Cartão ainda não é aceito por 25% do comércio

Foto: Thinkstock

O Nordeste do País é a região com o menor porcentual de estabelecimentos comerciais que recebem pagamentos por meio do cartão de crédito.

Considerando todas as formas de pagamento, 65% dos estabelecimentos do Nordeste aceitam cartão de crédito, enquanto no Sul do País – região com maior aceitação – o porcentual chega a 82,7%.

Os dados fazem parte da pesquisa “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, divulgada na manhã desta quinta-feira, 19/07, pelo Banco Central.

No Sudeste, o porcentual de estabelecimentos que aceitam cartão de crédito no pagamento chega a 76,2% e, no Norte/Centro-Oeste (considerados uma única região), chega a 70,7%.

A aceitação de cartões de débito também é menos difundida nos estabelecimentos comerciais do Nordeste, onde 66,5% trabalham com esta modalidade. O porcentual chega a 82,7% no Sul, 78,4% no Sudeste e 72,7% no Norte/Centro-Oeste.

Considerando o Brasil como um todo, o cartão de crédito é usado para recebimento de pagamentos em 74,1% dos estabelecimentos comerciais, enquanto o cartão de débito é aceito em 75,8%.

Fonte: Diário do Comércio | 19 de julho de 2018

Dia do Amigo!

Amigos, são como anjos, vivem ao nosso lado e sempre estão prontos para ajudar, basta um simples olhar ou um gesto.

 

CNC: greve de caminhoneiro foi divisor de águas para expectativas sobre economia

Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

A greve dos caminhoneiros, no fim de maio, foi um “divisor de águas” nas expectativas dos agentes econômicos em relação à economia neste ano, na avaliação do chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes. Embora as projeções para a atividade econômica já estivessem sendo revistas para baixo antes da greve o desabastecimento provocado pelos bloqueios nas estradas e as medidas do governo para enfrentar o problema reforçaram o processo.

Mais cedo, a CNC informou que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 4,3% em julho ante junho, para 103,9 pontos, menor nível desde agosto do ano passado. Segundo a CNC, a decepção com as condições correntes da economia (-13,6%) foi decisiva para a queda em julho.

Bentes lembrou que, até maio, as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ainda giravam em torno de 2,5% para 2018. Após a greve, passaram para o nível de 1,5%. Para o economista, a leitura de julho do Icec consolida a percepção, entre os comerciantes, de que o crescimento será menor. Na passagem de junho para julho, 69,4% dos empresários do comércio entrevistados pela CNC apontaram piora no cenário econômico. 

Uma das principais medidas reivindicadas pelos caminhoneiros, e acatada pelo governo, o tabelamento dos preços do frete deverá ter efeitos na percepção sobre a economia. “Muito provavelmente, pelo efeito econômico do tabelamento do frete, a inflação comportadinha ficou para trás”, disse Bentes.

Fonte: Diário de Pernambuco | 19 de julho de 2018.

Receita cancela adesão de contribuintes ao Refis

Foto: Thinkstock

A Receita Federal informou nesta quinta (19/07) que foram canceladas as adesões ao Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), conhecido como Novo Refis, de mais de 700 contribuintes por falta de pagamento das obrigações correntes.

O total devido passa de R$ 1 bilhão. De acordo com o órgão, mais de 4 mil contribuintes também estão sendo cobrados para que se regularizem.

Para que o contribuinte com dívidas com a União possa usufruir das reduções de multas, juros e encargos legais instituídas pela Lei nº 13.496, de 2017 , que criou o Pert, é necessário que ele mantenha em dia os pagamentos correntes, vencidos após 30 de abril de 2017.

Além desses 4 mil contribuintes, estão na mira da Receita mais que aderiram ao Pert, com obrigações correntes em aberto no valor de R$ 6,6 bilhões. Eles serão alvo das próximas etapas do trabalho de cobrança e de cancelamento da Receita Federal, caso não se regularizem.

