Greve evidencia que o estoque do varejo já vinha inadequado

Foto: ESTADÃO CONTEÚDO

A política mais conservadora para composição dos estoques, adotada ao longo da crise pelos varejistas, ampliou o impacto da greve dos caminhoneiros no setor. Com a falta de produtos indo além dos hortifruti, as chances de faltar produtos não perecíveis nas gôndolas será ainda mais rápida nos pequenos mercados e operações de vizinhança.

“Quando há greve de caminhões, o impacto direto no varejo alimentar se dá nos produtos perecíveis, que precisam de reposição diária. O que notamos agora é que começam a faltar também produtos não perecíveis, e isso mostra a fragilidade dos estoques do comércio”, comentou o especialista em logística e ex-diretor de uma das principais redes supermercadistas do País, Carlos Souto.

O problema da falta de produtos fica ainda mais evidente nos pequenos mercados de bairro. O empresário Vladimir Hama, dono de duas unidades do Hama Mais, no Mato Grosso do Sul, precisou racionar a venda de produtos por cliente, principalmente os de necessidade básica, como papel higiênico. “No final da manhã [de ontem] começamos a limitar as vendas. Há um certo desespero do consumidor.”

Questionado sobre o nível dos estoques antes da greve, Hama admite estar abaixo do ideal. “Não havia demanda que justificasse compor um alto estoque”, crava.

O empresário garantiu não ter elevado os preços mediante à demanda maior que a oferta, mas conta que concorrentes fizeram. “Meu estoque de hortifruti acabou muito cedo, mas vi lojas em que foi feito um racionamento na quarta-feira, e na quinta-feira os preços já estavam dobrados”, conta.

“No Rio de Janeiro a batata passou de R$ 1,3 para R$ 5,6 de uma semana para a outra”, corrobora Carlos Souto, ressaltando que há muita má fé. “Há muita fake news nas redes sociais e isso causa pânico no consumidor, e o varejista de má fé aproveita para tirar vantagem”, conta.

Efeito cascata
A política de racionamento das vendas também foi adotada por grandes varejistas. O Carrefour, por exemplo, limitou para até cinco unidades por cliente a venda dos produtos. Há registros ainda de outros grandes grupos seguindo o mesmo caminho.

No Rio Grande do Norte, um dos estados mais afetados pela greve, a política de racionamento tem sido generalizada.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Alimentos no estado, Geraldo Paiva Júnior, o motivo do desabastecimento é que os mercados são supridos por produtos comprados em outros estados.

“Os supermercados de outros estados costumam comprar da Central de Abastecimento local, que também já apresenta problemas. Acredito que, a partir dessa sexta-feira, comece a faltar em mais supermercados. O nosso estoque de cereais e mercearia pode ter baixas significativas a partir da segunda-feira que vem, caso a situação não mude”, alertou.

Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Tocantins, Santa Catarina, Paraná e São Paulo já registram casos de faltas de produtos perecíveis.

As empresas associadas à Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) apontam que são mais de 325 caminhões com alimentos perecíveis parados em estradas de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

No Sul do País, o vice presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Nazareno Dorneles Alves, também relata problemas. “Além de não conseguir abastecer os centros de distribuição, os mercados não conseguem transportar os produtos do depósito para unidades.”

Ontem (24), a FecomercioSP estimou que a greve pode acarretar perdas na ordem de R$ 570 milhões por dia só na cidade de São Paulo. No cenário estadual, o prejuízo pode diário pode atingir R$ 1,8 bilhão e no nacional, R$ 5,4 bilhões. A entidade ressalta que, prorrogada a paralisação, mais setores serão prejudicados.

Fonte: DCI | 25 de maio de 2018

Compras no celular já representam metade do consumo on-line no brasil

créd: Shutterstock

As transações feitas em dispositivos móveis já correspondem a 50% de todas as vendas on-line no Brasil. Os números são da pesquisa “Análise do E-commerce no Mundo”, da Criteo, e se refere ao primeiro trimestre de 2018. Cinco mil varejistas de 80 países participaram da pesquisa.

O estudo ressalta a participação dos aplicativos no aumento de vendas via smartphones. O relatório da Criteo aponta que a capacidade dos aplicativos de converter visitas em vendas é três vezes maior que dos sites acessados via smartphones.

Compras on-line em supermercados representam apenas 2% no Brasil

Globalmente, as compras via aplicativo cresceram 22% no primeiro trimestre de 2018 na comparação com o mesmo período do ano passado. Os 50% das transações on-line realizadas pelo celular são dividias em web mobile (35%) e aplicativos (15%).

“Para os varejistas com lojas físicas, a adoção de aplicativos e a melhoria da infraestrutura de dados estão abrindo novos horizontes no marketing omnichannel, com a combinação entre online e off-line em uma jornada de compras ininterrupta e mensurável”, afirma Alessander Firmino, diretor geral da Criteo para o Brasil e América Latina.

Omniconsumidores gastam mais
O relatório da Criteo aponta ainda que a combinação de dados on-line e off-line é fundamental para compreender a intenção e o poder de compra do cliente, especialmente porque os consumidores omnichannel geram vendas de maior valor.

Apesar de representar apenas 7% do total de consumidores, os omniconsumidores (aqueles que usam mais de um canal na experiência de compra) respondem por 27% do total de vendas no mundo.

Aumento de conversões no on-line
As transações concluídas via smartphone registraram aumento de 48% em relação ao primeiro trimestre de 2017, enquanto vendas por tablets e desktops tiveram queda de 24% e 15%, respectivamente.

O relatório aponta que os aparelhos mobile são mais usados para compra durante a noite e aos finais de semana. O desktop continua sendo o ambiente de compras preferido durante o horário comercial.

Aqueles varejistas que combinam informações on-line e off-line conseguem ter quatro vezes mais informações de seus clientes para abastecer suas campanhas de marketing, segundo a pesquisa.

Fonte: No Varejo | 23 de maio de 2018

Demanda por crédito nas empresas cresce pelo sétimo mês seguido

créd: Shutterstock

A demanda das empresas por crédito cresceu 5,7% em abril de 2018 na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme pesquisa da Serasa Experian. É a sétima alta consecutiva do indicador.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retomada do crescimento econômico, ainda que em ritmo mais lento do que se esperava no início deste ano, combinada com a retração dos juros, tem estimulado a busca das empresas por crédito.

As micro e pequenas empresas puxaram o crescimento da demanda por crédito. O grupo registrou crescimento de 5,9% nos pedidos. Nas médias, houve aumento, de 2,4%, e, nas grandes empresas, a queda foi de 1,2% no quarto mês do ano.

REGIÕES

A demanda empresarial por crédito, em abril, cresceu 5,9% no Sudeste,  8,2%, no Sul, e 7,6%, no Nordeste. Na direção contrária, houve recuos no Norte (1,9%) e no Centro-Oeste (1,8%), sempre em relação ao mesmo mês do ano passado.

Fonte: No Varejo | 22 de maio de 2018

Uma lenta metamorfose dos shoppings

Foto: StockSnap/Pixabay – Creative Commons

Nos últimos cinco anos, criaram-se em todo o país 105 novos shopping centers. Mas, entre eles, as lojas ainda vazias representam 41% do espaço.

