Varejo só deve recuperar patamares pré-crise em 2020 ou no início de 2021

Foto: DCI

Crescendo em marcha lenta após a greve dos caminhoneiros, o varejo brasileiro enfrenta um período de “provação” no segundo semestre. Dessa forma, a recuperação de patamares pré-crise não deve ocorrer no ano que vem, “ficando para o segundo semestre de 2020 ou início de 2021”.

O diagnóstico é do chefe da divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes. De acordo com ele, mesmo que a previsão de crescimento para o ano (4,3%) se concretize, o resultado representará a recuperação de “menos da metade do estrago feito pela recessão.”

“O setor só volta ao patamar pré-crise na segunda metade de 2020 ou muito provavelmente no começo de 2021”, sinalizou o economista ao DCI.

A perspectiva pouco otimista já considera o cenário repleto de incertezas para o setor durante a segunda metade do ano. A situação ficou evidente após a queda de 0,4% no volume de vendas em julho ante junho verificada na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

Os resultados levaram a CNC a diminuir de 3% para 2,8% a expectativa de crescimento para os seis últimos meses do ano. Além da incerteza eleitoral, a revisão tem a ver com o novo momento criado na esteira da greve dos caminhoneiros de maio.

“Em março e abril, as vendas do varejo ampliado cresciam acima de 8%. Ou seja, parecia que estávamos engatando a tão esperada recuperação, mas houve uma mudança de comportamento após a paralisação”, afirmou o economista da CNC. “Maio, junho e julho foram os piores meses em termos de crescimento desde abril de 2017.”

Entre as causas da mudança estão a rápida desvalorização do real após a crise logística e a alta na inflação – sobretudo entre os preços administrados como tarifas de energia elétrica e combustíveis. “Antes da greve, o IPCA estava abaixo de 3%; agora ele está em 4,2%. Já a inflação dos preços administrados estava na casa dos 4%. Hoje, ela está superior a 9%”, afirmou Bentes.

Exemplo dessa tendência seria o comportamento dos preços administrados como gasolina, energia elétrica, planos de saúde e gás de cozinha que, segundo Bentes, “representaram metade da inflação dos últimos doze meses”. “O aumento nas tarifas pesa muito no bolso do consumidor, que acaba sacrificando os gastos no comércio, e eleva os custos do varejo”, prosseguiu.

“Em uma situação normal haveria repasse para o preço final, mas agora não dá porque a demanda está fraquíssima e o consumidor, sem condições de arcar”, sinalizou o economista, lembrando que o tabelamento do frete instituído pelo governo federal também pressionará custos. Para a CNC, a nova política deve custar cerca de R$ 1 bilhão ao setor neste ano.

Somados, os fatores também podem influenciar negativamente o número de estabelecimentos abertos ao longo do ano: no início de 2018, a estimativa da CNC era de saldo positivo de 20 mil pontos de venda após três anos de retração. Durante o primeiro semestre, contudo, apenas 2,2 mil novas lojas foram criadas – em resultado “decepcionante”. Vale lembrar que o varejo fechou 226,5 mil estabelecimentos entre 2015 e 2017.

Curto prazo

Conforme sinalizado pelo DCI na última sexta-feira, a desaceleração do crescimento no varejo também está relacionada com a ausência de fatores excepcionais como a liberação de recursos do FGTS realizada em meados de 2017.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, as propostas dos presidenciáveis para o destravamento do consumo no ano que vem teriam o mesmo perfil “de curto prazo”.

“Não adianta botar dinheiro na economia se isso não gerar emprego e renda de forma sustentável”, afirmou Marcela, mostrando preocupação com o contingente de 27,6 milhões de pessoas desempregadas, em desalento ou que trabalham menos que gostariam. “A recuperação do mercado de trabalho está muito lenta.”

A economista ainda lembrou que “assim que as pessoas voltarem ao mercado de trabalho, elas precisarão pagar as contas em atraso antes de voltar a consumir”. Mesmo assim, Marcela mostrou ceticismo frente ideias de candidatos do PT e PDT, que propõem refinanciar as dívidas de pessoas físicas inadimplentes com ajuda de recursos públicos.

Fonte: DCI | 19 de setembro de 2018

7 verdades do marketing… que você deve esquecer

Você faz propaganda para o cliente que você tem ou para aquele que você queria ter? Do jeito que o consumidor é hoje – engajado, conectado, exigente -, você trabalha o seu ROI (retorno sobre investimento) ou o seu ROE (retorno sobre envolvimento)? Você segmenta seu público-alvo?

Essas foram algumas das provocações colocadas pelo guru do marketing Michael Solomon, PhD e professor da Saint Joseph’s University, em sua palestra “7 verdades essenciais do marketing que você deve ignorar”, apresentada no recente Conarec 2018, realizado na capital paulista. 

Para exemplificar o primeiro caso, Solomon citou um exemplo pessoal, de quando era consultor de uma agência de publicidade de Nova York: ele teria que ajudar uma empresa de beleza e cuidados pessoais a criar uma campanha direcionada a clientes entre 20 e 30 anos, com perfil semelhante ao da urbana e sofisticada Carrie Bradshaw, personagem da série Sex and the City

Ao analisar os dados reais das clientes daquela marca, ele descobriu que o perfil era de mulheres na faixa dos 50 anos, que moravam sozinhas e tinham muitos gatos. Daí, o insight: conhecer o cliente é fundamental para não ter sua imagem distorcida. 

“É preciso ir a campo e criar empatia para saber o que ele sente, não imaginar o que ele sente”, disse.

Feito isso, outro desafio: engajar um consumidor que é bombardeado por uma média de 5 mil mensagens publicitárias por dia. Na “economia da íris”, todos competem e querem ganhar, mas ganhar depende de atrair os olhos dele para sua marca, afirmou.

“Queremos que nossos consumidores sejam tão engajados quanto fãs de reality shows: mesmo longe da realidade, eles sempre prendem a atenção do público.”

No caso do ROI, Solomon afirmou que, no atual momento do mercado, ser guiado apenas por resultados é uma visão míope do cenário. Por isso, o momento é do novo ROE, que representa uma perspectiva de longo prazo.

“É engajar o consumidor oferecendo uma proposta de grande valor para garantir a sustentabilidade do negócio.“

Mas, como conseguir empolgar -e engajar alguém -vendendo um produto tão insípido como a água indo além do básico, que é algo para nos manter vivos ou matar sede? A Contrex, uma marca francesa de água, conseguiu. Confira:

“Esse é o Santo Graal do marketing: o propósito da marca se encaixar com o propósito do consumidor”, afirmou Solomon. “Afinal, se não houver engajamento, vira commoditie.”