“A experiência das cobranças anteriores de optantes pelo Pert demonstra que aproximadamente metade dos contribuintes regularizam a sua situação após receber a cobrança da Receita Federal”, informou o órgão.

Para usufruir dos benefícios instituídos pelo programa é fundamental que o contribuinte mantenha o pagamento das suas

obrigações correntes em dia, pois a inadimplência por três meses consecutivos ou seis meses alternados implicará a exclusão do devedor do Pert.

Fonte: Diário do Comércio | 19 de julho de 2018.

Crescimento do varejo desacelera em junho para 2,2%, mostra índice Cielo

Foto: Divulgação

O varejo brasileiro teve alta de 2,2 por cento no faturamento deflacionado em junho na comparação anual, ante avanço de 3 por cento em maio, em um desempenho prejudicado pela queda nas vendas nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo, mostrou o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) divulgado na terça-feira.

O resultado do mês só não foi pior devido ao efeito calendário — um sábado a mais que em junho do ano passado e ausência do feriado de Corpus Christi, de acordo com a Cielo.

Desconsiderando o efeito calendário, o índice deflacionado aponta forte desaceleração, passando de crescimento de 3,1 por cento em maio para 1,1 por cento em junho.

“O mês ainda teve um Dia dos Namorados particularmente forte, o que contribuiu positivamente para o resultado. Entretanto, não foi suficiente para compensar o efeito dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, que impactaram negativamente o mês em cerca de 2 pontos percentuais no ICVA nominal”, disse Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo, em comunicado.

Nos três dias de jogos da Copa do Mundo no Brasil, as vendas no varejo brasileiro recuaram, em média, 25 por cento, com quedas superiores a 40 por cento em lojas de vestuário, móveis, eletrodomésticos e departamento, apurou a Cielo.

Mariotto acrescentou que houve “expressiva alta de preços” em junho, que fez com que as receitas nominais no mês não fossem tão prejudicadas”. O ICVA nominal registrou alta de 5,5 por cento em relação a junho do ano passado.

O varejo brasileiro fechou o segundo trimestre com expansão de 2,4 por cento sobre o mesmo período de 2017, o que representa uma aceleração frente ao avanço de 1,7 por cento no primeiro trimestre.

No semestre, o ICVA subiu 2,1 por cento ante igual intervalo de 2017, ante crescimento de 1,2 por cento no segundo semestre do ano passado.

Fonte: DCI 17 de julho de 2018

Você já ouviu falar em hard discount?

Foto: Shutterstock

Na Europa, nos Estados Unidos e agora na América Latina, os formatos de lojas hard discount mostra impressionante crescimento, sacudindo o setor de supermercados e conveniência.

Originariamente uma concepção alemã, o hard discount é uma operação focada em baixíssimos preços para produtos alimentares, pela combinação de lojas simples, poucos serviços, limitados meios de pagamentos, marcas próprias, boa localização e comunicação por meio de volantes e material de ponto de venda.

Uma das variantes mais relevantes é a operação do In/Out, na qual, a cada uma ou duas semanas, é oferecido um grupo de produtos fora do sortimento habitual da loja, com estoque limitado e preços competitivos, gerando a compra por impulso.

As principais empresas desse conceito no mundo são as alemãs Aldi e Lidl. A Aldi é de 1913 e hoje opera mais de 10.400 lojas em 20 países. Entrou nos Estados Unidos em 1976 e tem mais de 1.800 lojas por lá, onde lançou uma variante, a Trader Joe’s, com mais de 500 lojas, muito mais palatável ao gosto local, mas sem perder a essência. Seu mais direto concorrente global é a Lidl, de 1973, com mais de 10 mil lojas em 30 países e que entrou nos EUA em 2017, fazendo adaptações.

Muitas organizações desenvolveram modelos similares em outros mercados. Segundo a Fenalco, na Colômbia, os operadores de hard discount têm 6,5% de participação entre os 11 maiores varejistas, com 1.600 lojas, em seis anos.

