Em momento de expansão do negócio, Waze mira pequenos lojistas

Foto: No Varejo

Presente no Brasil desde 2012, o aplicativo de navegação Waze vislumbra novos horizontes no mercado nacional. A empresa auxilia o caminho de motoristas em 185 países, com número de usuários perto dos 115 milhões. Para impulsionar o crescimento no Brasil, principal mercado da empresa na América Latina -, o foco será na ampliação de parcerias com pequenos comércios.

Em anúncio na sede da empresa, em São Paulo, executivos da empresa apresentaram ações para expandir ainda mais o mindset da empresa.

 

Potencial com PMEs
De acordo com dados do Sebrae, as micro e pequenas empresas (PMEs) são responsáveis por 23% do PIB brasileiro. Um dos gargalos desse grupo é que digitalmente eles ainda não são engajados. A plataforma apostou em uma saída que pretende contemplar esse público. Trata-se do Waze Local, aplicação desenvolvida especialmente para PMEs. A plataforma apresenta formato self-service e tem proposta de investimento acessível (R$ 8 por dia). O objetivo da empresa é contribuir com seus anunciantes entregando tráfego físico aos seus endereços.

Janela aberta ao consumo
De acordo com dados da empresa, 20% dos destinos de navegação estão relacionados a estabelecimentos comerciais. Shopping centers, restaurantes e supermercados aparecem como os mais ativados no navegador. Diante desse contexto, a empresa entende que existe uma grande oportunidade aos comércios.

Sob o conceito de Destination Marketing, a companhia concentra esforços na construção de novos modelos de anúncio no aplicativo. O mais conhecido pelos consumidores é a ativação de comércios patrocinados e inserção do logo das empresas no mapa de navegação.

“Do ponto de vista desse ecossistema, as marcas ocupam um papel fundamental. Temos um case tangível relacionado ao Bradesco Seguros, por exemplo, onde o motorista consegue solicitar um guincho caso ocorra algum imprevisto já dentro do nosso aplicativo”, explica Leandro Espósito, country manager do Waze no Brasil.

O futuro é coletivo
Uma das teorias do empreendedor Elon Musk é que, em 20 anos, carros não autônomos serão semelhantes a cavalos. Neste contexto, o futuro da mobilidade indica que as pessoas devem adotar cada vez mais formatos de locomoção que saia do plano individual para o coletivo. Atenta a essa tendência da economia compartilhada, a empresa lançou em 2018 um aplicativo de caronas, o Waze Carpool. Esse formato já conta com parcerias com mais de 60 empresas, de modo que funcionários que moram em regiões próximas conseguem se organizar em caronas para ir e voltar do trabalho. Ms o Waze Carpool funciona independente das empresas, como uma modalidade de compartilhamento de caronas entre os usuários do app.

Relação com órgãos públicos
O Waze mantém uma relação muito próxima com os governos. Por meio da plataforma Connected Citizens (CCP), a plataforma pode colaborar com informações gerais de infraestrutura que ajudam o trânsito nas cidades. “Temos parcerias superinteressantes com São Paulo e Joinville (SC), por exemplo. Nos preocupamos muito com a experiência e com os dados dos nossos usuários e sempre procuramos estar alinhados ao compliance e a todas as legislações, seja do ponto de vista dos dados, ou da experiência”, destaca Leandro. Um case citado pelo executivo ocorreu durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. A partir de informações fornecidas pelo aplicativo, o trânsito nos horários de maior congestionamento apresentaram queda de 27%.

Parcerias com veículos de comunicação (Broadcasters) também fazem parte da nova estratégia da empresa no País.

Fonte: No Varejo | 17 de abril de 2019