Essa vacância coincide com a lenta mudança da vocação dos shoppings. Em lugar de uma predominância de lojas de varejo, eles se tornam locais de lazer e serviços (laboratórios de exames clínicos, agências de turismo, cinemas e praças de alimentação).

Muitos varejistas de shoppings estão vendendo seus produtos online, mas as entregam em suas lojas físicas. Com isso, procuram vender um pouquinho mais com a presença física do cliente.

Essa tendência foi levantada nesta quinta-feira (24/1), em reunião do Comitê de Avaliação de Conjuntura da Associação Comercial de São Paulo, coordenado por Edy Kogut, vice-presidente da entidade.

Outro fator interessante quanto aos shoppings. Naqueles que foram abertos até 2012, e que já estão na linguagem do varejo “maturados”, é mais difícil para os varejistas negociarem o custo da ocupação.

O fato é que as lojas estão perdendo espaço. Em cinco anos, e são dados para todos os shoppings brasileiros, diminuiu em 48% o número de lojas de roupas e calçados.

Com isso, os shoppings tendem a se transformar, em dez anos, em centros de convivência e de conveniência, com as compras reduzidas a espaços bem menores.

Nos Estados Unidos, disse outro participante do encontro, a previsão é de que, dentro de dez anos, a metade dos shoppings venham a fechar.

O QUE CRESCE NO COMÉRCIO

Em termos mais gerais, o encontro na ACSP verificou que eletrodomésticos, tablets e veículos são os produtos que lideram a tendência de alta nas vendas.

Mesmo que algumas delas sejam muito significativas – como a venda de televisores, com alta de 53%, em razão sobretudo da Copa do Mundo – a verdade é que as percentagens são calculadas sobre uma base bastante deprimida, em razão dos três anos seguidos de recessão.

Quanto ao setor imobiliário para empresas, há hoje uma vacância, em termos nacionais, de 21% dos escritórios de luxo.

Nas farmácias, embora a uma velocidade menor, em abril elas aumentaram suas vendas em 1,21%.

Além da concorrência pelas vendas online, que elas próprias promovem, as grandes redes do setor entregam-se a um plano de ocupação física de corredores importantes dos bairros.

Elas antes apenas abriam uma loja se pudessem faturar R$ 300 mil ou mais. Hoje o fazem, mesmo que faturem um terço dessa quantia.

A ideia é impedir que cresça o número de farmácias independentes, incapazes de operar permanentemente com prejuízo.

O varejo de material de construção continua no negativo. Mas, em termos regionais, os números são diferentes. No Nordeste, o setor cai 10%, no Centro-Oeste, 9%, e no Sul apenas 2%.

O setor de construção apresenta uma curiosidade. O que hoje mais se constrói são projetos do programa Minha Casa, Minha Vida. No entanto, por uma questão de perfil do crédito, são unidades vendidas apenas pela Caixa e Banco do Brasil.

Os bancos privados, com maiores exigências, dificilmente entram nesse mercado.

INDÚSTRIA

Com relação ao setor industrial, há como maior novidade, no primeiro trimestre de 2018, a forte alta das exportações. Foram 19% a mais de manufaturados.

Alguns dados, no entanto, merecem cautela. Um dos grandes bancos constatou que em abril a produção industrial interna cresceu em 8%, diante do mesmo mês no ano passado.

Mas parte dessa diferença se deve ao fato de abril de 2018 ter tido três dias úteis a mais que em 2017.

Um detalhe preocupante está nas primeiras avaliações sobre os efeitos na produção da greve dos caminhoneiros. Montadoras de veículos, por falta de peças, já deixam de produzir num terceiro turno.

Quanto aos bancos, eles fazem duas constatações. A primeira é de que o governo não criou instrumentos para direcionar o crescimento econômico. Está bem mais preocupado com a questão fiscal.

A inflação baixa não se traduziu por um aumento da demanda do mercado interno.

A segunda constatação diz respeito a certo ceticismo quanto à possibilidade de eleição de um candidato presidencial do centro.

Outra constatação é de que o setor financeiro, bastante concentrado (92% do crédito é dado pelos grandes bancos), não tem interesse em baixar os juros na proporção da queda da Selic.

O mercado tem poucas alternativas. As cooperativas, por exemplo, que tinham apenas 3% dos contratos, hoje têm perto de 10%. E as fintechs têm por enquanto um peso bem marginal.

Os grandes bancos, no entanto, já perceberam que das fintechs pode surgir alguma concorrência, e se apressam em patrocinar uma geração delas.

Uma dessas instituições, por exemplo, está gerando 230 dessas empresas em sua incubadora.

Fonte: Diário do Comércio | 24 de maio de 2018

Tudo que você precisa saber sobre o Cadastro Positivo

O Projeto de Lei Parlamentar (PLP) 441/2017 que determina a inclusão automática – sem a necessidade de adesão – dos consumidores ao banco de dados com informações de adimplemento, conhecido como Cadastro Positivo, continua na pauta da Câmara dos Deputados, principalmente porque as mudanças propostas no texto-base dividem opiniões entre os parlamentares. Dúvidas e questionamentos que também ocorrem por parte de entidades representativas da sociedade civil e consumidores.

No entanto, nem toda informação que tem sido propagada a seu respeito procede, e este fato contribui para gerar desinformação. Para ajudar a elucidar certas confusões sobre o tema, a Boa Vista SCPC esclarece algumas das afirmações mais controversas.

O consumidor estará automaticamente no Cadastro Positivo.

Verdade! O consumidor estará automaticamente incluso e entre os seus direitos destacam-se: acessar de forma gratuita as suas informações detalhadas, inclusive pontuação de crédito (score) e histórico de pagamentos existente no banco de dados, e abrir solicitação para correção de informações que foram informadas incorretamente pelas fontes de informação (credores), além de poder cancelar ou reabrir seu cadastro.

Todos podem acessar minhas informações do Cadastro Positivo.

Mentira! O seu score poderá ser observado apenas por empresas que estejam avaliando a concessão de crédito ou transações comerciais e empresariais que impliquem risco financeiro. Segundo Pablo Nemirovsky, superintendente de Serviços ao Consumidor da Boa Vista SCPC, o histórico detalhado do tomador de crédito não estará disponível.

O Cadastro Positivo quebra o sigilo bancário e elimina a responsabilidade solidária.

Mentira! O Cadastro Positivo não afeta o sigilo bancário e muito menos invade a privacidade dos dados do cadastrado. Para eliminar esta possibilidade, o texto-base do PLP recebeu um substitutivo. Na hipótese de vazamento de informações sobre o cadastrado, os envolvidos poderão ser punidos com reclusão de um a quatro anos e multa, conforme prevê a Lei Complementar 105 (Lei do Sigilo Bancário). Além disso, o Cadastro Positivo respeita todas as salvaguardas para o consumidor previstas no Código de Defesa do Consumidor.

O Cadastro Positivo invade a privacidade dos dados dos consumidores.