A precursora e mais próxima do conceito puro de hard discount na Colômbia é a D1, que só vende com pagamento em dinheiro. Seu faturamento cresceu 45,5% no ano passado. Outra do ramo é a Ara, parte do grupo Jeronimo Martins de Portugal. Implantada há seis anos, a empresa abriu mais de 150 lojas e cresceu 73,4% em 2017. Outra que segue a mesma proposta é a Justo y Bueno, cujos controladores adaptaram o hard discount e lançaram rede de food service, a Tostao Pan y Café, que em três anos abriu 285 unidades e deverá encerrar 2018 com 400 unidades.

De forma simplista, o fenômeno do crescimento do hard discount em alimentos está na exacerbação do comportamento pragmático e racional de parcela crescente dos consumidores do mundo, sobretudo nos países mais maduros, onde acompanha o envelhecimento da população. Nos países emergentes é a chance de acesso à produtos com preços menores, especialmente em tempo de volatilidade econômica.

Sua confirmação no Brasil está na expansão e desempenho do atacarejo, formato que mais cresceu nos últimos anos, em marcas como Atacadão e Assaí. O Dia, spin off do Carrefour, cresce com “Soft Discount”, apoiada em marcas próprias.

Mas essa combinação de lojas menores, mais próximas, despojadas, focadas em preço baixo, elevada participação de marcas próprias, características do modelo hard discount, sendo adaptado à nossa realidade operacional, logística e tributária, poderá ser a próxima onda no mercado brasileiro de varejo de lojas físicas.

Fonte: DCI | 18 de julho de 2018

Varejo brasileiro deve fechar ano com alta de 3,8%

Foto: Wladimir Miranda

Projeção elaborada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta que o varejo nacional deve fechar o ano com crescimento de 3,6% sobre 2017.

De acordo com Alencar Burti, presidente da entidade, o percentual é motivo para se comemorar, mas ao mesmo tempo pede cautela.

Foto: Diário do Comércio

“Considerando-se que essa tem sido a recuperação econômica mais lenta da nossa história, e também os percalços provocados pela paralisação dos caminhoneiros, é um aumento importante, maior do que o do ano passado. Mas o cenário é muito instável, principalmente o político-eleitoral. Muita coisa pode mudar até o fim do ano”.

O avanço de 3,6% esperado para 2018 se refere ao varejo restrito, que exclui automóveis e material de construção.

Trata-se da segunda alta anual consecutiva do comércio brasileiro, que no ano passado subiu 2,1%. Por outro lado, os dois resultados positivos não recuperam as perdas de 2016 e 2015, quando o setor caiu 6,3% e 4,3% respectivamente.

Burti comenta que, até o momento, os destaques do setor têm sido os bens duráveis ? justamente os que mais sofreram nos últimos anos ?, beneficiados pelos juros menores e prazos maiores.

Para o ano que vem, ele afirma que não dá para fazer projeções, pois a disputa eleitoral e o nervosismo do mercado tornam qualquer palpite inviável. “Não dá para falar nada sobre 2019, pois o leque das eleições está muito aberto”.

A projeção foi feita pelo Instituto de Economia da Associação com base em dados do IBGE e do Índice Nacional de Confiança/ACSP.

Fonte: Diário do Comércio | 19 de julho de 2018

Cresce a venda de produtos que estimulam os sentidos

Foto: Shutterstock

Em meio a tensões políticas, econômicas e sociais, o brasileiro olha cada vez mais para o mundo Zen. Segundo a Kantar Worldpanel, as experiências prazerosas, que despertam sensações e criam ambiente de bem-estar, têm chamado cada vez mais a atenção.