Um último ponto: é preciso criar uma história, uma personalidade para a marca. Mas sem dividir o consumidor por faixa etária, idade ou gênero. “Ninguém mais quer ser colocado em categorias”, disse ele, que exemplificou a questão com a Havaianas.

A marca, que começou como fabricante de calçados baratos voltado para classes mais baixas, como o tempo, expandiu o portfólio de cores e modelos e foi parar até nos pés de celebridades como Jennifer Lopez e suas Havaianas de cristais Swarovski.

“Isso mostra que a segmentação tradicional não funciona mais. Porém, para isso, temos que quebrar muros”, afirmou. 

A seguir, os sete muros – ou as sete ‘verdades’ do marketing – que você deve ignorar, segundo o professor Solomon: 

1 – EU x NÓS

Você não está mais sozinho. Pelo menos no mundo do consumo:  hoje, (quase) ninguém faz nada se não for validado pelas redes sociais. Antes, o “momento zero da verdade” do marketing (ou ZMOT, na sigla em inglês) se dava quando o consumidor se comprometia só com a compra: pegava o produto, dava uma olhada, colocava no carrinho e pronto.

Agora, antes de fazer uma compra, o consumidor consulta o Google, vê vídeos no Youtube, lê resenhas, checa a rede social… Ou seja, o tal “momento zero” mudou, já que este mesmo consumidor depende de outro feedback antes de comprar: a consulta aos amigos, que votam e opinam para ajudá-lo a decidir.

“Daí a importância de criar explosões de validação para engajar o consumidor”, disse Solomon, citando uma campanha de sucesso da Burberry, onde a marca de vestuário convocou suas clientes a tirarem – e postarem – fotos com o seu icônico trench coat.   

2 – HYPE x BUZZ

O que é mais importante para o produto: ser hype – com o devido barulho criado pelo marketing – ou o boca-a-boca que ele gera? O segundo, claro: afinal, é isso que faz as pessoas comprarem, afirmou o professor da Saint Joseph’s.

Usar ferramentas do tipo web scraping (que fazem extração e coleta de dados espalhados pela internet) para saber se o que dizem sobre sua marca é bom ou ruim, ajuda a entender o consumidor e a colocar a experiência em suas mãos. 

“Em resumo: não foque só em dizer que seu produto é maravilhoso, mas mostre como ele pode envolver as pessoas.”

3 – OFF x ONLINE 

A dicotomia entre o físico e o digital ficou obsoleta, e hoje a inteligência artificial mudou a forma como as marcas se relacionam com o consumidor.

Como exemplo, Solomon citou o Pokémon Go, as Microsoft Hololens (óculos holográficos que projetam conteúdo no ambiente ao redor); 

Ou marcas de produtos de beleza com aplicativos e espelhos de realidade aumentada nas lojas para testar produtos de beleza ou simulação de maquiagem, como a Cover Girl e a Sephora, que aumentou a conversão em 27% com um app do tipo.  

“Não há mais essa distinção entre o on e offline, ela é artificial”, disse Solomon. “E vocês são exemplo disso – tanto que estão me assistindo na palestra ao vivo e ao mesmo tempo falando no celular”. 

A estratégia de integração de canais é usada inclusive nos sites de namoro, já que um a cada cinco consumidores pede ajuda para construir seu perfil na internet. “É uma espécie de ‘cirurgia plástica’ no ciberespaço que realça o mundo real para criar mundos digitais, e ambas têm potencial e relevância para o consumidor e as marcas”, completou.

4 – PROPRIEDADE x ALUGUEL

Um babyboomer (da geração de nascidos após a Segunda Guerra Mundial) , como se autodenominou Solomon, prezava a posse de bens – e a segurança que isso trazia – e tinha como principais desejos uma casa própria e um carro. Mas com a geração de pós-millenials, as pessoas não querem mais possuir coisas, e sim alugar. 

Da locação de roupas para usar por uma noite – uma ideia que ganhou corpo com a americana Rent The Runway, e no Brasil, com a Dress&Go e a Empreste Moda -, aos aplicativos que coordenam o acesso peer-to-peer (P2P ou pessoa para pessoa), como a 99 Táxis, dá para compartilhar de livros a carros. “É o que eu chamo de consumo colaborativo”, afirmou. 

5 – HOMEM x MULHER

A definição de gêneros se tornou um assunto controverso: hoje, o que significa ser homem ou ser mulher? Além da solidificação do público transgênero, as empresas têm adotado outro posicionamento – como a Skol, que mudou o estereótipo das mulheres na propaganda de cerveja, na #Escuta as minas

“As marcas passaram a criar produtos andróginos, para todos: afinal, não dá mais para fazer diferença”, disse o professor.  

6 – MÁQUINA x HOMEM 

Lentes de contato com chip que monitoram o nível de glicemia no sangue (do Google). Calcinhas que liberam cristais bio-ativos para aumentar a circulação e reduzir a celulite. 

Hoje, as pessoas não só usam produtos; elas interagem ativamente com a tecnologia implantada neles. “Daqui a um tempo, pode ser até que a gente ‘use’ as marcas dentro do corpo”, prevê Solomon. 

7 – PRODUTOR x CONSUMIDOR

Conhecido também pelas cifras publicitárias milionárias, há 10 anos o comercial mais lembrado e transmitido durante as edições do Superbowl, a grande final da liga de futebol americano, tem conteúdo produzido por consumidores. 

Segundo Solomon, a exemplo de marcas como Avon, Amway e o Magazine Luiza (com o Magazine Você), as empresas cada vez mais contam com a colaboração dos seus clientes, que têm o poder de reinventá-las.

“Conclusão: elas não são mais donas das marcas. São sócias, junto com seus consumidores”, concluiu. Nós temos a força. 

FOTOS: Thinkstock /Divulgação/Douglas Lucena/Grupo Padrão 

Fonte: Diário do Comércio | 18 de setembro de 2018.

Glossário do Empreendedor: o que é Kick-Off Meeting

Imagem: Thinkstock

Quem nunca foi para uma reunião corporativa e saiu da sala com mais dúvidas do que entrou? É gente que não sabe conduzir a apresentação, outros que estão mais preocupados em contar a sua própria experiência (e vantagens), conversas paralelas e uma sensação generalizada de perda de tempo.

Em início de novos projetos, como a expansão de uma rede de lojas, a situação descrita acima é ainda mais crítica. Caso o pessoal saia da sala sem entender nada, há grandes chances de o projeto já nascer com um pé no fracasso.

