Varejo de moda avança e dá sinais de recuperação

O varejo brasileiro de moda segue em expansão no terceiro trimestre do ano, dando sinais claros de que já está no caminho da recuperação. “As vendas no terceiro trimestre vêm superando mês a mês o desempenho do ano passado. Acredito que o processo de crescimento do consumo permanecerá em uma rota ascendente”, afirmou Edmundo Lima, presidente da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), que reúne as principais redes de moda do país, como C&A, Forever 21, Cia. Hering, Marisa, Inbrands, Renner, Restoque, Riachuelo e Zara (Inditex).

O executivo disse que as vendas do Dia dos Pais tiveram resultado positivo neste ano e que a entrada das coleções de primavera e verão nas lojas teve boa recepção dos consumidores. “A despeito do cenário político ainda instável, os consumidores apresentam um aumento consistente no consumo, favorecidos pela inflação mais baixos, pela queda nas taxas de juros e a liberação de recursos inativos do FGTS”, disse Lima. Para ele, o clima mais quente neste mês deve favorecer as novas coleções.

A pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou um aumento de 15,5% no volume de vendas do setor de varejo têxtil, vestuário e calçados, em comparação a julho de 2016. Em receita nominal, o aumento foi de 17,8%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 7,1% em volume e 9,6% em valor. Julho foi o quinto mês consecutivo de crescimento nas vendas do setor.

Em agosto, segundo a Serasa Experian, as vendas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios cresceram 1,1% em relação a julho, com ajuste sazonal. O comércio total de presentes relativos ao Dia dos Pais cresceu 2,5% na semana de 7 a 13 de agosto, em comparação à semana equivalente em 2016.

O Sindivestuário, que representa três sindicatos das indústrias de vestuário do país (Sindivest, Sindiroupas e Sindicamisas), informou que o crescimento das vendas no varejo não provocou um crescimento na mesma proporção da produção industrial no país. A produção têxtil cresceu 4% em julho e 4,9% no acumulado do ano. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a importação de produtos da confecção aumentou 16,7% no acumulado de janeiro a agosto, chegando a US$ 1,15 bilhão.

O Índice de Viabilidade do Vestuário (IVV), elaborado pelo Sindivestuário, ficou em 74,4 pontos no mês de agosto, ante 76,8 pontos um ano antes. O índice avalia se há melhora ou piora no ambiente de negócios e a viabilidade de se produzir em São Paulo.

O índice é medido em pontos, sendo que a base é 100 e o ano base é 2010, o melhor para a indústria de vestuário na década. O indicador acima de 100 mostra que as condições para produzir em São Paulo melhoraram em relação a 2010. O indicador abaixo de 100 mostra que o ambiente de negócios piorou. “O índice mostra a dificuldade que é recuperar a produção industrial, mesmo em um ambiente macroeconômico melhor do que se tinha no ano passado. E a razão é que a compra de importados aumentou significativamente”, destaca em relatório Ronald Masijah, presidente do Sindivestuário.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima para o ano de 2017 um crescimento da produção têxtil de 1%, para 1,72 milhão de toneladas, e de 2% para a produção de vestuário, chegando a 5,5 bilhões de peças. Para o faturamento do setor têxtil e de confecção, a Abit projeta alta de 4,7%, para R$ 135 bilhões.

Fonte: Valor Econômico | 19 de setembro de 2017

Cerca de 40% dos consumidores usaram FGTS inativo para pagar dívidas, diz FGV

Cerca de 40% dos consumidores brasileiros usaram recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas, de acordo com um levantamento da Sondagem do Consumidor, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Segundo o governo, foram retirados de contas inativas R$ 44 bilhões entre março e julho deste ano. Em média, 37,7% dos 2.047 entrevistados na sondagem afirmaram ter usado o dinheiro para quitar débitos.

Quanto menor a faixa de renda, maior a frequência de uso do FGTS para pagamento de dívidas. Entre as pessoas com renda mensal até R$ 2.100, 52,8% declararam ter usado o recurso extra na quitação de contas em aberto. O porcentual foi recuando gradualmente conforme foi aumentando o nível de renda: de R$ 2.100 a R$ 4 800, 42,2% pagaram dívidas; de R$ 4.800 a R$ 9.600, 32,4%; e acima de R$ 9.600, 23,4%.
“Houve uma ligeira redução do endividamento das famílias, mas existe a necessidade de uma recuperação mais efetiva do mercado de trabalho para que as famílias consigam vislumbrar uma situação financeira melhor nos próximos meses e se tornarem menos cautelosas em relação à conjuntura econômica do País”, avaliou Viviane Seda, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em nota oficial.

Poupança

O levantamento mostrou que a poupança foi o segundo destino mais citado para os recursos extras, mencionado por 30% dos entrevistados, em média. Entretanto, apenas 11,2% das pessoas na menor faixa de renda disseram poupar, enquanto a poupança foi lembrada por 50,4% dos entrevistados do grupo de maior poder aquisitivo.

Em março, na primeira fase da pesquisa, apenas 9,6% declararam que usariam o dinheiro prioritariamente para consumir. “Apesar do FGTS ter influenciado o consumo, ele não foi suficiente para melhorar a confiança do consumidor no segundo trimestre, a qual continua caindo em agosto”, completou a economista.

A pesquisa foi realizada em março e em julho. Na primeira fase, o Ibre perguntou qual seria o destino prioritário do recurso. Em julho, o objetivo era confirmar o destino efetivo do dinheiro.

Segundo a Caixa Econômica Federal, 25,9 milhões de trabalhadores sacaram os recursos do FGTS. O montante de R$ 44 bilhões representa, aproximadamente, 2,7% do PIB e 88% dos R$ 49,8 bilhões que o governo havia liberado para os brasileiros.

Fonte: JC On line | 15 de setembro de 2017

Gastos com legislativos municipais ultrapassam limite legal

Um levantamento apurou que os gastos das prefeituras com os legislativos municipais ultrapassam o limite legal estabelecido pela Constituição.

É uma das razões que explicam porque muitas cidades não conseguemr bancar os serviços essenciais para a população, como saúde, educação e transportes.

A descoberta surgiu a partir de um estudo realizado pela CACB – Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, com apoio do Sebrae e conferência do Ministério da Fazenda, sobre os gastos das prefeituras em despesas como pagamento de remuneração de vereadores e assessores, ajudas de custo e manutenção de gabinetes.

A entidade está preocupada com o impacto negativo destas práticas na execução de políticas públicas municipais e a consequência disso no desenvolvimento da economia local.

De um total de 5.569 municípios brasileiros, 1.807 (32%) simplesmente não apresentaram os valores de suas receitas de 2016 ou de 2015, ou os valores das despesas legislativas. Ou, ainda, apresentaram dados inconsistentes.

Por tais razões, o estudo avalia informações de 3.762 municípios (68%), com uma margem de erro da ordem de 0,9%. Convém ressaltar que, ao não apresentar as informações das contas anuais à Secretaria do Tesouro Nacional até 30 de abril do ano subsequente, os municípios desrespeitam a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Estamos preocupados com o uso indevido dos repasses que não chegam à população”, afirma George Pinheiro, presidente da CACB.

As despesas legislativas municipais têm os limites estabelecidos pela Constituição Federal (art. 29-a), que utiliza para base de cálculo a somatória das receitas tributárias e das transferências constitucionais. Caso os percentuais definidos na Constituição fossem aplicados exclusivamente às receitas próprias dos municípios (incluindo receitas tributárias e outras), poderia ser viabilizada uma economia anual de R$ 7,662 bilhões, considerando a amostra deste estudo de 3.762 municípios. Levando em conta o total de 5.569 municípios, a economia potencial é superior a R$ 10 bilhões (Interpolação direta leva a R$ 11,343 bilhões).

Se estes R$ 10 bilhões fossem utilizados para construir creches, por exemplo, seriam entregues à população mais de 5 mil unidades, calcula o presidente emérito da CACB, Guilherme Afif Domingos. Ele lembra que em algumas cidades do mundo, vereadores não têm remuneração (como a cidade do México).