Mentira! Não há invasão de privacidade porque não há quebra de sigilo bancário com o Cadastro Positivo. A nova lei permite que os bancos, empresas de água, luz, telefone, varejo e outras, enviem informações apenas do comportamento de pagamento das operações de crédito, dos serviços continuados (luz, água, telefonia fixa etc) e de telefonia móvel pós-paga. Os bancos não enviarão informações como saldo em conta corrente ou extrato bancário, dados de poupança ou investimentos, nem detalhes de compras feitas com cartões de crédito. Essas continuam devidamente protegidas pela Lei do Sigilo Bancário.

Todas as informações financeiras e de investimentos farão parte do Cadastro Positivo.

Mentira! Tanto a lei atual quanto o texto-base do PLP permitem apenas o compartilhamento de informações de histórico de pagamento de transações que envolvam risco financeiro, ou seja, operações de crédito e consumo, como datas de vencimento e de pagamento das faturas/parcelas e os valores dos mesmos. Informações que não estiverem vinculadas à análise de risco de crédito ao consumidor e informações sensíveis, como as consideradas de origem social e étnica, à saúde etc, não entram no Cadastro Positivo.

Renda e benefícios como aposentadoria farão parte do Cadastro Positivo.

Mentira! Nem informações de salário ou de aposentadoria, como dados de saldo em conta corrente, investimentos, pagamentos à vista e nem mesmo limite de crédito fazem parte do Cadastro Positivo. Esse tipo de informação não chega aos gestores de banco de dados, o que garante a privacidade dos consumidores.

O cadastro Positivo levará a uma situação discriminatória.

Mentira! Segundo estudos do Banco Mundial, feitos em diferentes países dos cinco continentes, um dos principais benefícios do Cadastro Positivo é a inclusão ao mercado do crédito. No Brasil, de acordo com o superintendente da Boa Vista SCPC, com o Cadastro Positivo funcionando plenamente, espera-se a inclusão de mais de 20 milhões de pessoas ao mercado de crédito. E engana-se quem acredita que pessoas que estão com o nome sujo serão prejudicadas. Como explica Nemirovsky, quem está inadimplente já enfrenta dificuldade para conseguir crédito na praça, ou quando consegue, obtém com juros muito mais altos. Logo, ao participar do Cadastro Positivo, pessoas com este perfil poderão mostrar que pagam diversas contas em dia e que têm capacidade de retomar o controle das suas finanças, e com este comportamento começar a construir um histórico de pagamento, retomando seu acesso ao crédito.

O Cadastro Positivo vai diminuir a assimetria das informações e aumentar competição entre os bancos.

Verdade! Com o Cadastro Positivo haverá um aumento significativo do número informações relacionadas ao comportamento de pagamento, o que contribuirá para a redução da assimetria de informações que existe hoje entre os credores, com isso haverá uma maior assertividade nas decisões de crédito e um maior número de empresas que podem concorrer com os grandes bancos para oferecer melhores condições ao consumidor ou às empresas. Os concedentes de crédito terão acesso ao score de crédito que considera o histórico de pagamento de todos os consumidores e não apenas daqueles que hoje são seus clientes, o que irá contribuir para aumentar a competição entre os bancos, fintechs, varejistas e financeiras na busca por novos clientes, com taxas de juros mais atrativas para o consumidor.

As taxas de juros poderão diminuir com o Cadastro Positivo.

Verdade! A experiência mostra que nos países onde o Cadastro Positivo foi introduzido, os juros e a inadimplência recuaram e a facilidade na obtenção de crédito aumentou. Os juros recuam porque o aumento da quantidade de informações sobre o consumidor reduz o risco nas operações de crédito, e os concedentes têm mais condições de distinguir bons e maus pagadores. Essa redução dos riscos ajuda a derrubar os spreads e, consequentemente, os juros. Além disso, o Cadastro Positivo aumenta a concorrência entre os bancos, pelo fato de que mais agentes, como, por exemplo, os bancos menores e as fintechs, terão acesso as informações que hoje são exclusivas dos grandes bancos.

Fonte: JC | 22 de maio de 2018

Experimente na loja, receba em casa

Qual será o próximo passo do varejo? Os e-commerces, revolucionários há alguns anos, já se tornaram comuns, e qualquer loja que ignore essa possibilidade está fadada ao ostracismo. O comércio eletrônico, hoje, é muito mais do isso. Sendo assim, que nova mudança seria tão poderosa que motivaria a recente ação da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), de formatar uma lei complementar ligada ao modo como se faz varejo no Brasil, e que será apresentada em breve ao Legislativo?

Nascida dos constantes avanços tecnológicos – sobretudo de segurança da informação, comunicação e do novo comportamento do consumidor, que busca cada vez mais imersão e interação – o omnichannel é a resposta a essas perguntas. O omnichannel é mais do que uma tecnologia, é um conceito, um modo novo de entender e praticar o comércio. Ele busca a integração entre o universo físico e o online, fazendo com que as estratégias de comunicação e marketing tornem o comprador tão imerso que ele nem consiga diferenciar o real e o virtual na sua experiência de compra e interação com a marca.

A proposta dessa lei complementar, que vem do primeiro esforço regulatório do tipo, é definir novas regras para essas modalidades de varejo que trabalham com o “clique e retire”. A lei quer garantir segurança jurídica para lojistas e compradores no que tange a trocas, devoluções, impostos, créditos tributários, etc. Algo que hoje é complexo e obscuro para processos de comércio digital.

A alteração se faz necessária, pois esse é todo um modo novo de fazer varejo. É a resposta ao desejo de alta conexão da marca com comprador e se ramifica em diversas estratégias de ponto de venda, comunicação, marketing e publicidade. Ações diferenciadas derivam do que se aprende com os dados de omnichannel. É possível adotar estratégias diferentes para públicos diferentes. Um exemplo são os “guide shops” que funcionam como um espaço único, no mundo físico, mas que é um ponto apenas para imersão do comprador, não uma loja.

Ali o cliente pode ver, experimentar, se identificar com a marca e suas ações de marketing e publicidade. Porém, a compra é feita online, seja por terminais (geralmente via tablets espalhados pela loja) ou por seu próprio celular. O produto é enviado para a casa do comprador no mesmo dia, poupando-o de ter que carregar qualquer objeto, e possibilitando que ele consiga testar o produto e ter a certeza da compra.

É uma volta às raízes das lojas, porém com facilidades extras, além de um foco muito maior na experiência do comprador, que não está ali pelo produto, mas pela vivência. Outro exemplo são as lojas com self checkout, onde o cliente leva o produto da loja e o débito da compra é feito automaticamente em seu cartão de crédito. São iniciativas que se adequam ao modo de preferência do consumidor no ato da compra, assim como nas peças de comunicação que irão interagir com ele. É uma rede interligada de informação e utilização de dados de forma estratégica.

Entendeu agora porque isso está motivando mudanças legais? É algo que nasceu da possibilidade tecnológica, e acima disso, da maneira como o consumidor vê o comércio. As pessoas querem estar conectadas, querem curtir, compartilhar, viver a marca porque se identificam com seus ideais e propósitos. É algo muito mais abrangente do que o próprio e-commerce foi, embora ainda esteja ligado a ele em diversas aspectos. Muda o consumidor, muda o vendedor, muda o mundo em que esse relacionamento está inserido.