No mundo corporativo, a reunião de apresentação de um projeto é chamada de Kick-Off Meeting (ou reunião de pontapé inicial, numa tradução livre e coloquial).

Geralmente apresentada pelo gerente de projetos ou pelo próprio empreendedor, o encontro serve para explicar o planejamento do projeto e seu propósito, cronograma, custos, recursos e resultados esperados.

O encontro também tem o objetivo de alinhar as expectativas de todos os envolvidos – o que é fundamental para o sucesso de uma nova iniciativa. Um entendimento coeso evitará conflitos no futuro e tornará o fluxo de trabalho mais ágil.

Veja quatro dicas para realizar um Kick-Off Meeting produtivo:

ESCOPO

É necessário apresentar, com praticidade, o que é o projeto. Um bom exemplo é o lançamento de um e-commerce de uma marca de moda.

Dessa forma, é preciso mostrar os motivos para abrir um novo canal de venda (a internet trará faturamento incremental e reforçará a imagem da marca no âmbito digital), um panorama atual do mercado (o segmento tem crescido em vendas online), o público-alvo (quais são os hábitos de consumo no varejo omnichannel?) e os diferencias frente aos concorrentes (a marca oferecerá o serviço de click & collect).

No escopo, é necessário apresentar os objetivos e metas gerais do projeto.

EXPECTATIVAS

Um novo projeto, mesmo numa empresa pequena, envolve diferentes pessoas e departamentos. A abertura de uma nova loja, por exemplo, tem relação com as áreas financeira, marketing, de suprimentos e recursos humanos.

O empreendedor precisa relembrar a todos os envolvidos o próposito, as premissas, as limitações e os riscos do projeto. A sinergia de pensamento reduz possíveis ruídos entre as partes (o famoso bate-boca entre o marketing e o financeiro), cria maior senso de pertencimento e colaboração e reforça até que ponto cada profissional e sua equipe pode se flexibilizar pelo objetivo em comum.

A iniciativa também fornece maior autonomia aos líderes de cada área.

CRONOGRAMA

ADMINISTRADORA CCP DEFINE NO PROJETO DE CADA SHOPPING BÔNUS PARA FUNCIONÁRIOS DE ACORDO COM O ÍNDICE DE LOCAÇÃO DE LOJAS (Foto: Divulgação)

As datas de início e término de cada tarefa e meta do projeto devem ser expostas de forma clara.

E caso haja algum descontentamento ou dúvida, o Kick-off Metting é o momento de colocar a boca no trombone – mesmo que o cronograma já tenha sido debatido durante a fase de planejamento.

O consenso sobre datas evita atrasos e pedidos de adiamento durante a execução do projeto, o que causa uma verdadeira bola de neve e afeta todos os envolvidos.

Com todos sabendo o que e quando deverão entregar, haverá maior tempo e liberdade para preparar as ações (e pensar em planos alternativos caso o primeiro não se mostre viável na prático).

CUSTOS E RECURSOS

A importância deste item é similar ao do cronograma: esclarecer e reforçar o papel de cada equipe dentro do projeto em termos de investimentos financeiros, de pessoal e de tempo. 

A criação de uma nova de linha produto, por exemplo, fará com que as equipes tenham que estabelecer novos  horários ou formas de trabalho mais produtivas para dar conta da nova missão, sem precisar relegar as atividades do dia a dia. O centro de custo de cada departamento também pode sofrer alteração.

E o empreendedor será o responsável por controlar as variáveis buscando o máximo retorno sobre os investimentos.

A administradora de shopping centers CCP, spin-off da construtora Cyrela, por exemplo, ao lançar um novo empreendimento, oferece bônus para os líderes que atingem a meta de locação do espaço.

A atividade provém a maior parte do faturamento do negócio. Assim, há um alinhamento entre os custos, recursos (pessoas e tempo e esforço de cada um) e o faturamento esperado após a inauguração do shopping. 

INDICADORES

Como sentenciou o guru de gestão Peter Drucker, “o que não se mede, não se gerencia”. Além de atestar o desempenho, os indicadores podem ser usados para análise de tendência, melhora contínua e concedem transparência ao projeto.

Também chamado de KPI, os indicadores de desempenho avaliam qualidade das equipes envolvidas no projeto e atestam, na prática, a interdependência dos profissionais envolvidos.

Em todo caso, o empreendedor precisa chegar a um equilíbrio, para que as métricas usadas como base não sejam altas demais (o que desmotiva e desgasta os funcionários frente à irrealidade dos números), nem baixas, o que inibe a maior produtividade.

Fonte: Diário do Comercio | 17 de setembro de 2018/

Mais de 716 mil empresas podem ser excluídas do Simples Nacional

Foto: Reprodução/Pixabay

A Receita Federal informou, nesta segunda-feira (17), que foram notificadas 716.948 microempresas e empresas de pequeno porte que podem ser excluídas do Regime Especial Unificado de Arrecadação Tributos e Contribuições (Simples Nacional) por motivo de inadimplência. Ao todo, as dívidas somam R$ 19,5 bilhões. O programa, em vigor desde 2007, permite que empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões possam recolher um total de oito tributos municipais, estaduais e federais em uma única guia. O objetivo do Simples Nacional é desburocratizar o pagamento de impostos e incentivar os micro e pequenos empresários do país.

Segundo a Receita, entre os dias 10 e 12 de setembro foram disponibilizados, no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), os Atos Declaratórios Executivos (ADE), que notificaram os optantes pelo Simples Nacional de seus débitos previdenciários e não previdenciários com a Secretaria da Receita Federal e com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
“A contar da data de ciência do ADE de exclusão, o contribuinte terá um prazo de 30 dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas ou por compensação. O teor do ADE de exclusão pode ser acessado pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Atendimento Virtual (e-CAC), no sítio da Receita Federal, mediante certificado digital ou código de acesso”, informou a Receita, em nota.
O prazo para consultar o ADE é de 45 dias a contar da data de disponibilização na internet. Após a consulta, passa a contar o limite de até 30 dias para o pagamento ou parcelamento dos débitos. Quem regularizar a totalidade da dívida tributária dentro do prazo previsto terá a exclusão do Simples Nacional anulada. As empresas que não cumprirem os prazos serão excluídas do programa a partir do dia 1º de janeiro de 2019.
Fonte: Agência Brasil | 17 de setembro de 2018.

Vendas do varejo retomam perfil do período de crise

Foto: Thinkstock

Setores como os de vestuário, calçados, móveis e eletrodomésticos, em que empréstimos e parcelamento sem juros das compras são mais frequentes, foram os mais afetados pela recessão recente (2014-2016).