Em outras, têm apenas um pequeno auxílio (em Estocolmo, capital da Suécia, o salário de um vereador é apenas uma ajuda de custo equivalente a R$ 350).

Exatos 707 municípios (19% daqueles que apresentaram as contas anuais) gastam mais a título de despesas legislativas do que conseguem gerar a título de receitas próprias (receitas geradas pelo próprio município, incluindo IPTU, IBTI, ISS, Taxas, Contribuição de Melhoria, Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública. Receitas Patrimonial, Agropecuária, Industrial, de Serviços, Outras Receitas Correntes, Receitas Correntes Intra-orçamentárias

218 municípios gastam mais de 80% das receitas próprias com as Câmaras Municipais; 22 municípios tiveram despesas com as Câmaras Municipais superiores aos limites estabelecidos pela Constituição Federal, no artigo 29-a. Deste total, 16 municípios têm menos de 20.000 habitantes;

Outra conclusão é que o custo per capita com as Câmaras de Vereadores é maior nas cidades pequenas do que nas cidades médias e grandes.

Os gastos específicos com a remuneração de vereadores também são maiores nas cidades pequenas. Os gastos com vereadores (subsídios + encargos), tomando-se por base a amostra selecionada, representam em média 38,7% das despesas legislativas considerando-se todos os tamanhos dos municípios.

E chegam a superar 59% nos municípios com até 50.000 habitantes. Os pequenos municípios apresentam receitas próprias per capita equivalentes a 23% da receita própria média per capita dos grandes municípios. Apesar disto, os pequenos municípios possuem uma despesa legislativa média (também per capita) 70% maior que a dos grandes municípios.

A rubrica mais representativa das despesas legislativas municipais refere-se ao pagamento dos vereadores. Na amostragem realizada com 71 municípios de todos os portes e regiões brasileiras, foi constatado que o pagamento de subsídios e encargos se aproxima dos 60% das despesas legislativas declaradas pelos municípios de pequeno porte.

Já outro estudo, este realizado pela Firjan –Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro –, confirma a necessidade de mudanças nas regras de financiamento dos Legislativos.

De acordo com a entidade, 82% dos municípios não geraram nem 20% das suas receitas. Em 2016, a maior parte das prefeituras não teve recursos para fazer investimentos, como pavimentar ruas, construir iluminação, escolas e hospitais de qualidade.

PROPOSTA

Nos últimos anos, o Congresso Nacional aprovou diversas iniciativas para aumentar o controle dos gastos públicos. Um dos objetivos é limitar os subsídios de vereadores e as despesas do Poder Legislativo municipal.

As propostas reduziram os repasses às Câmaras e estabeleceram limites para o número de vereadores, a partir da população de cada município. Ainda assim, nas três últimas eleições, o número de vereadores eleitos teve um aumento de 6.140 (equivalente a 11,8%). No período, o número de vereadores passou de 51.802 para 57.942, enquanto a população brasileira aumentou 7,2%.

Neste sentido, a CACB vai pedir ao Congresso que limite o gasto do Legislativo Municipal somente às receitas geradas pela própria Prefeitura. Os recursos que vierem de transferências do Governo Federal poderiam, assim, ser usados, exclusivamente, em investimentos nos serviços essenciais da população.                                                                                                                                                                                       Fonte : Diário do Comércio | 30 de agosto de 2017  

Brasileiros já pagaram R$ 1,5 trilhão em impostos este ano

Nesta quinta-feira (14/09), por volta das 19h50, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) chega à marca de R$ 1,5 trilhão.

O valor equivale a todo o dinheiro que os brasileiros pagaram aos cofres da União, dos Estados e dos municípios em tributos (impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária) desde o primeiro dia do ano.

Em 2016, a marca de R$ 1,5 trilhão foi registrada em 6 de outubro, demonstrando que a arrecadação avançou.

“A inflação pesou muito no período, aumentando o bolo arrecadatório; ela tem caído, mas ainda é alta. Também contribuíram a elevação de algumas alíquotas e a recuperação mesmo que lenta de alguns setores da economia”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

“Se considerarmos o enfraquecimento recente da economia, o peso da tributação é ainda mais forte para empresas e contribuintes”.

Os valores mostrados pelo painel da ACSP são nominais (sem descontar a inflação), baseados em informações oficiais e calculados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

NOMINAL X REAL

A ACSP destaca que os dados divulgados mensalmente pela Receita Federal abrangem apenas os tributos federais. E que a divulgação dá ênfase à arrecadação deflacionada (descontando a inflação).Por isso os números diferem do que é mostrado pelo Impostômetro.

“Em nenhum país do mundo as despesas são deflacionadas. O governo brasileiro, por exemplo, não deflaciona o salário dos funcionários públicos antes de pagá-los. Assim, se as despesas são sempre nominais, temos que compará-las com a receita (arrecadação) também nominal”, diz Burti.

Por fim, ele lembra que a carga tributária brasileira aumentou da casa dos 25% do PIB na década de 1990 para cerca de 35% do PIB em 2016, conforme calculado pelo IBPT.

“Teoricamente, pelo volume arrecadado ano a ano, a sociedade deveria ter retorno com serviços públicos de qualidade, mas, infelizmente, não é isso o que acontece. Lamentavelmente, o que observamos são serviços ineficientes nas áreas de transporte, saúde, educação, segurança pública, isso quando existentes”, diz João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT.

Fonte: Diário do Comércio | 14 de setembro de 2017

Como o varejo está se reinventando para os novos tempos

O varejo foi obrigado a se mexer. As lojas online, a economia colaborativa e as redes sociais mudaram não só comércio, mas o mundo. Por isso, o ato de vender se tornou cada vez mais complexo.

Nas décadas anteriores, bastava um produto de qualidade, uma loja bonita e uma divulgação eficiente para conquistar os consumidores. Hoje, essa receita tem inúmeros ingredientes.

Para falar sobre essa ressignificação do comércio nos últimos anos, a GH & associados, reuniu um time de especialistas durante o Workshop Store Marketing.

“No passado, comprar e vender era mais simples porque não existia abundância”, afirma George Homer, fundador da GH & Associados. “As novas gerações não querem ter posse, eles querem usar. A experiência se tornou parte importante de todos os negócios”.

A reinvenção do varejo passa por três fatores: tecnologia, identidade de marca e ambiente.

MARCA

Para a Bianca Cerdeira e Liliane London, da Brand to Be, consultoria especializada em inteligência de marketing, a mudança é um dos componentes fundamentais para as marcas se adaptarem aos novos tempos.

Para conquistar os clientes, que estão cada vez mais exigentes, é necessário um processo muito mais amplo e complexo, que envolve a criação de uma identidade da marca, baseada principalmente nos valores da empresa.

Para tanto, a expressão branding deve entrar para o vocabulário dos comerciantes.

A interação das empresas com os consumidores também passa por um processo de reformulação. Hoje, as marcas devem entender a mentalidade dos clientes ao oferecer seus produtos ou serviços.

Um exemplo entre muitos: a Dove, marca de produtos de higiene da Unilever, está realizando essa inserção de forma efetiva. A empresa criou um posicionamento que busca enfatizar que a empresa é contra os padrões de beleza estabelecidos.

Outras empresas criam eventos especiais para engajar os clientes em atividades relacionadas a identidade da marca. A Nike, por exemplo, criou em algumas lojas espaços para aulas de ginástica e outras atividades físicas.

Muito mais importante do que apenas os produtos em si, o discurso e os valores que eles representam se tornaram um ponto fundamental para atrair os consumidores.

“O foco antes eram as vendas, agora elas são consequência”, afirma Bianca Cerdeira.

TECNOLOGIA

As inovações tecnológicas são um dos pontos cruciais do processo batizado de ressignificação do varejo.

Internet das coisas, drones, etiquetas inteligentes e robôs: as ferramentas e as possibilidades são muitas.

Regiane Romano, presidente da vip-systems, empresa especializada em tecnologias para o varejo, acredita que a adoção desses novos aparatos é caminho sem retorno.