Essa alteração permite que haja bases sólidas para que mais varejistas invistam nessa ideia. Traz confiança ao consumidor que vai aproveitar a experiência de compra, e muda a forma como o marketing tradicional dialoga com o público. O mundo está repensando seu funcionamento no que tange ao consumo, e por isso, o jeito de fazer comércio, uma das atividades mais antigas da humanidade, está sendo igualmente repensada. O que você está fazendo para acompanhar essa mudança?

André Romero é diretor da Red Lemon Agency, agência especializada em comunicação, field marketing e ações promocionais.

Sobre a Red Lemon Agency:  http://redlemon.agency – (11) 5031 6066

A Red Lemon Agency é uma empresa do Grupo NVH que atua de forma integrada em três áreas complementares: field marketing, comunicação e ações promocionais. Com isso, desenvolveu o conceito do Twist and Sell, que mistura planejamento estratégico, inteligência de negócio, capacidade operacional e criatividade. Junto a sua equipe multidisciplinar, leva aos clientes um caminho em que os resultados são alcançados de maneira inteligente, mensurável e direcionável. Os mais diversos serviços são oferecidos pela agência, entre eles, auditoria e comunicação no PDV, campanhas institucionais, mídia on e off-line, redes sociais, branding, experience marketing, ativações e eventos.

Fonte: Varejista | 22 de maio de 2018.

10 Direitos que o consumidor tem e não sabe

O advogado especialista em Direito do Consumidor, Sérgio Tannuri, lista 10 direitos que o cidadão nem sabe que tem, mas que são essenciais no dia a dia.

1.      Cobrança indevida deve ser devolvida em dobro: Quem é alvo de alguma cobrança indevida pode exigir que o valor pago a mais seja devolvido em dobro e corrigido. A regra consta do artigo 42 do CDC. 

2.      Nome deve ser limpo até cinco dias após pagamento da dívida – Uma decisão da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que, depois que o consumidor paga uma dívida atrasada, o nome dele deve ser retirado dos órgãos de proteção ao crédito em no máximo cinco dias. O prazo deve ser contado a partir da data de pagamento;

3.      Bancos devem oferecer serviços gratuitos – O consumidor não é obrigado a contratar um pacote de serviços no banco. Isso porque as instituições financeiras são obrigadas a oferecer uma quantidade mínima de serviços gratuitamente, como o fornecimento do cartão de débito, a realização de até quatro saques e duas transferências por mês e o fornecimento de até dois extratos e dez folhas de cheque mensais;

4.      Não existe valor mínimo para compra com cartão –não pode ser exigido um valor mínimo para o consumidor pagar a compra com cartão. Segundo o Idec e o Procon, se a loja aceita cartão como meio de pagamento, deve aceitá-lo para qualquer valor;

5.       Você pode suspender serviços sem custo – O consumidor tem o direito de suspender, uma vez por ano, serviços de TV a cabo, telefone fixo e celular, água e luz sem custo. Mas depois o cliente precisará pagar pela religação;

6.      Toda loja deve expor preços e informações dos produtos – Artigo 6, parágrafo terceiro do CDC: a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;

7.      Fornecedor deve responder por defeitos de fabricação até mesmo fora do período de garantia – Segundo o CDC, os fornecedores respondem pelos defeitos de qualidade ou quantidade que tornem produtos inadequados ao consumo ou diminuam seu valor.  A lei proíbe que o contrato atenue ou exonere o fornecedor de responder pelo problema. 

8.      Em nenhuma hipótese o cliente pode ser forçado ao pagamento de multa por perda de comanda – Essa prática é ilegal e o consumidor deve pagar apenas o valor daquilo que consumiu. O estabelecimento não pode impor ao consumidor qualquer taxa ou multa pela perda da comanda;

9.      Consumação mínima é uma prática abusiva –  Segundo o CDC, em seu artigo 39, inciso I, é vedado o fornecimento de produto ou serviço condicionado à compra de outro produto ou serviço, o que normalmente é chamada venda casada. Nestes termos, é abusivo e ilegal um estabelecimento obrigar a alguém consumir, seja em bebida ou em comida, um valor mínimo, exigido previamente como condição de entrada/permanência no estabelecimento, ou então, exigir o pagamento mesmo sem ter consumido qualquer produto.

10.  Todo cidadão tem, gratuitamente, os seguintes direitos: de fazer um pedido ao juiz, ao governador, ao prefeito, ao deputado, ao vereador, ou a qualquer tipo de autoridade, para defender nossos direitos; e de retirar certidões em repartições públicas, para a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse de cada um.

O advogado Sérgio Tannuri mantém um site com a explicação das leis do consumidor e escreve dicas importantes em formato de ebook gratuito para o consumidor – www.pergunteprotannuri.com.br.

Fonte: Varejista | 14 de março de 2018.

Centros médicos viram âncoras para shopping centers

Há quase 25 anos, a incorporadora e administradora de shoppings Multiplan inovou ao lançar um centro médico em um de seus empreendimentos – o BarraShopping, no Rio de Janeiro-, onde circulam mais de 10 mil pessoas a cada dia.

Hoje, ela não é mais a única: além de ter inaugurado mais uma unidade médica em agosto de 2017 dentro do Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto (SP), a iniciativa abriu caminho indiretamente para outras administradoras e empresas da área da saúde atuarem nesses estabelecimentos. 

Trata-se de um movimento, embora não seja propriamente uma novidade, que passou a ganhar impulso com a transformação cada vez maior dos shopping centers em um hub de socialização e conveniência. É o que afirma Marcos Hirai, diretor da BG&H Real Estate, braço da GS&MD Gouvêa de Souza especializada no setor.

“Cada vez mais os consumidores conseguem resolver sua vida lá dentro”, diz Hirai. “Então, porque não contar também com serviços médicos?”

Outro fator que impulsiona esse movimenta é a questão da vacância, que se intensificou ainda mais na crise e fez com que muitos varejistas brecassem a expansão dos negócios ou fechassem as portas.

“Os shoppings conciliaram um setor que está crescendo com a falta de lojistas para ocupar espaços vazios”, afirma o consultor, lembrando que, mesmo na crise, a área médica e de farmácias cresceu dois dígitos.

Exemplo disso é o Hospital Cema, que tem nove de suas 10 unidades localizadas em shoppings, e a rede de clínicas populares Dr.Consulta, que conta com 10 das 47 clínicas nesses locais. Ou a megaunidade do laboratório CDB, que fica no Golden Square, em São Bernardo do Campo.

No Cema, que há 40 anos é referência em tratamento de olhos, ouvidos, nariz e garganta no bairro da Mooca (Zona Leste da capital paulista), a ideia foi levar unidades aos cinco cantos da cidade e fora dela. Todas em shoppings e nas imediações de estações de metrô.

A próxima abrirá no Internacional Shopping Guarulhos, em junho, e o projeto prevê a implantação de 20 unidades, no total, dentro de centros de compra. 

