13º salário aquecerá a venda de itens infantis

Foto: Estadão Conteúdo

Com previsão de término no dia 10 de setembro, o depósito da primeira parcela do 13º para os aposentados deve aquecer o movimento no setor varejista no terceiro trimestre. Esse grupo de consumidores deve canalizar seus gastos tanto em peças de roupa como em itens para os netos, considerando a aproximação do Dia das Crianças e o período de promoções sazonais.

“Acredito que essa renda extra pode proporcionar uma oportunidade de gasto além das despesas do dia a dia. Podemos ver um consumo para esses indivíduos ‘autopresentearem-se’ como também compras para os netos, já que muitos aposentados são avós e uma das maiores alegrias para eles é presentear as crianças”, afirmou a sócia-diretora da HAI Consultoria & Varejo, Gabrielle Fernandes.

De acordo com ela, a antecipação desses depósitos servirá para impulsionar e acelerar as vendas do Dia das Crianças, tendo em vista os descontos progressivos dessas datas comemorativas em segmentos como vestuário e de brinquedos.

“Também acredito que esse movimento respingue no período da Black Friday, em novembro”, afirmou a especialista. Ainda de acordo com ela, o canal de compra preferido neste grupo de consumidores deve ser verificado mais nas lojas físicas do que no e-commerce, em razão do hábito de adquirir produtos por meio da internet ainda não seja recorrente nesta faixa-etária.

Uma das empresas que vem se preparando para a reta final do ano é a rede de varejista de roupa íntima Mash. “Desde o final de julho e começo de agosto que estamos segurando alguns dos nossos lançamentos para o início de setembro, considerando que é um mês ruim historicamente para o varejo”, afirmou a gerente de varejo da Mash, Bianca Santini.

De acordo com a executiva, no segundo semestre, existe maior possibilidade de explorar o potencial de vendas dos produtos voltados para o público infantil, por conta da antecipação do 13º salário dos aposentados, da aproximação do Dia das Crianças e da Black Friday. “A participação das peças infantis no volume total de vendas gira em torno de 10%. Esse percentual tende a variar muito, podendo chegar a 20% dependendo do ponto de venda”, afirmou Bianca, lembrando também que, em outubro e novembro, o tíquete médio tende a subir de R$ 105 para R$ 120. O período que o gasto dos clientes mais sobe é no natal, atingindo R$ 150.

“Em outubro faremos uma ação especial para o público infantil, com a inserção de pequenos brindes na realização de compras em nossas unidades”, disse ela.

Nesse sentido, ainda segundo ela, em relação ao mesmo período de 2017, a estimativa é que haja crescimento de 5% no volume de vendas. A executiva lembra que uma demanda mais intensa deve ser observada em novembro e dezembro – depois da definição do cenário político do País.

De olho nos brinquedos

Em paralelo com a perspectiva positiva da varejista têxtil, a diretora comercial da rede de lojas de brinquedo Ri Happy, Sandra Haddad, afirma que o negócio “trabalha com mais de 5 mil itens de diversas categorias para esse Dia das Crianças”. Com isso, as estratégias da rede baseia-se em ofertas especiais, eventos gratuitos nas lojas aos sábados “que estimulam o brincar”, brinquedos exclusivos para a data das principais licenças do mercado infantil e linhas com itens de marca própria.

Em relação à antecipação da primeira parcela do 13º dos aposentados, diz que essa renda extraordinária é “uma ajuda no orçamento dos clientes” e que esperam elevar o percentual de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior – sem citar valores.

Fonte: DCI | 06 de setembro de 2018