Um dos problemas é que atualmente os comerciantes são inundados com uma quantidade enorme de novas ferramentas e nem sempre sabem qual devem adotar.

“Não coloque a tecnologia só porque é legal, mas porque ela atende a uma real necessidade do negócio”, afirma Regiane.

O uso de novas ferramentas tecnológicas pode ajudar a promover mais vendas e simplificar processos. Uma das marcas que fazem isso com efetividade é H&M, rede sueca de lojas de roupas e acessórios.

Na loja localizada na Times Square, em Nova York, por exemplo, a empresa colocou tablets nos provadores para que os clientes comprem online as peças que não acharam nas gôndolas. “São soluções acessíveis e simples, mas que são utilizadas com inteligência”, afirma Regiane.

AMBIENTE

Em tempos de e-commerce, a preocupação das lojas físicas com o ambiente se tornou cada vez mais frequente.

Não basta ter uma loja bonita e que atraia o olhar dos clientes. O mais importante, de acordo com Homer, é que as lojas contem suas histórias por meio dos recursos visuais.

Os varejistas devem criar ambientes que ajude os clientes a se desligarem do mundo ordinário e embarquem em um espaço mágico e livre de preocupações.

“As pessoas vão para as lojas não só para comprar, mas também para esquecerem seus problemas”, afirma Homer.

O ambiente das lojas também deve fazer parte da expressão da identidade de uma marca. A exposição dos produtos, as prateleiras, os cheiros, as cores e os sons ajudam a comunicar a cultura de uma empresa.

Outra tendência na criação de novas lojas são espaços dedicados a mais de uma função.

O Eataly é um dos pioneiros ao criar um mercado que abriga também restaurantes. O mesmo está acontecendo os supermercados estão cada vez mais dedicados a oferecer aos consumidores refeições rápidas.

Fonte: Diário do Comércio | 14 de setembro de 2017

Projeto deseja alterar substituição tributária para micro e pequenas empresas

“As pequenas empresas, quando submetidas à substituição tributária, acabam por pagar a mesma alíquota aplicável às demais pessoas jurídicas de maior porte”.

É com esse argumento que o deputado Jorginho Mello defende o Projeto de Lei Complementar (PLP) 341/2017, de sua autoria, que visa trazer algumas alterações para a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006).

A principal mudança prevista pelo projeto é a estipulação de um limite de 3,95% na alíquota do ICMS que incide sobre os produtos sujeitos à substituição tributária adquiridos por microempresas (ME) e por empresas de pequeno porte (EPP) integrantes do Simples Nacional.

Segundo Mello, a proposta é que “quando a substituição tributária envolver micro e pequenas empresas, seja aplicável a alíquota da faixa de faturamento superior do ICMS no Simples Nacional que é de 3,95%”.

No momento, o projeto está em tramitação na Câmara.

Demais alterações

O PLP 341/2017 também deseja fazer outras mudanças em prol dos pequenos empreendimentos.

Caso aprovado, o projeto prevê, por exemplo, que o teto do Simples seja reajustado todos os anos levando em conta a inflação medida conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.

O texto também possui um dispositivo que equipara a ME ou EPP às organizações da sociedade civil (OSC) para fins de enquadramento no Simples Nacional, excluindo dessa regra os sindicatos, as associações de classe ou de representação profissional e os partidos políticos e suas fundações.

“A maior parte das receitas dessas entidades são imunes ou isentas. No entanto, algumas atividades que não as próprias desenvolvidas por elas, como a atividade de bazar ou de quermesse, são submetidas a tratamento tributário de uma empresa de grande porte”, explicou o deputado.

Esse dispositivo já constava na Lei Complementar 155/2016, que acabou sendo vetado pela Presidência da República em 2016.

Mudança de conceito

O projeto também afirma que o Simples integra o regime geral tributário, inclusive para fins de contabilidade pública.

“Trata-se de importante mudança conceitual. A partir da entrada em vigor desse dispositivo, o tratamento dado às micro e pequenas empresas não poderá mais ser considerado favor fiscal, mas um direito”, disse Mello.

Crédito facilitado

Pelo projeto, os bancos públicos terão que respeitar algumas disposições, além de manter linhas de crédito específicas para as pequenas empresas. São eles:

  •   concessão de aval pelo sócio pessoa física para a pessoa jurídica; 
  •    prazo máximo de 12 meses; 
  •    valor de, no mínimo R$ 5 mil e no máximo R$ 100 mil; e
  •    taxa de juros com valor máximo vinculado ao da taxa anual da Selic.

Outro dispositivo vetado em 2016 e que o PLP deseja recriar é a Empresa Simples de Crédito (ESC). Essa figura é explicada pelo autor do projeto.

“As ESC colocariam apenas o próprio capital exposto ao risco de empréstimos, ou seja, não captariam recursos de terceiros e ficariam dispensadas do cumprimento de algumas regulamentações, como as que estão sujeitas as instituições financeiras que emprestam recursos captados de terceiros”.

Uma vez que utilizam apenas capital próprio, as ECS não precisam de autorização do Banco Central para iniciar as suas atividades, e nem de outras regulamentações e exigências, como capital mínimo, por exemplo.

PLP 341-2017

Fonte: Jornal Contábil | 30 de Maio de 2017.

CNC eleva previsão de crescimento nas vendas do varejo em 2017

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a projeção das vendas do varejo ampliado em 2017 de 1,8% para 2,2%. A mudança ocorre após a divulgação, hoje (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Para a CNC, “a inflação baixa e as taxas de juros em queda são fundamentos econômicos importantes para as condições de consumo e devem permanecer com este comportamento, contribuindo de forma positiva para a reação das vendas no curto prazo”.

A entidade apontou ainda como fundamental a recuperação do mercado de trabalho a partir da segunda metade do ano e a reativação dos investimentos como condição necessária para a sustentabilidade do desempenho do comércio.

A Pesquisa Mensal de Comércio mostrou que o varejo ampliado, que além do comércio varejista inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção teve variação positiva de 0,2% no volume de vendas em julho na comparação ao mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Conforme o IBGE, o resultado foi influenciado pela combinação da redução de 0,8% das vendas em veículos e motos, partes e peças e do avanço de 0,9% em material de construção em julho de 2017, se comparado ao mês anterior.

A CNC destacou que o quinto crescimento mensal das vendas no ano, e o segundo consecutivo, indicam um lento, mas claro processo de recuperação do volume de vendas em 2017.

Segundo o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, as vendas que foram favorecidas pelo dinheiro que entrou na economia com o pagamento das contas inativas do FGTS deixarão de ter esta influência e vão precisar se sustentar na retomada de investimentos e geração de emprego. “Com o fim do efeito dos saques das contas inativas do FGTS sobre as vendas, a continuidade da tendência de crescimento do setor nos próximos meses dependerá da aceleração na geração de postos de trabalho e da retomada dos investimentos, que acusaram 14 quedas nos últimos 15 trimestres”, apontou.

A pesquisa do IBGE mostrou ainda que em julho de 2017, 16 das 27 unidades da federação registraram crescimento nas vendas do varejo na comparação com junho deste ano na série ajustada sazonalmente. Os percentuais mais elevados foram no Amazonas (3,0%), Santa Catariana (2,4%) e Roraima (2,2%). A que teve maior recuo foi Tocantins (-5,3%). Com relação a julho de 2016, Santa Catarina ficou na frente (14,2%) seguido de Alagoas (10,3%).

Fonte: Agência Brasil | 12 de setembro de 2017

Entenda o que é o Simples Nacional e quais vantagens para as empresas

O Simples Nacional é um regime de arrecadação, cobrança e fiscalização de impostos que unifica oito impostos municipais, estaduais e federais em uma só guia de pagamento. A medida completa dez anos em 2017 e veio para desburocratizar o pagamento de impostos e incentivar o micro e pequeno empresário.
A Receita Federal informou nesta segunda-feira (11) que vai notificar cerca de 500 mil empresas brasileiras que estão inadimplentes no Simples. Se não regularizarem sua situação, essas companhias serão excluídas do regime tributário a partir de 2018 e terão que pagar oito impostos em vez de um.
De acordo com o Sebrae, hoje cerca de 12 milhões de empresas aderem ao Simples neste período.