“Queremos estar cada vez mais próximos de onde o nosso cliente reside ou trabalha, para tornar mais fácil a rotina do atendimento”, diz Albano Luz, gerente de marketing do Grupo INAL, do qual o CEMA faz parte.

Até o Hospital Albert Einstein, que tem um centro de diagnósticos nas dependências do shopping Cidade Jardim, deve abrir mais um no novo Parque da Cidade, o primeiro desenvolvido no conceito Life Center e que tem previsão de inauguração no segundo semestre de 2018.

“É o maior dentro de um shopping center, com 2,5 mil m2, e a grande âncora do empreendimento”, diz Hirai.

O que antes acontecia em meia dúzia de shoppings, segundo o especialista, virou tendência. “Tanto que alguns (como o novo shopping, que fica na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul da capital paulista) já são projetados com essa finalidade, com áreas específicas para laboratório e clínicas.”

Fosse outro momento, talvez uma grande rede de varejo tivesse ocupado esses espaços. Mas, na ausência de candidatos, os players da área de saúde têm se tornado cada vez mais uma alternativa às âncoras tradicionais, afirma Hirai.

Ele cita o caso de um único laboratório de shopping que, em média, consegue atrair 3 mil pessoas por dia. Pessoas que ali realizam exames, comem na praça de alimentação, fazem compras ou usam qualquer outro tipo de serviço e entretenimento oferecido no interior do empreendimento em uma única visita. 

“É um fenômeno que está se cristalizando, e o shopping que faz essa opção não se arrepende: afinal, é uma forma de trazer fluxo constante de domingo a domingo.”

Hirai lembra ainda que, se nos Estados Unidos o fenômeno já acontece há tempos, por aqui deve se fortalecer ainda mais com o avanço do e-commerce.

“Ele está ‘roubando’ clientes das lojas físicas, e substituir parte dessas âncoras por categorias médicas tem dado resultados muito positivos”.

ATÉ IGREJA ENTRA NO MIX

Se alguns se valem da medicina para dar um empurrão nos negócios, outros apelam para a fé. E alugar espaço para uma igreja evangélica foi a estratégia que o Monte Carmo Shopping, de Betim (MG), usou para driblar uma vacância que batia nos 52% em 2016, conforme noticiado há cerca de 15 dias pelo jornal O Estado de São Paulo.

DETALHE DA ÁREA DE ATENDIMENTO DO CEMA

Inaugurado em meio à crise, em 2014, o shopping abriu as portas com apenas 12 lojas, e chegou a ser considerado o empreendimento com maior espaço vago no país. 

Ao ser vendido pelo Grupo Saphyr ao fundo Sodepar, a saída viável para ocupar espaço, após concluir que só o comércio não era suficiente para aumentar o fluxo, foi alugar para a Igreja Batista Lagoinha.  

Vizinha ao campus da Faculdade Pitágoras, que acaba de ser inaugurado, e a outros pontos de serviço, como uma unidade dos Correios e uma da Receita Federal, a igreja ajudou a vacância a cair para 15%.

O gerente César Miranda afirmou que a igreja é um case de sucesso, que se converteu em aumento de receita para inúmeras operações do shopping. A inspiração, segundo ele, “foi o modelo dos EUA, que equilibra comércio, entretenimento e serviços.”

Marcos Hirai, da BG&H, diz que o problema de levar uma igreja, seja ela qual for, para o shopping, é que ela pode não agradar quem não é da mesma religião. “É um caso isolado, que tem mais a ver com visão imobiliária”, afirma.

Ele menciona a própria Multiplan, que coloca um centro ecumênico para oração em todos os shoppings do seu portfólio, sem símbolos de religião nenhuma, nem custo para os visitantes.

“A ideia lá é que, dentro do conceito da socialização, o shopping também é um lugar onde se pode ter ligação com a fé”, explica.

Mas o caso de Betim não representa uma tendência como alternativa para outros empreendimentos que estejam em busca de aumento de ocupação e de fluxo de pessoas. “Isso pode rotular, e gerar o efeito oposto”, alerta. 

FOTOS: Cema/Divulgação / BarraShopping – Dario Zalis  

Fonte: Diário do Comércio | 22 de maio de 2018.

Movimento do comércio sobe em abril

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 0,2% em abril na avaliação mensal dessazonalizada, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC.

No acumulado em 12 meses, o indicador avançou 4,2% (maio de 2017 até abril de 2018 frente ao mesmo período do ano anterior). Já na avaliação contra abril do ano anterior, houve aumento de 2,0%.

O resultado de abril aponta uma leve melhora após o baixo desempenho no início do ano. A atividade do varejo é impactada pelo mercado de trabalho ainda fragilizado, que reduz o impacto positivo de medidas como a queda na Selic.

Com as expectativas de continuidade na redução de juros ao consumidor, expansão do crédito e diminuição do desemprego, espera-se que ocorra a consolidação de um ritmo maior de recuperação em 2018.

SETORES 

Na análise mensal, dentre os principais setores, o de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 1,9% em abril, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de 5,4%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 1,3% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve avanço de 3,1%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” aumentou 0,2% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 3,9%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” cresceu 0,7% em abril considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses ainda apresenta queda de 1,1%.

Abaixo a tabela contemplando os valores mencionados:

METODOLOGIA 

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista SCPC, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

Fonte: Diário do Comércio | 21 de maio de 2018.

Cresce número de empresas que acompanham hábitos dos clientes

Foto: Shutterstock

A expectativa de vida da população mundial só tem crescido nos últimos anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esta expectativa no mundo cresceu cinco anos entre 2000 e 2015. No Brasil, de 1940 a 2016, o crescimento foi de 30,3 anos. Os dados demonstram uma preocupação com hábitos saudáveis, algo que as empresas também estão perseguindo.

Um relatório global feito pelo Consumer Goods Forum, em parceria com a Delloite Global, mostrou que as empresas querem atender a demanda dos consumidores e funcionários por produtos e atitudes ligadas à saúde e ao bem-estar. Segundo o levantamento, 88% das organizações de bens de consumo participantes apresentaram produtos que foram criados e/ou reformulados para acompanhar dietas e estilos de vida saudáveis.

De acordo com a pesquisa, que ouviu 30 mil pessoas ao redor do mundo, 78% das empresas implementaram programas de saúde e bem-estar para os funcionários em 2017. A proporção de empresas que tinham esta preocupação em 2015 era de apenas 55%. No ano passado, 85% das organizações afirmaram ter formado parcerias com lideranças comunitárias.

Preocupação

As companhias também estão mais preocupadas com o público infantil. Mais da metade (58%) parou de vender produtos para crianças abaixo de 12 anos que não cumpriam critérios nutricionais específicos. Os programas de saúde e bem-estar implementado pelas empresas em escolas mundo afora também teve variação positiva. As ações alcançaram 527 mil escolas em 2017, o que representa um crescimento de 37% na comparação com 2016.

Para Reynaldo Saad, sócio líder da Deloitte para o atendimento às empresas do setor de Bens de Consumo e Produtos Industriais, saúde e bem-estar não são mais apenas uma tendência. “Trata-se de uma preocupação real e extremamente importante para as empresas de bens de consumo. Com o avanço da medicina, as pessoas têm ficado mais atentas e preocupadas ao que consomem. As empresas precisam se adaptar e fazer produtos que atendam às demandas desse novo consumidor”, explica Saad.