Isso porque, durante a crise, bancos tornaram-se mais conservadores na concessão de empréstimos e limites do cartão de crédito, enquanto as famílias cortaram gastos, evitaram se endividar e priorizaram a compra de bens de primeira necessidade.

Com a recuperação da confiança, da renda, do emprego e a melhora das condições de financiamento (juros mais baixos e maior oferta de crédito) a partir de 2016, as famílias retomaram projetos adiados de consumo e as vendas de vestuário, calçados, móveis e eletrodomésticos registraram expressivo aumento no ano passado. Colaborou também a liberação dos recursos do FGTS.

Assim, após três anos de desempenho inferior à média geral do varejo, as vendas destes setores registraram maior crescimento em 2017, conforme é possível observar no gráfico 1, elaborado a partir de dados do IBGE.

O entusiasmo, contudo, durou pouco. A frustração com o ritmo de recuperação da economia esfriou as vendas destes segmentos, que, em desaceleração desde o final de 2017, já registraram queda no 2º trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Agravou o cenário do varejo de vestuário e calçados, em particular, a redução do fluxo de clientes em lojas durante a greve dos caminhoneiros e a Copa do Mundo, e o início do inverno com temperaturas mais amenas – lembrando que o preço médio das roupas de inverno é relativamente mais elevado.

No caso do setor de móveis e eletrodomésticos, o desempenho fraco foi registrado apesar da Copa do Mundo, que costuma alavancar as vendas do setor, especialmente de televisores.

Se é possível adiar a renovação do guarda-roupa, a reforma da casa e a troca do fogão ou da geladeira por um modelo mais novo, por exemplo, o mesmo não acontece em relação a alimentos e artigos farmacêuticos, itens de primeira necessidade e, portanto, relativamente menos sensíveis ao desempenho da economia como um todo.

Com a retomada da atividade econômica, as vendas dos supermercados e farmácias voltaram a crescer em 2017 e mantiveram o ritmo no 1º semestre de 2018, com desempenho superior ao da média do varejo geral – ao contrário dos setores de vestuário, caçados, móveis e eletrodomésticos.

Pode-se dizer, assim, que as vendas do comércio varejista retomaram em 2018 o perfil semelhante ao do período de crise, com o comércio de bens de primeira necessidade registrando crescimento, enquanto setores como móveis, eletrodomésticos, vestuário e calçados já apresentam queda das vendas.

Isto porque, apesar dos juros baixos e da inflação sob controle, a lenta recuperação do mercado de trabalho parece comprometer uma retomada mais vigorosa do consumo nestes setores, que neste ano não contam mais com o impulso da liberação dos recursos do FGTS.

Além disto, a incerteza gerada pelo cenário internacional e pela indefinição da corrida presidencial tende a adiar decisões de consumo que envolvam endividamento, o que aumenta a probabilidade de que o atual perfil das vendas no comércio se mantenha inalterado ao longo do ano.

Fonte: Diário do Comércio | 13 de setembro de 2018.

Setor de Serviços não entrará nas mudanças do PIS/Cofins

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reafirmou nesta quinta-feira (13/09), que o setor de Serviços ficará fora da proposta de reforma do PIS/Cofins, que o governo pretende encaminhar ao Congresso após as eleições de outubro.

“Estamos trabalhando na simplificação de PIS/Cofins”, disse o titular da Fazenda em discurso proferido na premiação Empresas Mais, promovida pelo Grupo Estado. “A reforma exclui o setor de serviços, que poderá seguir no cumulativo”.

Guardia também afirmou que a pasta tentará resolver a complexidade do PIS/Cofins ao restante da economia

Ele defendeu que é preciso fazer a reforma dos dois tributos antes de avançar, futuramente, ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que unificaria diversos tributos, como prometem a maioria dos candidatos à Presidência da República.

O ministro também fez comentários sobre a ideia do governo de antecipar a proposta, prometida por quase todos os candidatos, de transferir para os dividendos e Juros sobre o Capital Próprio (JCP) a tributação que hoje incide sobre o lucro das empresas.

“A carga tributária das empresas, ao redor de 34%, está muito acima da média internacional, mas temos um problema fiscal enorme e não podemos abrir mão de receita”, declarou o ministro.

“Teremos que fazer uma rediscussão de como tributamos as empresas”, disse Guardia. “Nosso entendimento é que temos que olhar em conjunto com JCP e tributação de dividendos. Se reduz aqui, tem que aumentar em algum lado.”

Fonte: Diário do Comercio | 13 de setembro de 2018.

Mulheres gerenciam quase 60% das lojas online

Seguindo a tendência do empoderamento feminino, mulheres passam a frente e já gerenciam quase 60% das lojas online. É o que aponta um levantamento da Nuvem Shop, plataforma de serviços de e-commerce.

O estudo mostra um aumento de 15% no número de mulheres empreendedoras no mercado brasileiro de e-commerce no último ano (julho 2017 a julho 2018). Os dados confirmam o histórico desde 2016, no qual houve um aumento progressivo do empreendedorismo feminino, numa crescente de 48,20% em 2016, 50,30% em 2017 e 57,60% em 2018.

Os resultados foram extraídos da base de dados de quase 200 mil lojas cadastradas na plataforma de serviços de e-commerce da Nuvem Shop no Brasil.

O empreendedorismo e a liderança das mulheres têm ganhado cada vez mais força e aumentado a representatividade no mercado brasileiro. A última pesquisa realizada pelo Fórum Empreendedoras com 1,3 mil mulheres no Brasil revela que 85% já são empreendedoras, enquanto 15% pensam em empreender.

Também a Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2016 em parceria com o Sebrae revelou que a taxa de sucesso do empreendedorismo feminino de empresas com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% frente aos 12,6% entre os homens.

O relatório apontou ainda que as mulheres foram responsáveis por 51,5% dos novos negócios criados no Brasil em 2016. A persistência feminina se confirma com o estudo realizado pelo The Boston Consulting Group, que revelou que startups fundadas por mulheres faturam mais do que as empresas fundadas por homens.

Para cada dólar de financiamento, as startups com mulheres fundadoras geraram 78 centavos, enquanto as fundadas por homens renderam menos da metade disso (31 centavos).

De acordo com Danniela Karam, Gerente de Marca e Marketing da Nuvem Shop, o levantamento realizado só confirma o avanço das mulheres que ganham cada vez mais espaço nesse mercado.

“Estamos em um momento em que o empoderamento feminino tem ajudado a quebrar paradigmas e estimular mulheres a abrirem o próprio negócio. E isso tem se refletido em nossa própria base, que hoje já é de maioria feminina”.