Veja o tira-dúvidas do G1 sobre o Simples Nacional:

Quem pode aderir ao Simples?

O Simples Nacional somente se aplica às microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais, regulamentadas pelo Estatuto. Em agosto deste ano, o Comitê Gestor do Simples Nacional regulamentou um aumento do teto anual de faturamento para que as empresas possam se enquadrar nas regras do sistema.

Confira os novos valores válidos a partir de 2018:

Microempreendedor Individual: até R$ 81 mil;
Microempresa: até R$ 900 mil;
Empresa de Pequeno Porte: até R$ 4,8 milhões.
Todos os estados e municípios tem participação obrigatória no Simples Nacional, mas o teto de faturamento pode variar de acordo com cada região.

Quem não pode aderir?

  • Não podem aderir ao Simples a empresa que, entre outros:
    tenha outra pessoa jurídica como acionista;
  • participe do capital de outra pessoa jurídica;
  • seja filial, sucursal, agência ou representação, no país, de pessoa jurídica com sede no exterior;
  • tenha um dos acionistas com participação em qualquer outra empresa de fins lucrativos, considerando que a soma da receita bruta dessas empresas ultrapasse R$3,6 milhões;
  • tenha sócio que more no exterior;
  • constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;
  • exerça atividades relacionadas a energia elétrica, importação de combustíveis, automóveis e motocicletas, transporte intermunicipal e interestadual de passageiros, crédito, financiamento, corretagem, câmbio, investimento, cigarros, cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e pólvoras, explosivos e detonantes, bebidas alcoólicas e cervejas sem álcool, cessão ou locação de mão-de-obra, loteamento e incorporação de imóveis, locação de imóveis próprios;
  • possua débito, ainda exigido, com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal;
  • esteja sem inscrição ou com irregularidade em cadastro fiscal federal, municipal ou estadual, quando exigível.

Confira a lista completa no portal do Simples Nacional.

Como aderir ao Simples?

A adesão ao Simples está disponível apenas pela internet.

Empresas em início de atividade têm um prazo de até 30 dias para efetivar sua adesão ao regime depois das inscrições no CNPJ e de ter suas inscrições Estadual e Municipal.

O prazo começa a contar depois do deferimento da última inscrição, e tem limite máximo de 180 dias corridas da inscrição no CNPJ. Após esse prazo, as empresas só conseguem realizar a adesão no mês de janeiro do próximo ano.

Empresas que não estão em início de atividade só podem optar pelo Simples no mês de janeiro, do primeiro ao último dia útil. É possível fazer o agendamento da adesão e se antecipar a esse prazo, antecipando as verificações dos pré-requisitos para a opção do regime.

O agendamento está disponível no site do Simples Nacional nos meses de novembro e dezembro do ano anterior ao da adesão.

Quais impostos o Simples unifica?

Dependendo da atividade da empresa, o Simples unifica:

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ).
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
  • Contribuição para o Programa de Integração e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep).
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
  • Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e os de comunicação (ICMS).
  • Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS).
  • Contribuição Previdenciária Patronal (CPP).

O Sebrae estima que a redução da carga tributária pode chegar a 80%, além de isenção de diversas contribuições. Quanto menor a empresa, maior o benefício.

Quais são as desvantagens do Simples?

  • O cálculo do Simples Nacional é feito sobre o faturamento da empresa, em vez do lucro; o que pode fazer com que a empresa pague o mesmo volume de impostos tendo prejuízo.
  • Além disso, as empresas não marcam na nota fiscal o quanto foi pago de ICMS e IPI, o que não permite que seus clientes aproveitem créditos de impostos. Em vendas para o setor industrial, por exemplo, esse tópico poderia afastar potenciais clientes.
  • As empresas de pequeno porte têm um limite extra para importações. A empresa pode declarar receita bruta anual de R$ 9,6 milhões, sendo R$ 4,8 milhões destinados às exportações e R$ 4,8 milhões referentes ao mercado interno.
  • Em casos de empresas com menores gastos com folha de pagamento, o regime pode perde a sua vantagem e pedem análise individual em comparação com outros regimes de tributação, como o Lucro Presumido e o Lucro Real.
Caso a minha empresa não se enquadre no Simples, quais são as outras opções de tributação?

As empresas que não preencherem os requisitos para adesão ao Simples Nacional têm duas outras opções de regime de tributação: o lucro presumido e o lucro real.

No caso de quem adota o lucro presumido, a apuração do Imposto de Renda para Pessoas Jurídicas e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) tem por base de cálculo uma margem de lucro pré-fixada pela legislação, de acordo com a atividade da empresa.

O cálculo do lucro exato da sua atividade é dispensado, exceto quando ele vem de algumas situações específicas, como ganho de capital, ganhos com aplicações financeiras etc.

No lucro real, o empreendedor deverá calcular o IRPJ e a CSLL sobre seu lucro exato (com os ajustes previstos na legislação). Não havendo uma margem de lucro presumida, se a empresa tiver prejuízos ao longo do ano, não precisa pagar esses tributos.

Fonte: G1 | 12 de setembro de 2017

Consumo deve sustentar alta do PIB em 2018

Ajudado pela queda da inflação e dos juros e pela redução do desemprego e da inadimplência, o consumo das famílias, ainda que em ritmo gradual, deve avançar e sustentar o crescimento da economia neste ano e no próximo.

A virada do consumo começou a ser registrada no segundo trimestre. Entre abril e junho, o consumo das famílias voltou para o terreno positivo, depois de dois anos de queda. O avanço de 1,4% do consumo garantiu o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no período, segundo os dados do IBGE.

As projeções dos economistas para o consumo das famílias para este ano giram em torno de 0,7% de alta. Nas contas do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, 70% do crescimento do PIB, projetado também em 0,7% para 2017, virá do consumo. Para 2018, a expectativa da consultoria é que o consumo das famílias avance 2,8% e represente 60% do crescimento do PIB, estimado em 3%. “O consumo responderá mais no ano que vem, quando o mercado de trabalho será mais robusto e a evolução real da massa de renda, de fato, começar a crescer”, afirma o economista.

Mas, mesmo com o crescimento, ainda levará tempo para o consumo voltar aos patamares de antes da crise. Nos últimos dois anos e meio houve uma redução de R$ 79,7 bilhões no consumo, segundo cálculos da consultoria Tendências. Nesse período as famílias mudaram o padrão de consumo para economizar. Das despesas do dia a dia, com alimentos e itens de higiene e limpeza, à aquisição de bens de maior valor, como eletrodomésticos e veículos, o brasileiro optou por produtos mais baratos e até usados.

Pesquisa da consultoria Nielsen, que visita quinzenalmente 8,5 mil domicílios no País para radiografar o consumo de uma cesta com 150 categorias de produtos, aponta que o volume de vendas dessa cesta caiu 5,7% no ano passado. Foi a maior retração em 20 anos. “Batemos no fundo do poço”, diz Margareth Utimura, líder da área de indústria de higiene e beleza da Nielsen.

No primeiro semestre deste ano, a queda foi ligeiramente menor, de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2016. “Este ano deve ser um pouco melhor e esperamos fechar 2018 com estabilidade”, prevê Margareth.

Ciclo. Apesar de toda a ginástica para manter o padrão de compras, economistas concordam que o caminho será longo para recuperar as perdas. “Vai levar tempo para as famílias voltarem ao patamar de compras do período anterior à recessão. Isso deve ocorrer só em 2020”, afirma Bruno Levy, economista da Tendências. O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fabio Bentes, tem posição parecida. “A perspectiva é esse padrão de consumo voltar após 2019”, diz.