Das 83 empresas participantes, 56% se associaram a bancos de alimentos e doaram 180 milhões de refeições. Quase sete em cada dez (68%) reportaram a redução de açúcar nos produtos. Já três quartos (75%) afirmaram ter reduzido a quantidade de sal nos alimentos. Metade das companhias conseguiu diminuir as gorduras saturadas e trans.

Fonte: Portal Novarejo | 21 de maio de 2018.

Para promoção relâmpago, varejo se vale de redes sociais

A 15 dias, às vezes menos de uma semana do prazo, as lojas que vendem produtos próximos da data de validade empregam as redes sociais para chamar os consumidores e anunciar as promoções relâmpago.

O WhatsApp é hoje a principal ferramenta de Dayana Ferraz Primarano, sócia do Mercado Vanessa. “Por dia, adiciono 100 novos contatos. Tenho 15 mil pessoas na lista de transmissão”, conta. Todo dia pela manhã ela é a estrela de um vídeo de um minuto e meio anunciando as barganhas, que envia para todos os clientes.

Vanessa investiu num estúdio no mezanino da loja. Os filmes são gravados artesanalmente com um celular pela assistente. “Saí da crise por causa do WhatsApp. Hoje, terça-feira, o mercado estaria morto se não tivesse enviado o vídeo”, diz Vanessa, que atribui o fluxo de pessoas ao aplicativo.

Os vídeos são bem-humorados e quase sempre com um mote: Dia das Mães ou mês das noivas, por exemplo. “Já gravei filme descarregando as mercadorias do caminhão.”

Os filmes têm uma marca registrada. Ao final, Vanessa sempre fala um enfático “Vem!”, chamando os interlocutores para a loja. Por conta disso, tem gente que vai para a loja e pede para tirar foto com ela. “Tenho de criar um vínculo com o cliente”, diz.

Os vídeos alavancam tanto as vendas que há indústrias que oferecem um desconto maior no preço se o seu produtos for incluído no filme, conta ela.

No supermercado Vovó Zuzu não há vídeos, mas tem também lista de clientes no WhatsApp gerenciado diretamente por Vanderli Santana.

Ele veicula diariamente as ofertas no formato de tabloide, desses que ficam na entrada das redes tradicionais com imagens recortadas de produtos e a indicação de preço.

O principal canal de comunicação com os clientes é a página da loja no Facebook, seguida por 34 mil pessoas. “O Facebook é barato e resolve”, diz.

A comercialização de produtos com prazo próximo do vencimento hoje não é uma prática explorada apenas pelas lojas especializadas.

Aos poucos, as grandes redes começam a desenvolver estratégias para o nicho. O Grupo Pão de Açúcar (GPA) começou a testar o modelo em 2014 para reduzir as perdas de produtos que venciam no estoque das lojas.

“Era uma ação para combater o desperdício, mas a procura foi tão boa que já consideramos tratar a área como um modelo de negócio”, conta a diretora de sustentabilidade do GPA, Susy Yoshimura, que no ano passado expandiu o projeto para as 751 unidades do grupo.

No Carrefour, o programa Rebaixa, lançado há dois anos, também trabalha com produtos próximos do prazo em 140 lojas. Como no GPA, a linha não tem uma prateleira específica. Os produtos são posicionados junto aos demais, mas com uma comunicação especial.

IMAGEM: YouTube

Fonte: Diário do Comércio | 20 de maio de 2018.

4 dicas do facebook para o varejo se apropriar dos Apps de mensagem

Foto: Shutterstock

A Era da informação e da internet propiciou aos varejistas novas formas de se comunicar com os clientes. Há variadas maneiras de se atingir o púbico-alvo, desde as antigas promoções via ligação telefônica aos bots que mandam mensagens direcionadas por meio de inteligência artificial. Mas, segundo o Facebook, usar as simples funcionalidades dos aplicativos de mensagem do mercado pode ser a opção mais assertiva.

“O fato é que os varejistas não podem mais depender dos compradores para baixar seus aplicativos. Eles precisam alcançá-los onde os clientes já estão gastando seu tempo”, diz o Head do aplicativo Messenger, do Facebook, Stefanos Loukakos, em artigo publicado no site americano especializado em varejo Chain Store Age. O executivo deu quatro dicas de como usar da melhor forma os aplicativos de mensagem para as empresas se manterem relevantes aos consumidores. 

1) Realidade aumentada nos mensageiros

Algumas marcas já vêm utilizando a realidade aumentada para trazer elementos da experiência na loja física aos aplicativos de mensagem. A Sephora, marca de cosméticos e produtos de beleza, está fazendo isso. As pessoas são capazes de navegar através de diferentes aparências de maquiagem, utilizando a câmera vinculada ao aplicativo. Além de ter a experiência, o cliente pode compartilhar de forma simples a imagem de si mesmo e espalhar a informação e, consequentemente, um maior número de consumidores terá acesso aos produtos da marca.

2) Atualizações da entrega

Segundo Stefanos Loukakos, “o envio de mensagens é uma ótima maneira de encaminhar recibos, confirmações de pedidos e atualizações de remessa, tudo em tempo real e no contexto de sua conversa”. A relação, de acordo com o executivo, é mais humana e próxima do consumidor, que se sente mais seguro com um tratamento personalizado em torno da compra realizada.

3) Momentos sazonais

Durante as movimentadas festas de fim de ano e outras datas comemorativas boas para o varejo, as mensagens são um oásis para os varejistas se destacarem no mar de descontos do mercado. A experiência de compra personalizada chama mais atenção para a promoção, que deve ser direcionada especificamente àquele cliente.

4) Ofertas exclusivas

Algumas ofertas especiais também são bons momentos para se usar o aplicativo de mensagens. Loukakos cita em seu artigo que a Nike vem fazendo isso de forma inovadora. Usando emojis do cotidiano, algumas ofertas exclusivas aparecem para clientes selecionados pela marca.

Quando o usuário usa o tal emoji secreto o desbloqueio de um tênis especial ocorre, o Kyrie 4 Red Carpets, e a câmera do aplicativo de mensagens do Facebook ativa a realidade aumentada. O cliente, então, pode experimentar virtualmente ali mesmo, com a opção de compra no próprio smartphone.

Fonte: Portal Novarejo | 17 de maio de 2018.

Workshop do Varejo – O poder dos resultados através da oratória assertiva

O ser humano ele é direcionado para suas ações no dia-a-dia a partir do que lê e do que ouvi, sendo assim, uma oratória assertiva possibilita uma melhor negociação, poder de argumentação e convencimento junto aos clientes.

PALESTRANTE: Ana Rique, Psicóloga, Psicoterapeuta com curso na Índia em Psicologia transpessoal, Pós Graduada em Planejamento e Adm. de RH, Professora universitária da Pós Graduação da Faculdade dos Guararapes, Consultora organizacional nas áreas de Qualidade de Vida e Bem Estar, Controle do stress na empresa, Comportamento humano nas organizações, Instrutora, Facilitadora de processo de como perder o medo de falar em público.