SEGMENTOS

O levantamento da Nuvem Shop revelou ainda que o segmento de moda possui o maior volume de líderes mulheres (64%), seguido de saúde e beleza (58%), casa e decoração (45%) e eletrônicos (23%).

O destaque é para o número de e-commerces gerenciados por mulheres no nicho de moda no último ano, que acompanhou a tendência e cresceu 14%, assim como a vertical de saúde e beleza, com crescimento de 6%. Já os segmentos de casa e decoração e eletrônicos, tiveram leve queda no volume de lojas virtuais lideradas por empreendedoras, de 3% e 2% respectivamente.

Fonte: Diário do Comércio | 13 de setembro de 2018.

Vendas do varejo caem pela terceira vez consecutiva em julho, aponta IBGE

As vendas do varejo em julho caíram 0,5% em relação a junho, informou nesta quinta-feira, 13, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando assim perda de 2,3% neste período. Em 2018, o setor avançou 2,3%. Na comparação com julho de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram queda de 1,0% em julho de 2018.

Após dois meses consecutivos de queda nas vendas, de 1,4% em maio e de 0,4% em junho (dado já revisado), a maioria das expectativas do mercado indicava expansão do comércio. ). O resultado veio abaixo do piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,40% a um avanço de 1,10%, com mediana positiva de 0,3%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,4% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. Na comparação com julho de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 3,0% em julho de 2018.  As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,4% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 6,5%.

Compras

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Resultado vem pior que o esperado
Antes do resultado oficial, a analista da Tendências Consultoria Isabela Tavares previa alta de 0,70% das vendas devido ao desempenho do setor de supermercados, que subiu 1,7%, segundo o dado divulgado nesta quinta. “Foi o setor mais afetado em junho, por causa da restrição de oferta e repique de preços provocados pela greve dos caminhoneiros, o que prejudicou as vendas”, explicou.

A equipe econômica do Bank of America (BofA) Merrill Lynch estimava recuo de 0,10% das vendas do varejo restrito de julho, justamente devido ao crescimento mais fraco em supermercados – setor que representa cerca de 50% da PMC restrita. Por outro lado, cita o BofA em nota, outros indicadores coincidentes, continuam se recuperando na margem após a greve dos caminhoneiros. Em relação a julho de 2017, a instituição estima aumento de 1,0% nas vendas do varejo.

Fonte: Estadão | 13 de setembro de 2018

Governo prepara pacote tributário para após as eleições

Foto: Thinkstock

A equipe do Ministério da Fazenda trabalha para enviar ao Congresso Nacional um pacote de reforma tributária logo após as eleições presidenciais.

Entre as propostas em análise está a reformulação do Imposto de Renda das empresas, tributação de lucros e dividendos, revisão da tributação das aplicações do mercado financeiro e unificação do PIS e da Cofins.

Mesmo com o cenário eleitoral ainda indefinido, a área econômica quer aproveitar que a reforma tributária é um dos poucos consensos entre os candidatos à Presidência.

No entanto, avalia que uma tentativa de aprovar uma proposta mais ampla, de uma tacada só – como está sendo discutido na Câmara e defendido pelos economistas ligados aos candidatos – pode levar ao insucesso das negociações.

A ideia é deixar pronto esse pacote de medidas até o final do segundo turno para avaliação da viabilidade política de encaminhá-lo ao Congresso.

“Vamos fazer a nossa parte e deixar pronto”, disse um integrante da equipe econômica. “Trabalhamos com pé no chão naquilo que é viável, mas a discussão política é muito complicada”, disse.

O envio ao Congresso ainda depende de aval do presidente Michel Temer.

ETAPAS

A reforma tributária defendida pela Receita Federal começaria com a unificação do PIS e da Cofins (que incidem sobre o consumo) num Imposto de Valor Agregado (IVA) do governo federal.

Paralelamente, os Estados alinhariam as divergências ainda gritantes em relação ao ICMS, o tributo estadual. Numa segunda etapa, se unificaria o IVA federal, o estadual e o ISS (tributo cobrado pelos municípios).

Em outra frente, a proposta é reduzir a tributação do Imposto de Renda – Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), que é de 34% – para alinhamento ao cenário internacional.

EUA e vários outros países estão promovendo cortes do imposto pago pelas empresas. Essa redução viria acompanhada da tributação da distribuição de lucros e dividendos das empresas para pessoas físicas.

O Brasil tem a peculiaridade de tributar a geração do lucro e não a distribuição dos dividendos. Os demais países tributam a geração do lucro com alíquota mais baixa do que a brasileira e cobram imposto sobre lucros e dividendos.

Para o Ministério da Fazenda, esse alinhamento é inevitável e envolverá equalização da base de cálculo das empresas para que tributação fique bem ajustada.

Há países em que a alíquota é alta, mas a base de cálculo reduzida e vice-versa. Essa mudança na base de cálculo não é simples de ser conduzida e é hoje um ponto de atuação concentrado dos estudos do governo para a definição da alíquota efetiva do imposto que se quer praticar no País.

A preocupação é que esse movimento seja feito sem perda de arrecadação. O que se quer neste momento é simplificar a cobrança de impostos, que impõe custos elevados para os contribuintes.

Propostas na tributação de heranças e do Imposto de Pessoa Física (IRPF) também estão em análise

Benefícios fiscais

O pacote tributário envolve também a definição de um plano de corte de 50% para os próximos 10 anos das renúncias e benefícios. Em 2019, essas renúncias vão chegar a R$ 306 bilhões, como mostrou o Estadão/Broadcast, o equivalente a 4,2% do PIB.

A Receita está fazendo um pente-fino nessas renúncias, mas já se sabe que sem uma mudança no Supersimples não há como reduzi-las no volume exigido pela LDO. Uma das propostas é restringir os setores e reduzir para R$ 3 milhões por ano o limite de faturamento para as empresas aderirem ao programa.

Hoje, esse limite é de R$ 4,8 milhões – considerado o mais elevado do mundo. A Receita considera que a fixação de um novo limite é uma questão de isonomia internacional e que a legislação atual desestimula as empresas a crescerem para permaneceram na tributação mais baixa do Simples.

O governo também quer retirar da desoneração da cesta básica itens como filé, picanha, salmão, que não pagam imposto, para que aumentar a tributação dos mais ricos, que consomem mais esses produtos. 

Fonte: Estadão | 11 de setembro de 2018.

Aprovado uso de painel eletrônico em lojas

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, aprovou nesta terça-feira (11/09), uma regulação para a instalação de painéis eletrônicos dentro de lojas de São Paulo. 