Nas contas de Levy, entre o quarto trimestre de 2014, o último ano em que houve crescimento do PIB, até o segundo trimestre deste ano, o consumo das famílias caiu 8,3%, descontada a inflação. Para este ano e o próximo, o economista projeta crescimento do consumo das famílias de 0,7% e 2,1%, respectivamente. Mesmo com o avanço esperado para dois anos seguidos, ele diz que, ao final de 2018, o consumo das famílias estará ainda 6,6% abaixo do registrado no final de 2014. “O ritmo de recuperação é lento, mas sustentável”, pondera.

Entre os fatores que garantem essa recuperação estão a queda da inflação – em 12 meses até agosto o IPCA está em 2,46% – e o crescimento da renda dos trabalhadores – que, em 12 meses até julho avançou 1,4%. A MB destaca também a expressiva redução do endividamento das famílias e do nível de comprometimento da renda ao final do primeiro semestre como elementos que favorecem o aumento do consumo. O comprometimento dos pagamentos com dívidas sobre a renda total, que era de 42% em junho de 2015, encerrou o primeiro semestre deste ano em 21,1%. 

Fonte: O Estado de S. Paulo | 10 de setembro de 2018

 

Vendas do varejo ampliado sobem 0,20% em julho ante junho, revela IBGE

As vendas do varejo ampliado, que incluem as atividades de material de construção e de veículos, subiram 0,20% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. O resultado veio bem melhor que a mediana das estimativas do mercado financeiro, calculada em -1,30%, e ficou dentro do intervalo das previsões dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 2,50% a um avanço de 1,20%.

Na comparação com julho de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 5,7% em julho de 2017. O resultado também superou a mediana das estimativas. Nesse confronto, as projeções variavam de uma expansão de 1,50% a 6,33%, com mediana de 3,85%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam crescimento de 1,1% no ano e redução de 2,8% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Revisões

O IBGE também revisou o resultado das vendas no varejo em junho ante maio, de uma alta de 1,2% para uma expansão de 0,9%. As vendas do comércio varejista ficaram estáveis em julho ante junho. No varejo ampliado também houve revisão no resultado de junho ante maio, que saiu de avanço de 2,5% para aumento de 2,3%.

Média móvel trimestral

O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve aumento 0,4% em julho, segundo informou o IBGE. No varejo ampliado, o índice de média móvel trimestral das vendas aumentou 0,8% em julho.

Fonte: Isto é | 12 de setembro de 2017.

Receita Federal notifica micro e pequenas empresas devedoras

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal vai notificar, nesta terça-feira (12), mais de 556 mil micro e pequenas empresas devedoras de R$ 22,7 bilhões em débitos previdenciários e outras dívidas. Serão disponibilizados, no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), os Atos Declaratórios Executivos (ADE), que notificarão os optantes pelo Simples Nacional de seus débitos previdenciários e não previdenciários, com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A Receita alerta que “as microempresas e empresas de pequeno porte devem ter atenção para não serem excluídas de ofício do regime tributário simplificado e diferenciado favorecido pelo Simples Nacional por motivo de inadimplência”.

A contar da data da ciência do ADE de exclusão, o contribuinte terá um prazo de 30 dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas ou por compensação.

O teor do ADE de exclusão pode ser acessado pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Atendimento Virtual (e-CAC), no sítio da Receita Federal, mediante certificado digital ou código de acesso. O prazo para consultar o ADE é 45 dias a partir de sua disponibilização no DTE-SN, e a ciência por esta plataforma será considerada pessoal para todos os efeitos legais, informou a Receita.

A pessoa jurídica que não regularizar a totalidade de seus débitos no prazo de 30 dias contados da ciência será excluída do Simples Nacional, com efeitos a partir do dia 1º de janeiro de 2018.

Fonte: Portal Brasil | 11 de setembro de 2017.

39% dos usuários de cartão de crédito aumentaram valor da fatura no mês de julho, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL

Em cada dez usuários de cartão de crédito no Brasil, quatro (39%) aumentaram o valor da fatura no último mês de julho, segundo dados apurados pelo Indicador de Uso do Crédito do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Para 33% dos consumidores ouvidos, a fatura se manteve estável na comparação com o mês anterior à pesquisa, enquanto 24% conseguiram diminuir o valor cobrado. Segundo a sondagem, o valor médio das faturas em julho foi de R$ 883.

O levantamento revela que o brasileiro está utilizando o chamado ‘dinheiro de plástico’ para fazer, principalmente, compras básicas e de primeira necessidade. Produtos de supermercados (62%), remédios e itens de farmácia (49%) e combustível (30%) encabeçam a lista dos produtos mais adquiridos via cartão. Outras compras também realizadas recentemente no crédito foram a aquisição de roupas, calçados e acessórios (29%), idas a bares e restaurantes (28%) e recargas para celular pré-pago (20%).

“Os dados sugerem que o brasileiro está recorrendo ao crédito para compras do dia a dia, inclusive mantimentos. A orientação é que, independentemente do tipo de aquisição ou dos valores, o cartão pode ser um aliado do orçamento e, não necessariamente, um vilão. Tudo depende da maturidade e do grau de organização do seu usuário. Se ele não pagar a fatura integral e acabar optando pelo rotativo ou parcelamento, vai arcar com uma taxa de juros que pode chegar até a 500%, em média”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

42% usaram alguma modalidade de crédito, mas 61% dos que tentaram fazer compra parcelada tiveram o pedido negado

Dados apurados pelo SPC Brasil e pela CNDL revelam que 42% dos consumidores brasileiros recorreram a alguma modalidade crédito no último mês de julho, sendo que a mais utilizada é o cartão de crédito, mencionado por 37% das pessoas consultadas. Em segundo lugar aparecem o cartão de loja e o crediário com 13% de menções. Completam o ranking o limite do cheque especial (6%), empréstimos (4%) e financiamentos (4%). O percentual de brasileiros que não recorreram às compras a prazo ou empréstimos de recursos financeiros no último mês de julho somam 58% da amostra.

De forma geral, o Indicador de Uso do Crédito registrou 27,4 pontos em julho. O resultado ficou próximo da média dos seis meses anteriores, situada em 27,2 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos e busca medir o uso das principais modalidades de crédito pelos consumidores brasileiros. Quanto mais próximo de 100, maior o número de usuários e de frequência no uso das modalidades.

Em julho, entre os consumidores que tentaram obter crédito em loja, 61% tiveram o pedido negado, sendo que a razão principal foi a inadimplência (9%). Outras alegações foram a renda insuficiente (3%) e a falta de comprovação de renda (3%). “O consumidor deve encarar a negação do crédito como um indicativo de que é preciso rever suas atitudes com relação ao dinheiro, buscando equilibrar seus gastos e seus ganhos”, afirma a economista Marcela Kawauti.

Quando questionados sobre a dificuldade de contratar empréstimos e financiamentos, a maior parte (40%) opina que é difícil ou muito difícil, enquanto apenas 18% avaliam como fácil ou muito fácil. Outro 21% assumem uma opinião neutra a respeito do grau de dificuldade na obtenção de recursos de terceiros.

Outro dado de destaque é que entre os consumidores com empréstimos e financiamentos, 34% admitiram atrasos ao longo do contrato e 19% disseram estar no atual momento com parcelas pendentes de pagamento, o que totaliza 53% desses consumidores com dificuldades para honrar os compromissos. “A situação pode ter sido agravada pela crise, mas sofre influência também da falta de planejamento do orçamento pessoal. Organizar as finanças de forma que seja possível a formação de uma reserva para lidar com os imprevistos e emergências é essencial para que haja tranquilidade”, orienta o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Sobre o estado das finanças, a maior parte dos consumidores (42%) disse estar no zero a zero. Ou seja, sem falta de recursos, mas também sem sobras. “Embora a situação desses consumidores não seja tão dramática quanto a daqueles que estão no vermelho, a situação não é confortável, devido ao risco de que lhes ocorra algum imprevisto” afirma Vignoli. O percentual de consumidores que disseram estar no vermelho, isto é, sem conseguir pagar todas as contas, é de 36%. Apenas 17% se encontram no azul.