Público alvo:
Lojistas, supervisores, gerentes, vendedores e colaboradores.

Data, horário e local:
Data: 24 de Maio de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 8 às 10h – Abertura com coffee break
Local: Hotel OndaMar – Rua Ernesto de Paula Santos, 284 – Boa Viagem – Recife – PE.

Investimento:
R$ 35,00 – Associados Aloshop
R$ 50,00 – Não Associados a Aloshop

Dados para depósito:
Banco Sicredi – 748
Agência: 2203 – Sicredi Recife – Conta Corrente: 27.263-9 
Titular: Aloshop – Associação de Lojistas de Shopping de PE

Informações e inscrições:
(81) 3467-6442 – [email protected] ou [email protected]

 

Impostos já pagos por brasileiros superam PIB de países

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atinge nesta quinta-feira (17/5), às 8h10, a marca de R$ 900 bilhões. O valor equivale ?ou é superior ?ao PIB de países como Finlândia, Chile, Hungria, Portugal, Qatar, Angola, Bolívia, República Checa, Equador e Grécia.

O montante será arrecadado 12 dias antes do que em 2017 e representa o total de impostos, taxas e contribuições pagas pelos brasileiros desde o início do ano nos três níveis de governo: municipal, estadual e federal.

De acordo com Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), esse aumento de um ano para o outro reflete a recuperação da economia brasileira, que, embora lenta, já surte efeito na arrecadação.

“Nunca é demais lembrar que o Brasil tem a maior carga tributária entre os países emergentes e, ao mesmo tempo, não oferece serviços públicos na mesma proporção. É preciso mais eficácia na gestão desse dinheiro”, afirma Burti.

O Impostômetro foi implantado em 2005 pela ACSP para conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade.

Está localizado na sede da Associação, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista. Outros municípios se espelharam na iniciativa e instalaram painéis, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília. No portal é possível visualizar valores arrecadados por período, estado, município e categoria, além de acessar outras informações.

IMAGEM: Thinkstock

Fonte: Diário do Comércio | 16 de maio de 2018.

Impulsionadas pelo Dia das Mães, vendas crescem na quinzena

Foto: Thinkstock

O varejo paulistano registrou alta média de 4,1% no movimento de vendas na primeira quinzena de maio sobre igual período do ano passado.

O desempenho foi puxado pelo Dia das Mães, mas foi desigual entre as modalidades vista (-4%) e a prazo (12,2%). Os dados são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

“Os números indicam que, diferentemente do ano passado, neste Dia das Mães as compras não ficaram restritas aos presentinhos, adquiridos à vista, e houve espaço para bens duráveis, geralmente parcelados e, portanto, incentivados pela conjuntura mais favorável”, afirma Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Contribuíram para tanto a queda dos juros, alongamento dos prazos e recuperação salarial.

Em 2017 o Balanço de Vendas/ACSP registrou alta média de 1,3% na primeira quinzena de maio frente ao mesmo período do ano anterior, com alta de 4,7% no sistema à vista e retração de 2,2% a prazo.

“É importar dizer que agora o sistema à vista foi prejudicado pelas temperaturas mais altas no período, sem frentes frias, o que não estimulou a procura do consumidor por roupas e calçados da moda Outono-Inverno, seja para presentear as mães, seja para uso próprio”, diz Burti.

Ele ressalta ainda que o resultado da quinzena não pode ser projetado para o mês como um todo, uma vez que eventuais mudanças na temperatura podem ajudar a alavancar o segmento de vestuário.

Variação mensal

Na comparação com o mesmo período de abril, a primeira quinzena de maio registrou elevação média de 20,8% (0,3% a prazo e 41,3% à vista), puxada pelo efeito sazonal do Dia das Mães ? a primeira metade de abril não contou com data comercial.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP, com amostra fornecida pela Boa Vista SCPC.

Fonte: Diário do Comércio | 17 de maio de 2018.

Maioria dos mpes não vai se preparar para a copa do mundo

Crédito: Shutterstock

A Copa do Mundo da Rússia vai começar em menos de um mês, e o comércio está se preparando para o evento. Mesmo com sede no outro lado do mundo, o mundial deve aquecer o varejo brasileiro entre junho e julho. Segundo uma pesquisa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), um terço dos micro e pequenos empresários dos ramos de serviços e comércio espera um aumento nas vendas por causa dos jogos da Copa.

Os otimistas esperam um crescimento nas vendas de 27% na comparação com maio. Mas nem todos os MPEs estão confiantes. Para 19%, haverá uma queda nas vendas durante a Copa do Mundo. Quase a metade dos entrevistados (47%) acha que o torneio não terá impacto no resultado. Os empresários enxergam um crescimento maior, claro, em itens e serviços relacionados à Copa. Para eles, os campeões de venda serão os souvenirs (80%), comércio informal (72%) e bares e restaurantes (68%).

Preparação dos empresários
A maioria dos empreendedores não pretende fazer investimentos especiais em junho e julho visando a Copa do Mundo. Para 80% dos entrevistados, não é necessário se preparar para a chegada do torneio. “São estabelecimento que não têm relação direta com o consumo da Copa ou, até mesmo, já contam com uma estrutura adequada para suportar a demanda extra”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Apenas 20% dos empresários já estão se preparando com a expectativa de aumento da procura. A maioria destes varejistas (42%) pretende investir em promoções para atrair os consumidores. Já 20% têm a intenção de ampliar seus estoques, outros 10% vão contratar mais funcionários. Além disso, 37% vão decorar os estabelecimentos com bandeiras e cores do Brasil, 25% vão aproveitar para divulgar o negócio e 22% vão ampliar o portfólio.

A maioria dos investimentos será permanente. De acordo com o levantamento, 74% dos empresários pretendem manter as melhorias feitas nos estabelecimentos. Um quarto dos empreendedores (25%) usou a intuição para preparar as mudanças. Outros 25% mencionaram a experiência positiva que tiveram na última Copa como base para o planejamento.

Horário de operação
A maioria das empresas do comércio e prestadoras de serviço não vão liberar os funcionários mais cedo nos jogos do Brasil nem alterar o horário de atendimento ao público. Para 73% das empresas, a rotina permanece a mesma. Já 15% disseram que o horário de atendimento ao público será reduzido. Apenas 7% vão adotar um horário de funcionamento estendido.

Questionadas sobre o esquema durante os jogos do Brasil, 28% disseram que vão dispensar os colaboradores para assistirem às partidas. Os funcionários de 24% das empresas que participaram da pesquisa vão trabalhar normalmente durante os jogos da seleção brasileira. Outros 17% dos empresários vão montar um espaço especial para que os colaboradores assistam aos jogos dentro da organização.

A pesquisa do SPC e da CNDL ouviu 800 empresários do comércio e do setor de serviços. Os entrevistados são de todas as regiões do País. A margem de erro é de no máximo 3,5 pontos percentuais.

