Black Friday: como os varejistas podem se privar do sequestro de estoque

Novembro vem se aproximando e vários consumidores já estão se planejando para a Black Friday, a maior data promocional do varejo. Segundo o relatório Webshoppers da E-bit, a data foi responsável por 4,9% do faturamento total do e-commerce em 2018, registrando R$ 2,6 bilhões, com ticket médio de R$ 608,00.

No entanto, o que era para ser uma oportunidade das pessoas adquirirem produtos com preços mais acessíveis, acaba sendo também uma ocasião favorável para os fraudadores.

Segundo Ralf Germer, CEO da PagBrasil, fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerce ao redor do mundo, empresários que têm lojas virtuais estão suscetíveis a um golpe chamado de “sequestro de estoque”, realizado a partir de compras com boleto bancário.

“A prática acontece quando um concorrente, no intuito de prejudicar as vendas de um outro e-commerce, compra uma grande quantidade de produtos no boleto, mas não faz o pagamento. Dessa forma, o estoque fica retido em um período de alta sazonalidade e o negócio deixa de ganhar”, explica.

Uma das formas dos comerciantes protegerem seus e-commerces dessa fraude é incluírem novos meios de pagamento na sua plataforma, optando por soluções que comprovem que a compra foi realmente feita por uma pessoa de boa fé.

“Recomendamos o uso do Boleto Flash®, único que comprova o pagamento em menos de uma hora. Assim, o estoque é liberado rapidamente e o empresário não fica na mão. Além disso, o lojista tem flexibilidade na hora de definir a data de vencimento do boleto, estendendo o prazo quando necessário”, conta Germer.

Outras soluções

Outra maneira dos lojistas se protegerem contra esse golpe é utilizar soluções antifraude para analisar o risco das transações via boleto bancário também. Mas, por se tratar de um golpe muito específico e diferente da fraude considerada clássica, como clonagem de cartão, os modelos de risco são diferentes.

“Por isso, nosso sistema coleta mais de 2 mil variáveis sobre um único pedido, inclusive algumas delas são específicas para detectar o risco em pedidos de boleto bancário. Com isso, os lojistas podem se preocupar em vender bastante nessa época do ano”, afirma Tom Canabarro, co-fundador da Konduto.

Fonte: E-commerce Brasil | 31 de outubro de 2019.