Como reflexo das dificuldades financeiras, o levantamento que aferiu a propensão do brasileiro ao consumo apurou que 56% dos consumidores pretendem cortar gastos no mês de setembro contra apenas 5% que pensam em realizar mais compras. Os que pretendem manter o mesmo patamar de gastos somam 34% dos consumidores. Os efeitos da crise se destacam entre as justificativas para os que irão diminuir o consumo: 21% disseram que reduzirão as despesas por conta dos altos preços, 14% por estarem desempregados e 10% porque tiveram redução de renda. Além desses, 16% mencionam o endividamento, 8% citam a intenção de fazer uma reserva financeira e 5% o descontrole sobre o próprio orçamento.

Sem considerar as compras de supermercados, os produtos que os consumidores mais pretendem adquirir neste mês de setembro são roupas, caçados e acessórios (21%), seguidos dos remédios (20%). Outros itens também citados são recarga para celular pré-pago (16%), perfumes e cosméticos (11%), artigos de cama, mesa e banho (6%), materiais de construção (6%), eletrodomésticos (6%) e salão de beleza (65). Bens de maior valor aparecem somente no final da lista, como celulares (3%), carro (3%) e casa própria (2%).

Fonte: SPC | 06 de setembro de 2017

Como tornar sua marca uma encantadora de clientes?

Quem responde é Cristiano Chaves, responsável pela equipe de atendimento ao consumidor da Arezzo. Ele conta como é possível melhorar os serviços de relacionamentos com as ferramentas de chat online e e-mail, e treinamento da equipe de teleatendimento

Há pouco mais de duas semanas, uma marca de sapatos viralizou nas redes sociais após personalizar um calçado para uma consumidora cadeirante.

Quando Maria do Carmo Vorcaro viu um tênis com zíper lateral no site da Arezzo acreditou que estaria comprando uma peça fácil de calçar, tendo em vista suas dificuldades.

Sucede que, ao receber a encomenda em casa, ela descobriu que o acessório, que tornaria tudo mais prático, era apenas decorativo e não servia para abrir e fechar o calçado.

Sem opção, ela explicou a situação e solicitou a devolução do item para a empresa, que a surpreendeu com um cartão escrito à mão e a seguinte resposta:

“Ao saber o que ocorreu, a equipe não poderia deixar isso passar em branco. Esperamos que goste do presente”.

Junto ao bilhete, a marca enviou um tênis do mesmo modelo, mas com zíper funcional e com o nome de Maria do Carmo gravado.

Encantada com a atenção dada ao caso, a filha de Maria do Carmo publicou a história no Facebook, que já acumula mais de 47 mil compartilhamentos, 280 mil curtidas e 24 mil comentários.

Por trás deste e de outros casos de encantamento, normalmente há uma equipe muito bem treinada e motivada. Na Arezzo, quem coordena a área de relacionamento com clientes é Cristiano Chaves, 31 anos.

Nos últimos cinco anos, Chaves se tornou uma referência quando o assunto é relacionamento , traduzida por premiações como a de melhor profissional na categoria experiência do cliente, conferido pelo E-commerce Brasil, em 2016 e 2017.

Formado em marketing, Chaves iniciou sua carreira há dez anos, atendendo clientes da B2W (Americanas, Submarino e Shoptime) via chat, e-mail e telefone.

Durante os cinco anos em que trabalhou no grupo, ele passou pela área de planejamento e projetos, virou analista financeiro e depois de ouvidoria, foi promovido a supervisor de atendimento até chegar ao cargo de coordenador financeiro.

De lá, foi trabalhar como supervisor de atendimento online da Schutz e, em pouco tempo, se tornou responsável pelo atendimento das cinco marcas do grupo Arezzo&Co (Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman e Fiever).

MOTIVAÇÃO

Contrário ao modelo de motivação sustentada por bônus em dinheiro e com metas agressivas, Chaves precisou pensar em uma maneira para manter a cultura de empatia viva entre os atendentes.

“Cogitei criar uma premiação emocional, que gerasse satisfação. E criei um prêmio anual em que reconhecemos os melhores profissionais em diversas categorias”.

Desde 2015, a marca elege vencedores, como, por exemplo, o de melhor operador de chat, melhor atendimento por e-mail, mais elogiado do ano, melhor elogio, destaque do ano, revelação do ano, melhor vendedor, qualidade, redes sociais e por aí vai.

Como recompensa, Chaves encomenda medalhas personalizadas com o logo da Arezzo, que estampa o nome do funcionário, a categoria do prêmio e o ano. “O resultado é fantástico”, diz.

GESTOS QUE ENCANTAM

Com o avanço da tecnologia e a velocidade com que as informações se reproduzem, produtos e serviços serão cada vez mais semelhantes em qualidade e preço. Portanto, a atenção prestada ao cliente passa a ser o principal diferencial a ser valorizado pelo cliente.

Chaves diz acreditar que à medida que as empresas entenderem que a área de relacionamento é a maior responsável pelo sucesso de vendas das lojas, essas marcas sairão na frente e encantarão muito mais.

Enxergar a área de atendimento como um custo adicional é uma das piores crenças que uma empresa pode ter, na opinião de Chaves. Ele explica que tudo que um cliente espera de uma compra é solução.

Formas de se diferenciar – Desde que assumiu a área de atendimento da Arezzo, Chaves decidiu abandonar o padrão de canais de atendimento, como 0800.

“Nenhum cliente gosta de ficar ouvindo musiquinha de espera. Os canais eletrônicos são bem mais baratos, dinâmicos e acessíveis”.

Formal x informal – Outra mudança foi na forma como os atendentes tratavam os consumidores. Aquele roteiro pré-planejado e a linguagem formal deram lugar a um atendimento empático e sem amarras.

“Em 2012, pouquíssimas empresas faziam isso. Minha maior preocupação era demonstrar compreensão”.

Chat com emoji – Para tornar o atendimento ainda mais próximo e natural, Chaves pediu à empresa que desenvolvesse a plataforma de atendimento para disponibilizar novas ferramentas de comunicação, como, por exemplo, os emojis.

Além disso, ele também solicitou que fosse criado uma espécie de perfil de cada atendente com foto e nome de cada para humanizar o contato e fugir ao máximo daquela sensação de comunicação robotizada.

Com essas mudanças, a média de satisfação da empresa, que em 2014 era de 68%, subiu para 95% no primeiro trimestre deste ano. “São pequenos gestos que encantam os clientes”, afirma.

VÍDEO: Mariana Missiaggia e William Chaussê (edição)

Fonte: Diario do Comércio | 07 de setembro de 2017.

Conflito ainda marca a relação entre shopping centers e lojistas

Um encontro entre lojistas e representantes de shoppings centers ocorrido na quinta-feira (31/08), último dia do Latam Retail Show revelou que a relação entre as partes ainda está longe de ser cordial.

Desde que o consumo começou a despencar, comerciantes foram bater à porta das administradoras dos shoppings em busca de descontos no valor do aluguel.

Muitos contratos foram feitos na época em que a economia estava em plena expansão. Com a queda de receita, os lojistas não conseguiam pagar os valores acordados.

Alguns empreendimentos acabaram concedendo descontos temporários no valor da locação, seletivamente, apenas para as lojas que tinham interesse em manter.

O efeito da crise e dessa relação foi visível nos shoppings. A vacância aumentou consideravelmente, inclusive em shoppings tradicionais.

Após dois anos e meio de crise, evento que reuniu lojistas e representantes de shoppings para debater “O atual cenário de locações comerciais – mercado imobiliário e varejistas” mostrou que as duas partes ainda vão ter de se esforçar para se entender.

“O empreendedor de shopping está mais flexível na negociação, mas também quer a contrapartida da loja”, disse, durante o encontro, Luís Felipe Salles, sócio do shopping Lage e da Mix Retail Malls, empresa que faz planejamento e negócio para varejo e empreendimentos.

O evento reuniu cerca de 200 empresários e executivos, metade de representantes do comércio e metade de empreendimentos. “O que os comerciantes estão fazendo para reter o cliente? Apareceram lojistas oportunistas”, afirmou ele.