Pouco comuns durante a criação da Lei Cidade Limpa, em 2006, os painéis de LED internos, dispostos detrás de vidros, se popularizam especialmente no centro expandido da cidade.

A norma determina que os painéis tenham até 1,5 metro quadrado quando dispostos entre um e dois metros de distância da calçada (distância inferior é proibida), quando voltados para a rua.

O tamanho poderá aumentar em um metro quadrado a cada metro de distância somado. O anúncio não pode ter luz que cause “desconforto visual”.

O texto ainda ressalta que os dispositivos podem fazer publicidade apenas sobre bens, marcas e serviços relativos às atividade do estabelecimento, isto é, uma loja de roupas não pode ter um anúncio de cerveja.

A resolução passará a ter validade assim que for publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo. Infrações à norma estão passíveis de multa de R$ 10 mil.

Fonte: Estadão | 12 de setembro de 2018.

Brasileiro quer desconto, troca, devolução fácil e frete barato

Foto: Thinkstock

Uma pesquisa da SAP mostra como o brasileiro se comporta dentro das compras virtuais. Entre os destaques, a busca por descontos, facilidade para troca e devoluções e frete mais barato são decisivos para que o consumidor feche a compra.

Os dados fazem parte do Consumer Propensity Study e mostra que os setores mais buscados, estão roupas (78%), viagens (74%), entretenimento (68%) e equipamentos eletrônicos (61%). “As pessoas optam pelas compras na internet por dois fatores: preço e comodidade. Neste contexto, quem promove a melhor experiência de compra consegue fidelizar e fazer dele um cliente”, diz o COO da SAP Brasil, Jaime Muller.

Os descontos e promoções influenciaram 74% dos entrevistados a iniciar um processo de compra, e 47% ainda dizem que oportunidades do tipo “desconto na compra de outro item” elevam a chance de fechar negócio. Notificações de baixo número de determinado produto em estoque (20%) e boas recomendações de outros artigos da mesma marca (24%) também são fatores positivos na hora de apertar o botão “comprar”.

Fonte: DCI | 12 de setembro de 2018

Marketplaces assumem papel de mediação entre loja e cliente

Foto: DCI

Depois de crescer 21% em 2017 e faturar R$ 73,4 bilhões, as plataformas de marketplace têm ficado no fogo cruzado dos problemas entre consumidores e lojistas. Com alta de 45% desde 2011 no número de ações judiciais por conta de divergências, as empresas que administram os portais precisam de cautela para que os conflitos não criem problemas para o site como um todo.

Entre os principais pontos de divergência nas compras por esta plataforma está o atraso nas entregas. Segundo levantamento do Ebit, só no primeiro semestre, 16% dos compradores reportaram problemas com os prazos estipulados pelo Correios.

No caso das transportadoras privadas, o percentual de usuários que se sentiram lesados pela demora chegou a 24,4% do período analisado. Em maio, em virtude dos efeitos da greve dos caminhoneiros, a parcela de reclamações atingiu 37%, e a redução no volume de encomendas foi de 30%.

Diante de impasses como este, muitos consumidores online se viram em uma encruzilhada: reclamar com a plataforma de marketplace ou diretamente com o vendedor hospedado na página.

Para o advogado especializado em direito digital Rafael Junqueira, do escritório Junqueira Martins Advogados, “Existem aqueles que entendem que quem comercializou o item não tem necessariamente responsabilidade sobre o processo de logística e transporte do mesmo, pois não se trata do ato de comercialização em si”, disse ele.

De acordo com o advogado, mesmo com essa linha de raciocínio, as ações costumam ser protocoladas contra o responsável pela venda do produto, que é também quem deve responder por possíveis atrasos – independente da forma como será entregue.

“Desde 2011, temos percebido um aumento de 35% a 45% no ajuizamento de novas ações”, afirmou Junqueira. No entanto, ele considera que o cenário de “condenações automáticas a favor do consumidor” vem se alterando há pelo menos dois anos. “Nos últimos anos, o vendedor tem conseguido se eximir de culpa comprovando que a responsabilidade do atraso fora de terceiros”, argumentou.

Em relação ao tempo de duração de ações judiciais desta natureza, Junqueira afirmou que varia de região para região, mas no geral oscila de seis meses a um ano e meio.

Para o co-fundador da Nuvem Shop, Alejandro Vazquez, o papel de qualquer plataforma de marketplace é garantir a segurança no processo de transação entre as partes.

Amadurecimento

Como exemplo, o executivo afirma que um dos mecanismos utilizados por essas plataformas para filtrar a eficiência desses vendedores é justamente o nível de “reputação” no ambiente virtual. “Esse aspecto é medido conforme a eficiência nas entregas e se o vendedor responde as dúvidas dos usuários”, afirmou Vazquez, exemplificando as notas que recebem lojistas dos marketplaces Mercado Livre e Airbnb.

Além disso, o executivo afirmou que nos últimos anos os perfiis tanto do vendedor como dos usuários têm mudado.

“Temos percebido que o consumidor apresenta maior amadurecimento com o tempo e isso tem acompanhado a evolução do e-commerce no Brasil”, destacou Vazquez.

Para ele, esse processo de crescimento e de maior “conscientização” faz com que ocorra um círculo virtuoso no comércio eletrônico, ainda mais com o papel desempenhado pelas redes sociais no aumento da sensação de segurança ao comprar algum item online.

“Em relação aos outros países da América Latina, percebemos que o brasileiro tem maior desconfiança no momento em que faz a compra online. Isso acontece por causa dos casos de fraude, mas acredito que isso esteja diminuindo com vendedores mais profissionais e também com consumidores bem informados”, afirmou.

Procuradas pelo DCI, as plataformas Mercado Livre e OLX declinaram a entrevista.

Fonte: DCI | 12 de setembro de 2018

Manifesto por nova prorrogação do eSocial para micro e pequenas empresas

A Receita Federal tem se destacado nos últimos anos pela criação de controles cada vez mais sofisticados das atividades empresariais com a informatização da burocracia.

Valendo-se do seu estágio avançado no campo das comunicações e da informática, a Receita exige das empresas demonstrativos e informações complexas, que transcendem muitas vezes a capacidade de entendimento e atendimento de grande parte dos contribuintes.

Esperava-se que o uso da informática fosse permitir a simplificação dos processos para as empresas e os cidadãos, por meio da articulação dos órgãos públicos. Mas o que se observa é que a tecnologia tem contribuído apenas para ampliar as exigências, avançando inclusive sobre dados sigilosos dos negócios e a privacidade dos contribuintes.

