Com fusão, surge o segundo maior conglomerado de shoppings

Acordo entre Aliansce e Sonae Sierra Brasil junta 29 unidades, como o Shopping Parque D.Pedro (na foto), com vendas que somaram cerca de R$ 14,8 bilhões nos últimos 12 meses.

A Aliansce e a Sonae Sierra Brasil anunciaram a conclusão do acordo para fusão de suas atividades, dando origem ao segundo maior conglomerado de shopping centers do País, detendo participação em 29 unidades, atrás apenas da BRMalls, com 39.

O pacto ainda depende, porém, de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser concretizado. A expectativa das empresas é que todo o processo seja finalizado até o fim do ano.

Se receber o sinal verde do órgão regulador, a nova empresa terá o nome Aliansce Sonae Shopping Centers S/A. As ações permanecerão negociadas em bolsa, listadas no segmento do Novo Mercado da B3, o mais alto em governança corporativa.

O bloco de controle da companhia combinada será composto por quatro acionistas principais, detentores da maioria do capital: Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), Renato Rique, OFO (Grupo Otto) e Sonae Sierra SGPS.

A participação final na empresa combinada será de 67,9% para os acionistas da Aliansce e de 32,1% para os acionistas da Sonae.

A relação de substituição corresponderá a 0,787808369 ação ordinária da Sonae por ação ordinária da Aliansce. Na fusão, a Aliansce será incorporadora pela Sonae e extinta na sequência, com todos os seus direitos e obrigações sendo absorvidos pela nova companhia.

Além dos 29 shoppings próprios, o conglomerado também administra outros 11 empreendimentos, totalizando a gestão de 40 unidades. Esse portfólio será o segundo maior do setor no Brasil em área de lojas (área bruta locável), com 1,4 milhão de m2 e cerca de 7 mil lojas.

O volume total de vendas dos shoppings próprios das duas empresas somou aproximadamente R$ 14,8 bilhões nos últimos 12 meses.

A nova companhia nasce com receita líquida de R$ 876 milhões e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 630 milhões nos últimos 12 meses, o que a torna a terceira no ranking nestes indicadores entre as empresas listadas de shopping centers do País.
Fonte: Diário do Comércio | 07 de junho de 2019.