Segundo levantamento da empresa, nos 12 meses terminados em março deste ano os aromatizadores de ambiente ganharam mais de 594 mil lares compradores, crescendo 1,1 ponto percentual ante ao mesmo período de 2017. Já a limpeza perfumada saltou 2,8 pontos percentuais, atraindo mais de 1,5 milhão de novos domicílios.

Fonte: DCI | 19 de julho de 2018

Confiança do comércio cai 4,3% em julho ante junho

Foto: Divulgação

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 4,3% em julho ante junho, para 103,9 pontos, informou nesta quinta-feira, 19, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com julho de 2017, houve aumento de 2,3% no Icec, mas o nível registrado neste mês é o mais baixo desde agosto do ano passado, quando o indicador estava em 103,1. Na passagem de junho para julho, 69,4% dos empresários do comércio entrevistados pela CNC apontaram piora no cenário econômico.

Segundo a CNC, a decepção com as condições correntes da economia (-13,6%) foi decisiva para a queda em julho. “Tanto a insatisfação com a situação atual quanto as expectativas para o crescimento da economia impactaram significativamente o indicador de confiança de julho”, diz, em nota, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes.

Conforme a pesquisa, embora a maior parte dos varejistas (73,2%) ainda acredite na melhora da economia nos próximos meses, o grau de otimismo está no menor patamar dos últimos dois anos. O componente do Icec que mede as expectativas dos comerciantes registrou recuo de 2,2% ante junho e queda de 1% na comparação com julho de 2017, “a primeira queda anual desde o auge da crise em maio de 2016”, segundo a CNC.

O subíndice relativo aos investimentos caiu 1,8% em relação a junho, puxado pela redução na intenção de contratação nos próximos meses (-2,8%). “A maior parte dos empresários (56,9%) pretende contratar trabalhadores nos próximos meses. Esse porcentual, no entanto, já difere significativamente da proporção de varejistas dispostos a contratar em janeiro deste ano (61,1%)”, diz a nota da CNC.

O levantamento da CNC aponta ainda que, passada a turbulência gerada pela greve dos caminhoneiros, no fim de maio, os estoques no comércio foram normalizados. Em junho, 15,2% dos comerciantes afirmavam estar com estoques abaixo do adequado, enquanto em julho esse porcentual recuou para 14,7%, nível “praticamente igual” ao verificado antes da crise de abastecimento, segundo a CNC.

Fonte: DCI | 19 de julho de 2018

Mastercard apura alta de 0,9% nas vendas do varejo em junho

Vendas pela internet continuam como principal motor das vendas no País, com alta de 23,9% – Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Divulgação

As vendas do varejo brasileiro apresentaram crescimento de 0,9% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, aponta o indicador de varejo da Mastercard. Já os negócios acumulados no segundo trimestre do ano cresceram 2,7% em comparação ao período equivalente de 2017. Os cálculos são referentes ao varejo restrito, excluindo as vendas de automóveis e materiais de construção.

Ao mesmo tempo, as vendas pela internet continuam como principal motor das vendas no País, com alta de 23,9% na comparação com junho de 2017.

O desempenho “modesto” das vendas gerais no mês, diz César Fukushima, economista-chefe da Mastercard Advisors no Brasil, é reflexo do impacto da Copa do Mundo sobre o varejo. “Apesar de datas comemorativas, como o Dia dos Namorados, terem puxado os resultados para cima, o comércio em geral foi prejudicado pelos jogos, o que não foi compensado nos outros dias do mês”, explica.

Entre os setores pesquisados, tiveram alta as vendas de móveis e eletrodomésticos, supermercados, artigos farmacêuticos, material de construção e artigos de uso pessoal e doméstico. Já os segmentos de combustíveis e vestuário sofreram queda.

A perspectiva até o fim do ano é de continuidade do ritmo modesto de crescimento, avalia a Mastercard. O principal empecilho para uma expansão mais rigorosa das vendas no ano é a alta taxa de desemprego no País, que, em conjunto com as incertezas no ambiente econômico, pesa sobre a confiança do consumidor.