Pompeu Belusci, diretor da Di Pollini, rede de calçados masculinos, e um dos criadores do movimento Acelera Varejo, reagiu.

“Não somos oportunistas”, disse. “Quem está pedindo desconto de aluguel é porque precisa, porque a conta não fecha. Isso aconteceu comigo e com outras redes. Oportunistas são os shoppings, que estão querendo tirar lojistas para colocar outros no lugar.”

Salles diz que os lojistas querem que o desconto no valor do aluguel, que remunera o empreendimento, seja para o resto da vida.

“O shopping não pode ser solidário com a ineficiência da loja. O mercado voltou a ser positivo. Inflação e juros estão em queda”, disse.

Muitas lojas, de acordo com Salles, mostraram que estavam ajustadas financeiramente e trabalharam de forma eficiente mesmo durante a crise. “Houve uma purificação no mercado. O lojista bom ficou e o ruim saiu.”

Para Evandro Ferrer, sócio-diretor da Ancar Ivanhoe Shopping Center, presente ao Latam Retail, mas que não participou do debate, diz que a prática da empresa é entender por que determinada loja não está vendendo bem.

“Se for o caso, diminuímos o custo para o lojista, mas com o compromisso de um esforço para aumentar as vendas”, disse.

A Ancar Ivanhoe, que possui 22 shoppings espalhados pelo país, registra vacância de 1%, no caso de empreendimentos consolidados, e de 8%, no caso dos mais novos.

“A crise fez a gente trabalhar melhor, olhar para dentro da companha, fazer ajustes. Há sinais de melhora na economia, as pessoas estão mais esperançosas. As vendas melhoraram – alta de 8% a 9% sobre 2016 -, mas a base de comparação é baixa. A crise não acabou.”

Os shoppings, de acordo com Ferrer, estão avaliando melhor as empresas para fazer concessões. “Pode ser que alguns empreendimentos pararam de fazer concessão, nos casos em que viram que não existe mais condição de recuperação. A orientação é essa.”

João Carlos Paes Mendonça Tavares de Melo, vice-presidente comercial do grupo JCPM, que opera principalmente no Nordeste, afirma que o momento é de readequação das contas.

“Alguns lojistas estão indo bem e, ainda assim, querem descontos. Estamos olhando caso a caso”, disse ele.

A vacância nos 22 shoppings do grupo JCPM , de acordo com ele, varia de 2% a 10%.

“Tivemos algumas oportunidades de espaços porque algumas lojas não saíam do shopping e tinham uma venda razoável. Com a crise, a situação delas ficou inviável e surgiram novas oportunidades.“

Em um ano normal, diz ele, a troca de lojas oscila de 6% a 10%. “Fazemos algumas concessões para os lojistas que realmente operam bem e que vão se reerguer. O que o comerciante tem feito para atrair o cliente? Essa é a questão.”

A franquia Rei do Mate, com 308 lojas no país, fechou entre dez e 12 lojas nos últimos dois anos.

“Foi uma limpeza importante, pois alguns dos empreendedores não estavam preparados para enfrentar uma situação como a que o país está vivendo”, afirma Adriana Lima, diretora do Rei do Mate.

Mas apenas isso. De acordo Adriana, alguns dos novos empreendimentos não foram bem como se previa. Houve também problema de concorrência acirrada.

“Às vezes, um empreendimento não está indo bem, não consegue posicionar um negócio, e,em seu lugar, instala mais um café, por exemplo, aumentando a concorrência em determinado segmento.”

Adriana diz que aproveitou o evento para conversar com os representantes dos shoppings.

“Eles já foram mais flexíveis nas negociações. Agora, estão avaliando caso a caso. Os franqueados só pedem desconto no aluguel quando é necessário.”

Das 308 lojas da rede, cerca de 150 estão em shoppings. Durante a crise, de acordo com Adriana, os empreendimentos concederam descontos de 5% a 30%.

Para Liliana Martins, diretora de expansão da franquia Puket, com 148 lojas no pais e 13 no exterior, a crise serviu para que lojistas e shoppings “caíssem na real”.

“Três anos antes da crise, o país vivia uma euforia irreal, com lançamento de shoppings e abertura de lojas. Hoje, o mercado caiu na real. Há boas oportunidades para abertura de lojas, mas menos em shoppings tops e pontos tops. Não tem milagre.”

Apesar das trocas de farpas entre lojistas e empresas shoppings, eles convergem em um ponto: um precisa do outro e um shopping só vai ser forte se as lojas forem fortes.

“Num país como o Brasil, onde em cinco anos muda muita coisa, com altos e baixos, um lado depende do outro. A relação entre shoppings e lojistas não pode mais ser conflituosa para o bem de ambos”, afirma Marcos Hirai, sócio-diretor da GS&BGH, que coordenou o debate no evento da Latam.

Fonte: Diário do Comércio | 06 de setembro de 2017

Confira o que abre e o que fecha no feriado da Independência no Grande Recife

Desfile de 7 de Setembro é realizado na Avenida Mascarenhas de Morais, na Zona Sul do Recife (Foto: Pedro Lins/TV Globo)

O dia da Independência do Brasil, comemorado na quinta-feira (7), é feriado nacional. No Grande Recife, repartições públicas e instituições particulares suspendem as atividades, no dia em que se realiza o desfile cívico-militar, na Avenida Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, na Zona Sul da capital. Agências bancárias dentro e fora dos shoppings terão o funcionamento suspenso durante o feriado.

Confira, a seguir, a lista do que abre e do que fecha na capital pernambucana e na Região Metropolitana do Recife (RMR):

Comércio e shoppings

As lojas do comércio de rua no Centro do Recife e demais bairros terão abertura facultativa. As lojas âncoras e de rede localizadas na Avenida Conde da Boa Vista devem funcionar das 9h às 18h, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas da capital (CDL).

As lojas e praças de alimentação dos shoppings Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes; Recife, Plaza, RioMar, Boa Vista, Tacaruna e Paço Alfândega, no Recife; e o Paulista North Way Shopping, em Paulista, funcionam de acordo com a programação de cada centro de compras. Os cinemas abrem de acordo com a programação de filmes. Unidades do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) nos shoppings abrem normalmente.

Universidades

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) suspendeu as aulas na quinta-feira (7), mas volta a funcionar normalmente na sexta-feira (8). O Instituto Federal de Pernambuco decretou ponto facultativo para a sexta-feira, em todas as atividades administrativas, mas as aulas ocorrem normalmente. Na Universidade de Pernambuco (UPE), o funcionamento será normalizado na segunda-feira (11).

Judiciário

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e as seções judiciárias vinculadas (Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e Sergipe) funcionam em regime de plantão. Prazos processuais que se iniciem ou se completem nesse dia ficam automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil subsequente, a sexta-feira (8), quando o tribunal funciona normalmente.

Ministério Público do Trabalho

Nesta quinta-feira (7) não haverá expediente em nenhumas das unidades do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco (Recife, Caruaru e Petrolina). O expediente é retomado normalmente na sexta-feira (8).

Celpe

No feriado, todas as Lojas da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) fecham. Na sexta, todas voltam a funcionar no horário normal (8h às 16h30). A loja de Carpina, na Mata Norte, fecha na segunda (11), por causa do feriado municipal.

Edifício-sede da Prefeitura do Recife

A Secretaria de Governo e Participação Social do Recife informou que, na quinta (7) e sexta-feira (8), os serviços e o atendimento ao público oferecidos no edifício-sede da PCR, e na sede da Reciprev e Saúde Recife não funcionarão. O Centro de Atendimento ao Contribuinte (CAC) também volta a funcionar na segunda-feira (11), no horário normal, das 8h às 13h.

Mercados e feiras

O funcionamento dos mercados públicos será alterado apenas na quinta-feira (7), funcionando das 6h às 13h. O funcionamento será normal nos demais dias: na sexta-feira (8) e no sábado (9), das 6h às 18h e, no domingo (10), das 6h às 13h.

