Ações da Black Friday começaram mais cedo

Foto: DCI | Estadão Conteúdo

Dentro de mais um ano difícil para o varejo, os lojistas brasileiros apostam alto na Black Friday, que acontece esta semana. Segundo um estudo da Stilingue, feito a pedido do DCI, o número de marcas que começaram as campanhas mais cedo saltou 90% e as redes sociais foram o caminho para fisgar os consumidores.

Os dados do estudo revelam ainda que os segmentos de moda e perfumariam foram os que apresentaram maior incremento na interação virtual para preparar o consumidor das promoções que estava por vir. “Moda e acessórios concentra o maior volume de menções, especialmente com vestidos de festa, blusas, shorts, moda praia, e vestidos”, dizia o relatório da empresa de inteligência artificial.

Para o especialista em varejo e professor de comportamento do consumidor Leonardo Casagrande, a Black Friday ocupou um lugar importante no varejo porque mexe com a percepção sobre a compra por impulso. “Quando antes se inicia o assunto lack Friday, antes o consumidor começa a ficar ansioso pelos descontos agressivos, é com isso que a data cria esse clima de ‘o gerente ficou maluco’”, brinca.

O estudo da Stilingue vai exatamente nessa direção. Segundo os dados, são três os fatores que motivam o consumidor nesse período de promoções: preço, desejo de compra e cor. Na ordem de importância, o preço é o fator mais levado em conta pelos internautas, com mais de 70% das citações usando o custo como fator determinante. O desejo figura em segundo lugar, com 7% das menções. A cor tem em torno de 5%. “O preço é uma preocupação geral e se reflete na busca por descontos, o desejo é a expressão de querer comprar, enquanto a cor se refere à escolha entre preto, branco, rosa, em smartphones ou em produtos de beleza”, detalham os pesquisadores.

O cliente quer te ouvir

Outro aspecto que só a internet pode garantir na relação entre marcas e consumidores é a proximidade. Segundo a consultoria, apesar de reclamar por não ter dinheiro, os consumidores brasileiros seguem bem humorados. “Isso abre espaço para que marcas conversem”. Nesse sentido, os consumidores pedem cada vez mais informações indicações e procuraram resenha dos produtos antes de formalizar a compra. “Muitos já entenderam que a conversa pela internet é mais rápida que na loja e é lá que podem conseguir o desejado desconto”.

O Instagram, como mídia visual, é seu canal para ver os looks, selfies com produtos de beleza, perguntar para o influencer é #publi ou não (publicidade). Já o Youtube é aonde o usuário pesquisa para entender as características dos produtos e serviços, investigar por meio de especificações mais técnicas. No Twitter, encontramos diversas conversas e recomendações.

Fonte: DCI | 21 de novembro de 2018