Na análise por região, Norte (2,1%), Sul (1,7%), Sudeste (1,1%) e Nordeste (0,9%) ficaram acima da média, enquanto o Centro-Oeste registrou queda de 2,3% nos negócios do varejo.

Fonte: Exame | 17 de julho de 2018

Como a inteligência artificial vai sepultar as promoções inúteis

Foto: Shutterstock

O uso de sistemas de computação que simulam o comportamento humano e permitem o processamento e análise de uma quantidade imensa de dados, desenvolvendo correlações entre eles, será determinante para o sucesso das empresas, principalmente no varejo, caracterizado por alto volume e baixa margem.

Os anos entre 2003 e 2012 foram os anos de ouro do varejo. A expansão salarial e do crédito, aliado a um cenário externo favorável e à estabilização da economia na década anterior, tornou possível a entrada de milhões de pessoas no mercado consumidor. Isto impulsionou o crescimento do consumo. O PIB brasileiro crescia sem parar, e o varejo crescia de duas a três vezes mais que a economia nacional.

Mas, em 2013, esse ciclo foi interrompido. O cenário, agora, é de forte competição, pois a oferta é muito maior do que a demanda e a expectativa de crescimento da economia é inferior a 2%, o que demonstra que o varejo não deverá ter um desempenho notável. Diante desse contexto, o uso da inteligência artificial poderá contribuir para aumentar o marketing share das empresas.

Essa tecnologia permite identificar o que é importante para cada consumidor. Há quem se importe com o preço, condições de pagamento ou com a experiência de compra. O entendimento de quais aspectos são prioritários para cada cliente ajuda as marcas a aumentar as vendas sem precisar oferecer nenhum tipo de desconto, prática que empurra as margens ainda mais para baixo.

Promoções e desperdício de lucro
Os clientes demandam propostas de valores personalizadas. É muito caro não saber o que o consumidor quer. Um levantamento da Nielsen mostra que R$ 11 bilhões foram investidos pela indústria e pelo varejo no ano passado em promoções de itens que o cliente compraria a preço cheio. Como se esse desperdício ainda não fosse suficiente, 68% do público que comprou itens com descontos não lembram dessas promoções, o que comprova a irrelevância dessas ações no ponto de venda.

Mas, como desenvolver ações promocionais relevantes? O fato é que cada consumidor tem suas características únicas e se engaja com as marcas de forma diferente. Por isso, o varejista precisa saber qual a real motivação de compra e o estabelecimento que melhor atenda às necessidades dos consumidores. O uso de inteligência artificial consegue identificar o momento exato que ele decide efetuar uma compra, saber qual o preço mais adequado a ser colocado em cada produto para criar insights diferentes, evitando que ele troque de loja e vá para a concorrência.

A tecnologia aumenta a eficiência das operações do varejo e permite desenvolver relacionamentos de longo prazo com os consumidores. A soma de todos esses fatores gera aumento de tíquete médio, frequência e engajamento do consumidor.

Fonte: No Varejo | 12 de julho de 2018

Vendas do varejo caem em maio, aponta IBGE

Foto: EBC

As vendas do comércio varejista caíram 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta quinta-feira (12) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 3,9% a ligeiro avanço de 0,1%, com mediana negativa de 0,7%.

Na comparação com maio de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 2,7% em maio de 2018. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 4,9% a alta de 4,6%, com mediana positiva de 2,8%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 3,2% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,7%, segundo o IBGE.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 4,9% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. O resultado veio pior que mediana das estimativas (-3,2%), mas dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam um recuo entre 6,6% a 0,8%.

Na comparação com maio de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 2,2% em maio de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam desde uma redução de 7,7% a uma expansão de 7,0%, com mediana positiva de 4,1%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 6,3% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 6,8%.

Média móvel

O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito teve elevação de 0,4% em maio. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas caiu 0 6% em maio.