O Centro de Comércio Popular Calçadão dos Mascates (Camelódromo) e o Mercado das Flores fecham na quinta, mas abrem das 6h às 18h na sexta-feira e no sábado. No domingo, ambos os equipamentos já são fechados. As feiras livres que acontecem nos bairros não têm os horários alterados durante o feriado.

Ciclofaixas e academias

Durante o feriado da Independência, a Ciclofaixa de Turismo e Lazer funcionará na quinta-feira (7) e no domingo (10), das 7h às 16h, em todas as rotas. As Academias Recife darão uma pausa na atividade na quinta-feira (7), retornando normalmente na sexta-feira (8).

Os parques da Macaxeira e Santana abrem normalmente ao público das 5h às 23h. O projeto Lazer na Rua, que fecha parte da via em frente ao Segundo Jardim do bairro de Boa Viagem para uso da população, também acontece no dia 7 de setembro, além do tradicional domingo.

Trânsito

Os serviços de atendimento ao idoso, aos taxistas e aos cidadãos que desejam recorrer das multas, oferecidos na sede da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), na Rua Frei Cassimiro, 91, no Bairro de Santo Amaro, vão funcionar normalmente, das 8h às 13h, até esta quarta-feira (6).

Na quinta-feira (7) e na sexta-feira (8), os serviços ficarão suspensos, voltando a funcionar normalmente a partir da segunda-feira (11). Já os serviços de monitoramento de tráfego e de fiscalização, prestados pelos agentes e orientadores de trânsito, assim como o teleatendimento 24 horas da Autarquia, funcionarão normalmente durante o feriado. Os cidadãos podem acionar a CTTU por meio do 0800.081.1078.

Centros culturais

O Paço do Frevo, no Bairro do Recife, recebe na sexta-feira (8) uma dupla de inventores de instrumentos digitais e um duo de criadores de espetáculos multimídia, formando a performance “Batebit + Pachka”. A apresentação será no hall de entrada do Paço do Frevo ao meio dia e com acesso gratuito.

O Centro de Artesanato de Pernambuco, no Marco Zero, funciona normalmente no feriado, das 8h às 18h. No local, o público pode conferir mais de 300 peças com descontos de até 50%. Há produtos em madeira, cerâmica, couro e outras matérias-primas.

O Museu da Cidade do Recife, localizado no Forte das Cinco Pontas, estará aberto normalmente na quinta-feira. O centro funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. A entrada é gratuita.

Fonte: G1.com | 06 de setembro de 2017.

Varejo on-line perde R$ 11 bi com compra cancelada por frete alto

O alto custo do frete no comércio eletrônico tem gerado perdas significativas aos lojistas virtuais, uma vez que boa parte dos brasileiros afirma já ter desistido de uma compra devido a taxa de entrega elevada. Estudo da Manhattan Associates estima que, decorrente do cenário, o valor perdido em vendas é de R$ 11,8 bilhões.

A pesquisa, antecipada pelo DCI, mostra que 74,2% dos brasileiros abandonaram um ‘carrinho virtual’ ao se depararem com uma taxa de entrega alta. Considerando que cada compra cancelada teria um tíquete médio de R$ 331 a empresa global de softwares chegou ao valor dos R$ 11,8 bilhões. Há a possibilidade, contudo, de parte do montante ter sido absorvido por concorrentes do próprio varejo virtual, não saindo necessariamente do setor. “Não temos como medir aonde o consumidor comprou no final, e a venda pode não ter saído do e-commerce. Mas, como a única razão para a desistência foi o valor do frete, acreditamos que boa parcela deve sim ter migrado para lojas físicas ou desistido de fazer a compra”, explica o representante da Manhattan Associates no Brasil, Marco Beczkowski.

O impacto expresso no estudo tende a aumentar nos próximos anos, já que o custo médio do frete vem crescendo de forma expressiva. Enquanto no primeiro semestre do ano passado o valor médio cobrado pela entrega era de R$ 25,7, segundo a Ebit, no mesmo período deste ano o preço subiu para R$ 29,9, variação de cerca de 16,5%.

A perspectiva daqui para frente, caso o cenário logístico não mude no Brasil, é que o custo do frete continue aumentando em proporções semelhantes à vista no intervalo. “Se não partimos para uma opção de logística multimodal, não resolvermos o problema de roubo de cargas e seguirmos com poucas operadoras, o custo do frete vai continuar crescendo”, diz o diretor de comunicação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Gerson Rolim. Atualmente, segundo o executivo, os custos logísticos representa quase metade de todas despesas de uma empresa do e-commerce. “O consumidor é sensível ao frete porque é um custo muito pesado”, resume.

No início do e-commerce…

O peso grande do frete em relação ao preço do produto não é a única explicação para a influência que ele exerce na decisão de compra do brasileiro. No surgimento do e-commerce no País, ao final dos anos 1990, as grandes varejistas virtuais ofereciam frete grátis para todas as compras. A estratégia, que surgiu para estimular a migração do consumidor do varejo físico para o virtual, acabou acostumando o brasileiro com a prática. “O brasileiro começou a entender que só valia a pena comprar on-line se ele tivesse o frete grátis”, diz o sócio diretor da VTEX, plataforma de cloud commerce, Rafael Campos.

Nos últimos cinco anos o cenário começou a mudar e a oferta do frete grátis reduziu gradativamente (veja no gráfico). O consumidor, no entanto, parece não ter acompanhado a evolução do mercado, e continua reticente em relação ao custo do frete. “Esse ‘aculturamento’ do brasileiro, que surgiu no início do e-commerce, permanece”, diz Beczkowski, da Manhattan.

Existem, contudo, algumas medidas que já tem sido adotadas pelos varejistas e que podem, na visão dos especialistas, minimizar o impacto do alto custo do frete nas vendas. Uma delas, segundo o sócio diretor da VTEX, é oferecer a opção de retirar o produto na loja física. “São poucas que tem feito, mas é uma estratégia que resolveria o problema do custo alto do frete”, diz Campos. Outra alternativa, explica, seria fazer a entrega saindo das próprias lojas e não do centro de distribuição.

De acordo com o executivo, a marca de moda Reserva já tem trabalhado dessa forma, e isso também diminuiria o frete, já que diluiria os custos. “Nos Estados Unidos as lojas já estão se transformando em centros de distribuição do mundo digital e isso é muito poderoso para mudar a questão do frete”, afirma.

Para as lojas que operam exclusivamente no comércio eletrônico, uma opção que surgiu recentemente no Brasil são os chamados ‘lockers’, ou ‘pontos de coleta’. Uma empresa que oferece hoje o serviço no País é a InPost. A companhia disponibiliza terminais de coleta, aonde o consumidor pode retirar o seu produto. “O conceito está começando a chegar no Brasil, mas também seria uma saída interessante para o problema”, afirma Rolim, da camara-e.net.

Prazo de entrega

Apesar de ser um dos principais fatores que levam o consumidor a desistir de uma compra no e-commerce, o custo alto do frete não é o único problema. O estudo da Manhattan Associates mostra que o prazo de entrega também e um fator decisivo para o consumidor. Segundo a pesquisa, 63,4% dos brasileiros já abandonaram o ‘carrinho virtual’ porque a previsão de entrega para o produto era longo. O levantamento mostra ainda que mais da metade dos consumidores (57,3%) decidiram parar de utilizar uma loja por compras perdidas ou atrasadas.

A influência do prazo de entrega, contudo, varia muito de acordo com o segmento, explica o sócio diretor da VTEX. “No setor de moda, por exemplo, se o prazo é muito longo a chance do consumidor desistir da compra é grande. Em ramos como o de móveis, por outro lado, o prazo talvez não exerça tanta influência”, explica. Em setores como o de supermercados e farmácias, onde a praticidade é um imperativo, o tempo para a entrega também é decisivo.

Outra questão que pesa na decisão do consumidor virtual é a burocracia para finalizar a compra. Um check out que exige o cadastramento do cliente ou que pede um número elevado de informações para finalizar o processo também acaba gerando uma taxa de desistência mais elevada, explica Campos.

Fonte: DCI | 06 de setembro de 2017