Os custos e os riscos para o setor privado são desconsiderados pelos órgãos públicos quando estabelecem exigências de informações que somente interessam para fiscalização. Não se leva em conta que o grau de desenvolvimento no uso da tecnologia é desigual no segmento empresarial. E que a maioria das empresas não dispõe dos recursos necessários – financeiros, tecnológicos e humanos -para atender às exigências crescentes do setor público.

O Brasil virtual implantado pela Receita não se coaduna com a realidade do País, especialmente quando se pretende impor, aos MEIs e às microempresas, exigências incompatíveis com a estrutura simples e limitada desses empreendimentos. É o caso do eSocial.  

Se até agora foram poucos os protestos contra as normas burocráticas estabelecidas para o eSocial, isso se deve ao fato de que, apesar do prazo para seu cumprimento ter vencido e ter sido prorrogado, grande parte dos MEIs e microempresários ainda ignora essas exigências. Se todos decidirem cumpri-las até novembro, não há condições materiais que permitam a todos atenderem as mesmas.

Por isso, é indispensável uma nova prorrogação do prazo para entrada em vigor do eSocial para os MEIs e as microempresas, de pelo menos 1 ano a partir da nova data de entrada. Assim, elas poderão de fato se adequar ao novo sistema sem que sejam multadas por erros formais, cabendo ao fisco orientá-las nesse período.

Além disso, as exigências atuais precisam ser reformuladas, simplificadas e equiparadas ao sistema dos trabalhadores domésticos.

Finalmente cabe manifestar a posição de que é preciso equilíbrio entre as necessidades de informações por parte do fisco e as possibilidades de as empresas atenderem às exigências, evitando-se a criação de novos controles sem que antes se faça uma criteriosa revisão das obrigações já existentes.

Roberto Mateus Ordine, presidente em exercício da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

Natanael Miranda dos Anjos, superintendente-geral da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)

Fonte: Diário do Comércio | 10 de setembro de 2018.

Fraude no e-commerce vai a 3,84% entre PMEs

Foto: Dreamstime

A cada R$100 em compras feitas no e-commerce de pequenas e médias empresas (PMEs), R$3,84 foram tentativas de fraude, de acordo com levantamento realizado pela empresa de soluções antifraude ClearSale.

A proporção é maior que a média de 3,42% verificada pelo mercado como um todo ao longo de 2017. Por conta disso, especialistas cobram atenção redobrada.

“É fundamental estabelecer um vínculo de confiança com consumidores. Cada venda perdida em decorrência de fraudes pode gerar prejuízos irreparáveis para as pequenas e médias empresas de comércio online, desde financeiros até perda da confiança de clientes, que podem nunca mais voltar”, argumentou o gerente de inteligência estatística da ClearSale, Omar Jarouche.

“Para evitar que isso ocorra, é necessário que investimentos em soluções antifraude estejam no planejamento das PMEs”, completou.

De acordo com a ClearSale, “são as pequenas e médias empresas que majoritariamente representam o e-commerce do País”. Segundo a empresa, só no primeiro trimestre do ano, o faturamento das PMEs avançou para R$13,95 bilhões, em aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2017.

Até o momento, os e-commerces deste porte realizaram mais de 45 milhões de pedidos entregues, conforme a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

Para a ClearSale, uma das opções que podem auxiliar o lojista e o consumidor na prevenção a fraudes são aplicativos como o Compre&Confie; o movimento foi idealizado pela ClearSale como forma de diminuir golpes.

“O uso de aplicativos pode ser um grande aliado na melhoria da experiência de compra dos consumidores. Gerar confiança para a sua loja é muito importante, pois contribui para a fidelização e para o crescimento do negócio. Alternativas que se aliam a sistemas de proteção antifraude são um bom caminho para lojistas que buscam maiores retornos financeiros” finaliza Jarouche.

Fonte: DCI | 10 de setembro de 2018

Vendas do varejo cresceram em agosto, diz Serasa Experian

Foto: Renato S. Cerqueira/Estadão Conteúdo

As vendas do comércio varejista no País cresceram 0,9% em agosto na comparação com o desempenho registrado em julho, revela indicador da Serasa Experian. Já em comparação a agosto de 2017 subiu 7,9%, enquanto no acumulado do ano a alta é de 6,7% em relação ao período equivalente do ano passado.

O segmento de veículos, motos e peças (3,4% ante julho) sustentou a alta de agosto, aponta a Serasa Experian, “beneficiado pela expansão do crédito neste segmento, bem como pela recuperação do setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas”.

A instituição lembra que o movimento ocorre após os efeitos inflacionários temporários da paralisação dos caminhoneiros em maio terem sido superados.

Também registraram alta nos negócios os setores de móveis, eletroeletrônicos e informática (0,1%); combustíveis e lubrificantes (0,8%); material de construção (0,5%). Apenas o segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios registrou retração (-1,9%).

Entre janeiro e agosto, os segmentos de móveis, eletroeletrônicos e informática e o de veículos, motos e peças cresceram 14,8% e 6,3%, respectivamente.

Já em terreno negativo estão: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-2,6%); combustíveis e lubrificantes (-3 0%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,7%); material de construção (-5,8%).

Fonte: R7 | 10 de setembro de 2018

Lojas físicas ainda respondem pela maioria das vendas mundiais

Lojas físicas ainda são responsáveis, mundialmente, pela maior fatia de vendas, proporção que é mais acentuada no Brasil.

De acordo com levantamento da KPMG Global, 69% das vendas aconteceram por esse canal ante 14% por canais próprios na internet, 11% em marketing/venda direta e 6% por lojas virtuais parceiras.

Segundo os executivos do Brasil, no futuro próximo (até 2020), 61% das vendas ainda devem ocorrer por canais físicos, sendo que apenas 17% dos entrevistados pretendem diminuir o número de lojas físicas.

No caso das empresas de produtos de consumo, a tendência de vender produtos diretamente para o consumidor final, sem intermediários, foi indicada por 41% dos respondentes.

A pesquisa da KPMG também revelou que 22% das empresas brasileiras respondentes esperam alcançar crescimento na receita de 10% ou mais neste ano fiscal.

A maior preocupação dos líderes das empresas de produtos de consumo e do varejo no Brasil é a demanda por velocidade, eficiência e transparência (32%), seguida da competição com empresas de plataforma e comércio eletrônico (29%) e novos concorrentes disruptivos (26%).

São estas as conclusões da pesquisa “Global Consumer Executive Top of Mind 2018”, conduzida pela KPMG Global com 530 executivos do setor de consumo e varejo, dos quais 68 são brasileiros.