Fonte: R7 | 12 de julho de 2018

De olho na falcatrua: proteja sua loja virtual de fraudes

Foto: Thinkstock

Um visitante sorrateiro (e indesejado). Assim são os golpistas que invadem computadores de consumidores e servidores de lojas virtuais para cometer fraudes.

Um recente estudo realizado pela Konduto, desenvolvedora de sistemas antifraudes, apontou que São Paulo registra uma taxa de 2,36% de tentativas de golpes no e-commerce.

Significa dizer que a cada 100 pedidos, pouco mais de dois são praticados por criminosos que tentam lesar a marca. Já a média nacional é levemente maior: 3,03% em 2017.

Entre as fraudes mais comuns estão clonagem de cartão de crédito (roubo dos dados utilizados pelos clientes na hora da compra), uso de dados ilegais de terceiros (quando alguém utiliza as informações de outra pessoa para fazer compras) e chargeback (a pessoa faz a compra, recebe o produto e depois informa que a mercadoria não foi entregue e pede o estorno diretamente na operadora do cartão).

Entre os produtos mais visados pelos fraudadores virtuais estão os eletrônicos (smartphones e computadores), passagens rodoviárias e aéreas, roupas de luxo e artigos de grife, bebidas alcoólicas, carteiras virtuais e jogos on-line, entre outros.

A pesquisa levou em consideração mais de 20 milhões de transações processadas pela plataforma da Konduto ao longo do primeiro semestre de 2018.

E como barrar tais crimes?

Tom Canabarro, da Konduto: taxa de tentativa
De fraude no e-commerce é de 2,36% – Foto: Divulgação

“Boa parte dos golpes pode ser evitada por meio de soluções antifraudes, que analisam a transação antes da aprovação do pagamento junto às operadoras de cartão”, afirma Tom Canabarro, cofundador da Konduto.

De acordo com estimativas da empresa, as ferramentas de análise de risco, caso fossem amplamente utilizadas, poderiam evitar prejuízos de mais de R$ 2,5 bilhões no e-commerce brasileiro em 2018.

Essas soluções monitoram o comportamento de navegação e de compra do usuário na loja virtual e utiliza filtros, baseados em inteligência artificial, para identificar em centésimos de segundo a probabilidade de fraude na transação.

As ferramentas também contemplam informações como geolocalização, validação de dados cadastrais e características do aparelho utilizado na compra.

Conheça tecnologias utilizadas por golpistas e saiba como evitar que sua loja virtual seja alvo de larápios.

FRAUDFOX

O que: sistema que permite “disfarçar” o computador utilizado na transação fraudulenta. A ferramenta emula um fingerprint (código único de um aparelho conectado à internet) alterando dados da máquina, como sistema operacional, idioma, versão do navegador, entre outras características. Na prática, de um único computador, o golpista faz compras como se fossem de diferentes dispositivos, o que dá menos bandeira para o crime.

Como superar: monitorar o comportamento de navegação do usuário durante todo o processo de compra para identificar padrões que divergem de ações feitas por compradores idôneos, como visitar várias páginas de produtos, utilizar filtros de características técnicas, acessar comparadores de preços e retirar itens do carrinho de compra.

GERADOR DE CFP’S

O que é: sistema que gera combinações aleatórias de números para chegar a um CPF registrado na Receita Federal. Durante um teste, a Konduto utilizou uma ferramenta similar para criar 300 números de CPF aleatórios. Desses, 50 estavam atrelados a uma pessoa real –o que faz a taxa ser de um para cada seis.

Como superar: Utilizar diferentes base de dados (e cruzá-las) para checar a identidade do usuário, como informações bancárias, endereço, telefone, e-mail e geolocalização do dispositivo usado na compra.

