5 dicas para sua empresa começar 2019 com o pé direito

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É chegada a época de fazer o balanço dos negócios e traçar as metas para o ano que vem. E em um cenário de retomada da economia e bastante competitividade, inovar e reinventar é necessário. O segredo é ter sempre em mente como atender mais e melhor os consumidores, surpreendendo-os positivamente. “No momento que vivemos agora, temos que pensar em investimento. Enxugar custos é tirar gordura, mas não devemos esquecer de investir: a crise é um momento importante para se posicionar de forma diferenciada e crescer fidelizando seus clientes”, explica Brunno Galvão, empresário e especialista em empreendedorismo.

Para Rodrigo Catani, head de eficiência operacional da AGR Consultores, além do foco total no cliente, a criação e manutenção de um time engajado e vibrante são essenciais. “Uma empresa é o resultado de um conjunto de ações coordenadas realizadas por pessoas”, diz. “Apesar de estarmos na era em que quase tudo é digital, acredito que o diferencial de verdade estará na capacidade de as pessoas inovarem e entregarem resultados de modo consistente.”

Quer que sua empresa comece 2019 com o pé direito? Reunimos algumas dicas para isso. Veja abaixo:

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1. Faça um bom balanço

Aproveite o fim de ano para fazer um bom balanço de seus resultados, comparando-os com os números de anos anteriores também. “É importante ter em mente o seu resultado líquido. Não adianta o seu faturamento ser alto se o seu custo fixo também for e seu resultado final estiver baixo”, explica Galvão. “Você precisa olhar seu balanço buscando oportunidade de enxugar os custos e aumentar o resultado líquido”, afirma.

Segundo o empresário, é comum que empreendedores revejam estratégias depois disso. “Você pode identificar que muito do trabalho executado não agrega valor para o negócio e focar de fato o que aumenta a sua rentabilidade. Olhar o balanço é uma oportunidade de analisar seu negócio e rever o que dá lucro.”

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2. Pense na equipe
Se você tem novas metas a atingir, pode ser que precise rever o seu número de funcionários. Nos últimos anos, por conta da recessão econômica, muitas empresas reduziram sua força de trabalho, mas agora pode ser o momento de ampliação. “Cabe avaliar se os processos e as regras de negócios estão claros, se há retrabalho ou redundância de atribuições entre áreas e pessoas”, diz Catani.

E ele lembra: “Quando for o caso de ampliar a equipe, tente ser muito criterioso na seleção de colaboradores, pois eles precisam estar alinhados com a cultura da empresa e com a atitude correta”. Para Catani, aqui vale a máxima: contrate atitudes, treine habilidades.

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3. Seja amigo da tecnologia

Nos dias de hoje, a preocupação com a tecnologia deve ser constante. Segundo Catani, é preciso fazer uma avaliação permanente sobre como a tecnologia está impactando o negócio, a relação com os consumidores e os produtos e serviços ofertados. “É importante ressaltar que, de modo geral, a tecnologia ficou muito mais acessível a todas as empresas com o surgimento de muitas startups e aplicativos em várias áreas e modelos de custos variáveis”, explica. “Portanto, é questão de olhar o que existe no mercado e avaliar o que é mais aderente ao seu negócio.”

Para Galvão, é preciso lembrar: a tecnologia vem para resolver algo que já funciona sem ela. “É para fazer com que a performance melhore, gerando resultado financeiro. Ela tem que trazer economia sempre, no médio ou longo prazo.

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4. Reavalie o estoque
Muita gente esquece, mas estoque é uma imobilização de capital: ou seja, é dinheiro “parado”. “O que observamos é que muitas empresas têm isso bastante desbalanceado, ou seja, excesso de alguns itens e baixo estoque de outros”, diz Catani. Segundo ele, há ruptura de estoque de itens que vendem bem e muito estoque de itens que não giram tanto, os chamados “slow-movers”. “Um bom trabalho de otimização de estoque libera caixa da empresa para investir em outras áreas, como marketing, vendas, tecnologia ou pessoal. Para cada linha de produto e de acordo com o giro e as variáveis de abastecimento, é preciso definir uma cobertura de estoque adequada”, explica.

Também é o que diz Galvão: “Às vezes, a operação não está positiva e o dinheiro está parado no estoque. Trabalhe com o armazenamento do fornecedor, que lhe entregue em curto prazo, assim você chega o mais perto possível de estoque por demanda. Só invista em depósito com produto de alto giro que ofereça rentabilidade mais interessante”.

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5. Faça um calendário de ações

Dia das Mães, Dia dos Namorados, Black Friday, Natal etc. Montar um calendário promocional com antecedência permite planejar recursos, verbas, ações com fornecedores e parceiros, entre outros. Mas lembre-se: ao fazer o calendário promocional, cada empresa deve considerar a realidade do seu mercado e de seus consumidores.

“Não se pode ficar preso somente ao calendário tradicional. Vale lembrar que, há alguns anos, o comércio chinês criou o Dia do Solteiro, que já movimenta entre duas e três vezes mais que a tradicional Black Friday americana”, conta Catani. “Redes de supermercados brasileiras criaram festivais de cerveja na época da Oktoberfest, farmácias têm as suas ‘semanas da beleza’ e assim cada empresa pode identificar e criar seu próprio calendário de ações promocionais.”

Fonte: Exame | 03 de dezembro de 2018