Os entrevistados também foram questionados sobre o grau de maturidade de suas organizações em três áreas-chaves. No Brasil, a maioria das empresas indicou ser ainda iniciante em transformação digital (54%), centralidade no cliente (51%) e cadeia de suprimentos responsiva (57%).

Nessas mesmas áreas, apenas 7% indicaram estar em um nível de maturidade avançado em termos de transformação digital, 2% em relação à centralidade no cliente, e 11% em se tratando de uma cadeia de suprimentos responsiva.

“As empresas de bens de consumo e varejo têm sido impactadas por mudanças nos hábitos e nas expectativas do consumidor, novos competidores e inovação digital. Identificamos, através da pesquisa, como principais tendências a presença de novos competidores disruptivos, a demanda por maior eficiência e rapidez, o avanço da tecnologia e varejistas criando seus próprios produtos”, afirma o sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil, Guilherme Nunes.

Clique aqui para ler o estudo na íntegra.

Fonte: Diário do Comércio | 05 de setembro de 2018.

Inflação continua a perder força em agosto

Foto: Thinkstock

A queda das tarifas nas passagens aéreas, resultante do fim da alta temporada de férias, além dos alimentos, cujos preços continuaram caindo no período, contribuíram para a deflação do IPCA (inflação oficial) em agosto, quando o indicador mostrou redução de 0,09%, segundo o IBGE. 

Já o acumulado em 12 meses, que se aproxima ao resultado anual, desacelerou entre julho e agosto de 4,48% para 4,19%, e continua se afastando da meta anual de inflação (4,5%), segundo análise dos economistas do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).  

Com isso, a aceleração da inflação “no atacado”, em função dos aumentos de preços das matérias primas parece ser pontual, decorrente tanto das incertezas externas, como do complexo cenário eleitoral brasileiro, validando a manutenção da taxa de juros básica no atual patamar.

Em sentido contrário, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou aceleração entre julho e agosto, passando, em 12 meses, de 8,59% para 9,06%, respectivamente, devido à pressão exercida pelos aumentos do câmbio sobre os preços das matérias primas agrícolas (IPA AGRO) e industriais (IPA IND). 

Fonte: Diário do Comércio | 06 de setembro de 2018.

Preço decide compras online

Levantamento afirma que 67% dos consumidores de lojas virtuais de fora do país consideram que produtos com valores menores são a principal vantagem. Entre os itens mais comprados, estão roupas, calçados e acessórios.

Realizada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), a pesquisa também indicou que o valor médio gasto na última compra foi de R$ 140,28. “A compra virtual tem ganhado adeptos, sobretudo pelos preços altamente competitivos praticados por esses sites, que se somam à oferta de produtos que nem sempre estão à disposição no mercado nacional”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Porém, prazo de entrega é maior desvantagem para 62% dos consumidores; segurança no processo de pagamento é fator considerado por 51%.

Em seguida, os internautas citaram a incerteza de que o produto será entregue (50%), o risco de apreensão da compra ou cobrança de impostos pela Receita Federal (48%) e o pagamento de taxas (40%).

Fonte: DCI | 06 de setembro de 2018

13º salário aquecerá a venda de itens infantis

Foto: Estadão Conteúdo

Com previsão de término no dia 10 de setembro, o depósito da primeira parcela do 13º para os aposentados deve aquecer o movimento no setor varejista no terceiro trimestre. Esse grupo de consumidores deve canalizar seus gastos tanto em peças de roupa como em itens para os netos, considerando a aproximação do Dia das Crianças e o período de promoções sazonais.

“Acredito que essa renda extra pode proporcionar uma oportunidade de gasto além das despesas do dia a dia. Podemos ver um consumo para esses indivíduos ‘autopresentearem-se’ como também compras para os netos, já que muitos aposentados são avós e uma das maiores alegrias para eles é presentear as crianças”, afirmou a sócia-diretora da HAI Consultoria & Varejo, Gabrielle Fernandes.

De acordo com ela, a antecipação desses depósitos servirá para impulsionar e acelerar as vendas do Dia das Crianças, tendo em vista os descontos progressivos dessas datas comemorativas em segmentos como vestuário e de brinquedos.

“Também acredito que esse movimento respingue no período da Black Friday, em novembro”, afirmou a especialista. Ainda de acordo com ela, o canal de compra preferido neste grupo de consumidores deve ser verificado mais nas lojas físicas do que no e-commerce, em razão do hábito de adquirir produtos por meio da internet ainda não seja recorrente nesta faixa-etária.

Uma das empresas que vem se preparando para a reta final do ano é a rede de varejista de roupa íntima Mash. “Desde o final de julho e começo de agosto que estamos segurando alguns dos nossos lançamentos para o início de setembro, considerando que é um mês ruim historicamente para o varejo”, afirmou a gerente de varejo da Mash, Bianca Santini.

De acordo com a executiva, no segundo semestre, existe maior possibilidade de explorar o potencial de vendas dos produtos voltados para o público infantil, por conta da antecipação do 13º salário dos aposentados, da aproximação do Dia das Crianças e da Black Friday. “A participação das peças infantis no volume total de vendas gira em torno de 10%. Esse percentual tende a variar muito, podendo chegar a 20% dependendo do ponto de venda”, afirmou Bianca, lembrando também que, em outubro e novembro, o tíquete médio tende a subir de R$ 105 para R$ 120. O período que o gasto dos clientes mais sobe é no natal, atingindo R$ 150.

“Em outubro faremos uma ação especial para o público infantil, com a inserção de pequenos brindes na realização de compras em nossas unidades”, disse ela.

Nesse sentido, ainda segundo ela, em relação ao mesmo período de 2017, a estimativa é que haja crescimento de 5% no volume de vendas. A executiva lembra que uma demanda mais intensa deve ser observada em novembro e dezembro – depois da definição do cenário político do País.

De olho nos brinquedos

Em paralelo com a perspectiva positiva da varejista têxtil, a diretora comercial da rede de lojas de brinquedo Ri Happy, Sandra Haddad, afirma que o negócio “trabalha com mais de 5 mil itens de diversas categorias para esse Dia das Crianças”. Com isso, as estratégias da rede baseia-se em ofertas especiais, eventos gratuitos nas lojas aos sábados “que estimulam o brincar”, brinquedos exclusivos para a data das principais licenças do mercado infantil e linhas com itens de marca própria.

Em relação à antecipação da primeira parcela do 13º dos aposentados, diz que essa renda extraordinária é “uma ajuda no orçamento dos clientes” e que esperam elevar o percentual de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior – sem citar valores.

Fonte: DCI | 06 de setembro de 2018