TOR BROWSER

O que é: navegador de internet que confere anonimato ao ocultar o IP, identificação única de cada computador conectado a uma rede. O Tor cria diversos caminhos temporários por meio de vários servidores espalhados pelo mundo. Com a informação passando por vários redirecionamentos, é díficil identificar a sua origem. O Tor, por exemplo, é utilizado para acessar a deep web, zona da internet com páginas não indexadas nos sites de busca e que podem ser utilizadas para práticas ilegais, como venda de armas e drogas.

Como superar: Identificar e segmentar transações realizadas pelo navegador. A medida é possível uma vez que, geralmente, os IPs utilizados para redirecionar a informação são de origem estrangeira. Por ser mais fácil de ser identificada, a tecnologia é pouco utilizada pelos fraudadores. Em 2016, menos de 0,1% das tentativas de fraude no e-commerce utilizaram o Tor.

Fonte: Diário do Comércio | 12 de julho de 2018

Ruim ou muito ruim? Os números do varejo em maio

E-commerce: números de maio foram impactados pela greve dos caminhoneiros, que parou o país por dez dias. – Foto: Alexandre Battibugli/Reprodução)

Se há alguma chance de o consumo impulsionar a economia brasileira, como se previa no início de 2018, ela deve aparecer nesta quinta-feira, quando o IBGE divulga uma nova rodada da pesquisa mensal do comércio, com os números do varejo no país. Os dados são referentes a maio, e devem ser impactados pela greve dos caminhoneiros, que parou o país por dez dias a partir do 21 de maio. Mas a expectativa é saber se os números virão relativamente ruins, ou muito abaixo do previsto antes da parada.

Números decepcionantes devem ser sinal de que os caminhoneiros sepultaram as chances de um avanço mais robusto no primeiro semestre. O índice acumulado para os primeiros quatro meses de 2018 mostrou alta de 3,4%, abaixo dos 4,6% de avanço no último quadrimestre de 2017. Um novo recuo nessa recuperação deve ser mal recebido pelos analistas de mercado.

Os sinais da economia, como se sabe, não são positivos. A produção industrial em maio caiu 10,9% na comparação mês a mês, com destaque negativo para as montadoras, que tiveram queda de 29,8% na produção. O faturamento dos setores atacadista e de distribuição recuou 9,29% em maio ante o mesmo período do ano passado, levando o número acumulado do ano a uma queda de 4,6%. Uma boa notícia veio dos supermercados, que venderam 7,65% a mais em maio em relação ao ano passado, ajudados, em parte por uma corrida da população para estocar produtos em meio à greve.

A greve dos caminhoneiros também teve impacto na inflação, que em junho bateu 1,26%, a maior para o mês desde 1995. Outros efeitos ainda devem ser sentidos, com o tabelamento dos fretes e outras medidas para contentar os caminhoneiros. A indústria de São Paulo calcula um impacto de 3,3 bilhões de reais. Tantas notícias negativas, e uma crescente incerteza política, levam a sucessivas revisões para baixo no PIB. O boletim Focus, do Banco Central, já prevê expansão de 1,53% para o ano, ante previsões na casa dos 3% no início do ano. O Fundo Monetário Internacional divulgou ontem previsão de alta de 1,8% — ainda assim abaixo dos 2,3% previstos em abril. O varejo de maio, infelizmente, não deve reverter o pessimismo.

Fonte: Exame | 12 de julho de 2018

Varejo melhora, mas não tira perdas passadas

Foto: Thinkstock

O movimento de consumidores nas lojas do País cresceu 6,3% nos primeiros seis meses deste ano em relação a igual período de 2017.

Os dados são do Indicador Serasa Experian. O resultado foi o melhor para um primeiro semestre dos últimos cinco. Apesar da forte alta, o resultado não compensou a queda acumulada registrada nos dois anos anteriores. No primeiro semestre de 2016, houve declínio de 8,3% e recuo de 1,5% no mesmo período de 2017.

Para os economistas da Serasa, o juro baixo e a modesta expansão do crédito ajudaram a impulsionar as vendas de bens de consumo duráveis, que foram destaque.

