusa, a página de produto não desperta o desejo de consumo ou o processo de checkout é complexo.

Embora boa parte das ações de melhoria da experiência de consumo seja de responsabilidade do e-commerce, a indústria não está de mãos atadas. Assim como acontece no ambiente físico, em que ações de trade marketing e
ativações no PDV influenciam diretamente a decisão de compra do consumidor no e-commerce é possível gerar diferenciação para as marcas nas páginas de produto.

Estratégia de vendas

No ambiente digital, o cliente pode comparar rapidamente todas as possibilidades de marcas e preços. Ainda assim, segundo o eBit, 56% dos consumidores desistem de comprar por não ter informações suficientes sobre os itens que desejam adquirir. Trabalhar com imagens, vídeos e conteúdo relevante é uma forma de alcançar uma diferenciação importante, oferecer informações no contexto desejado pelo cliente e estimular as vendas.

Quando a indústria produz uma vitrine para um produto, apresentando um layout interessante e interativo, imagens, textos e vídeos com explicações de como usar, dicas de especialistas, receitas e outras informações relevantes para o universo do consumo daquele item. Além disso, entrega esse conteúdo de forma responsiva para que tenha boa leitura em qualquer aparelho mobile. Com isso, a indústria se destaca em relação a seus concorrentes.

Por ser feita pela própria indústria, a comunicação é elaborada por especialistas e está naturalmente alinhada aos pontos de contato offline, quer seja mídia impressa, tv ou ações de trade no pdv, complementando essa mídia tradicional. Depois que a publicidade atrai o cliente, a vitrine online dá sequência ao discurso da campanha, garantindo que o consumidor receba uma mensagem consistente durante toda a jornada de compra.

O resultado é um aumento significativo das vendas. Dos nossos clientes que passaram a produzir vitrines online com mais informações relevantes contextualizadas sobre seus produtos, vimos um aumento médio de vendas de 60%, com um crescimento de 252% no tempo médio dos usuários nas páginas, além de um aumento médio de 25% no fluxo de público. São mais pessoas interagindo por mais tempo com sua marca e gerando resultados efetivos de venda.

A indústria tem caminhos para melhorar o desempenho das vendas online obter uma real diferenciação em relação aos concorrentes. As respostas se tornam mais visíveis quando saímos do jeito tradicional e pensamos em como o cliente se comporta e na experiência que ele gostaria de ter no momento de decisão de consumo. Os resultados compensam e muito!

Fonte: E-commerce Brasil | 12 de fevereiro de 2020.