Fonte: No Varejo | 16 de maio de 2018

Venda de roupa continua fraca

Créd: Thinkstock

O crescimento de 2,1% no varejo brasileiro em abril, sinalizado pela Cielo, esconde problemas em vendas em um dos ramos mais relevantes do comércio: roupas e acessórios. Com o frio menos intenso que o esperado, a última esperança é que maio, mês das Mães, tenha revertido a tendência.

O Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), feito pela Cielo, aponta que o incremento de 2,1% nas vendas do mês de abril foi sustentado pelo setor de hipermercados, seguido por móveis, eletrodomésticos e as lojas de departamento.

“O ICVA vem mantendo a trajetória de aceleração e mostrando uma recuperação consistente nos últimos meses, embora de forma lenta”, disse o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto.

Apesar deste movimento de lenta retomada, o consultor independente e ex-conselheiro da FecomércioRJ, Sérgio Abraão, ressalta que o comportamento pior do que o esperado para as vendas de roupas e artigos esportivos será uma pedra no sapato nos próximos meses. “São dois setores importantes para a geração de vagas, e a falta de consumo sinaliza esse sentimento de receio por parte do cliente.”

Para o consultor, o alento do setor de vestuário, calçados e acessórios pode ter aparecido em maio, mês em que é comemorado o Dia das Mães. “Na última semana, quando foi aconteceu da data, houve uma maior presença do frio, e isso pode ter ajudado o setor, mas não sei se com a força para reverter resultado negativo dos últimos dois meses”, completa.

Segundo previsão do Ibevar, em abril, o ramo de vestuário encolheu 4,1% e é esperado retração de 6,2% este mês.

Fonte: DCI | 17 de maio de 2018

Copa do Mundo aquece mercado de comércio e serviços

Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A expectativa para a Copa do Mundo da Rússia vai além dos gramados. A economia é um dos setores influenciados pelo mundial. Empresários acreditam que o volume médio de vendas será 27% maior no mês de junho – quando ocorre a competição -, comparado ao mês de maio. Isso é o que foi apontado no estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

De acordo com a pesquisa, três em cada dez (33%) micro e pequenos empresários dos segmentos de comércio e serviços apostam em boas vendas no período dos jogos. “Desse grupo, 20% estima que o faturamento aumente em 27%. Os próprios empresários que nos deram os dados para a análise”, informou a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. A pesquisa ainda mostrou que 19% dos empresários enxergam queda nas vendas e 47% não esperam impacto.

Para o comerciante Dilmar Santos, as vendas serão aquecidas. “Já comecei a vender bandeiras e balões juninos com tema da Copa. Acredito que neste mês minhas vendas vão ter crescimento entre 15% e 20% em relação a esses últimos meses”, disse o vendedor, que relacionou a convocação do técnico Tite com o início das vendas. Na pesquisa, 29% dos entrevistados acredita que o aumento das vendas depende do desempenho da seleção brasileira nos gramados. 

Diversos setores serão aquecidos, como o comércio informal, as vendas, os bares e restaurantes. “A Copa do Mundo movimenta a economia em vários segmentos. E deve ficar mais aquecido mais próximo do mundial, lembrando ainda que no período terá o Dia dos Namorados e a Festa Junina, datas importantes para os setores”, explicou Marcela. Para a comerciante Maria Salete da Silva, as vendas no seu comércio iniciaram no mês passado. “Estou conseguindo vender bem as peças da Copa passada que eu estoquei. As camisas de adulto, por exemplo, já estão acabando. Vou comprar mais para vender”, disse.

Mas outros comerciantes ainda não conseguem enxergar esse aumento nas vendas. Segundo Lúcia Souza, o desempenho nas vendas precisa melhorar. “O movimento ainda está fraco, fiz os pedidos de roupas para esperar a chegada dos clientes. Eu espero que o lucro aumente quando estiver mais perto da Copa”, comentou Lúcia. A vendedora Juliana Maria da Silva também constatou o movimento ainda pequeno. “Espero que as vendas cresçam. Pretendo colocar promoções nas peças de balões e bandeiras para chamar atenção”, contou Juliana. Segundo a pesquisa, 42% dos entrevistados afirmaram que as promoções são a grande aposta para atrair o consumidor.

Viagens

Devido aos interesses dos brasileiros na Copa que se inicia dia 14 de junho, o número de reservas do Brasil com destino à Rússia em junho deste ano aumentou mais de 2.400% comparado ao número de viagens reservadas para o mesmo período do ano passado. Esses são dados da Destination Insight, ferramenta da empresa Amadeus, que também revelou que as reservas para o mundial iniciaram em novembro e se intensificaram em dezembro.

Fonte: Folha de Pernambuco | 16 de maio de 2018.

E-commerce faturou mais de R$ 2 bi no Dia das Mães

Foto: Thinkstock

O e-commerce faturou R$ 2,11 bilhões no Dia das Mães em 2018, alta nominal de 12% na comparação ante ao mesmo período do ano anterior, aponta o monitoramento da Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

O número de pedidos aumentou 2%, para 4,60 milhões, enquanto o tíquete médio registrou alta de 10%, para R$ 459. O levantamento compreende as compras realizadas entre os dias 28 de abril e 12 de maio de 2018.

De acordo com estimativas da Ebit, o período do Dia das Mães deve corresponder a 4% do montante faturado pelo e-commerce durante todo o ano (perde apenas para Natal, Black Friday e empata com Dia dos Pais).

Smartphones e TVs lideraram a lista dos presentes mais comprados para as mães no e-commerce.

“A melhora da economia e do e-commerce permitiu que as pessoas voltassem a comprar presentes mais caros agora no Dia das Mães”, diz André Dias, diretor executivo da Ebit.

Fonte: Diário do Comércio | 15 de maio de 2018.

Capacitação e confiança dos funcionários são 90% de uma boa gestão

Foto: Shutterstock

Grandes executivos afirmam, em pesquisa da consultoria global Bain & Company, que a cultura organizacional é tão importante quanto uma estratégia de negócios para o sucesso de uma empresa. Capacitar e ganhar a confiança dos funcionários, em torno da cultura e identidade da marca, são apontados por 90% dos líderes empresariais como o principal fator para se ter uma boa gestão.  Ao mesmo tempo, 61% reconhecem a burocracia interna e o excesso de níveis hierárquicos como grandes entraves para o crescimento.

Essas são algumas das conclusões da nova pesquisa da Bain, com mais de 1.200 executivos de todos os continentes, cem dos quais atuam no Brasil. Além disso, a incerteza que paira sobre o ambiente de negócios brasileiro demanda uma adaptação ainda mais rápida da cultura por parte das empresas.

“A volatilidade exige que a organização tenha uma capacidade de se reconfigurar e se reposicionar no que provavelmente é um dos contextos mais desafiadores do mundo”, diz Alfredo Pinto, sócio da Bain & Company. “Uma empresa com cultura de eficiência, dificilmente, vai se colocar em uma situação de ter processos decisórios lentos demais”, completa.

Objetivos

A pesquisa também apontou quais são as prioridades das companhias brasileiras para os próximos três anos. O crescimento de receita (20%) e a fidelização de clientes (pouco mais de 10%) estão no topo dessa lista.

Fonte: Portal Novaejo | 15 de maio de 2018.