A categoria de móveis, eletroeletrônicos e informática foi a que mais cresceu (14,9%) em comparação com os seis primeiros meses do ano passado, seguida pela de veículos, motos e peças (4,1%).

Em contrapartida, o setor de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas encolheu 1,9% na mesma base. Houve recuo também no ramo de combustíveis e lubrificantes (-5,8%), no de tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-1,2%), e no de materiais de construção (-6,1%).

Perdas

Enquanto o fluxo de clientes dá sinais de melhora, os feriados do primeiro semestre foram responsáveis por tirar mais de R$ 3 bilhões do varejo carioca no primeiro semestre, segundo estimativa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio). Ao todo foram seis feriados em dias úteis e dois no sábado no primeiro semestre e a perda de faturamento médio é de R$ 385 milhões por cada dia parado.

“Não há dúvida que este excessivo número de dias parados prejudica o comércio. São mais de quinze dias de vendas depreciadas”, diz o presidente da entidade, Aldo Gonçalves.

Fonte: DCI | 11 de julho de 2018

Colapso de lojas âncora acelera morte dos shopping centers nos EUA

Sombra de consumidor no shopping Easton Town Center em Columbus, Ohio, nos Estados Unidos – Foto: Luke Sharrett/Bloomberg

A única coisa mais perigosa para os shoppings dos EUA do que uma série de falências das redes de lojas de roupas é quando o problema chega às lojas de departamentos.

As varejistas como a J.C. Penney e a Macy’s são consideradas “âncoras” que mantêm os shoppings lotados e o tráfego de visitantes fluindo.

Elas são tão importantes para o ecossistema que inquilinos menores podem se recusar a abrir lojas se não houver a promessa de que as âncoras permanecerão: muitos contratos de aluguel incluem as chamadas cláusulas de co-locação, que permitem fechar um comércio e sair ou pagar menos se esses inquilinos-chave forem embora.

Agora, muitos proprietários estão pressionando para eliminar ou restringir as cláusulas de fuga após o fechamento em massa de grandes lojas de departamentos. Isto significa menos flexibilidade para os inquilinos que ficam.

“A maioria das varejistas de um shopping realmente depende de uma âncora para sobreviver”, disse Andy Graiser, copresidente da A&G Realty Partners, uma consultoria imobiliária comercial. “Certas varejistas vão ficar em risco se certas âncoras forem embora.”

Pressão
Nos últimos anos, centenas de lojas de departamentos foram fechadas. Foi o resultado de falências (Gordmans e Bon-Ton Stores), reestruturação de cadeias com dificuldades (Sears Holdings e J.C. Penney) e da retirada de operadores relativamente saudáveis que buscam diminuir o número de lojas (Macy’s, que está fechando as lojas com desempenho abaixo da média).

Embora um grande número de varejistas ainda esteja migrando para shoppings de primeira linha com renda alta, que representam cerca de um terço dos centros fechados, as propriedades de nível mais baixo muitas vezes têm problemas para substituir os comércios perdidos, recorrendo às vezes a inquilinos não tradicionais como centros de atendimento de urgências.

Os proprietários agora estão pressionando para eliminar as provisões de co-locação quando os contratos de aluguel são renovados, disse Ivan Friedman, diretor da RCS Real Estate Advisors, uma empresa de consultoria de Nova York. Isso não acontecia alguns anos atrás.

Isto terá consequências, como menos renovações de contratos de aluguel, disse Kent Percy, diretor administrativo da empresa de consultoria AlixPartners.

Opções
Os inquilinos têm outras opções. Eles estão negociando contratos de aluguel mais curtos e aluguéis mais baixos. Como último recurso, eles podem pedir recuperação judicial, o que lhes permitiria abandonar os contratos sem ser penalizados. Mesmo assim, os proprietários vão continuar sob pressão, disse Friedman, da RCS.

“Todo mundo está fechando lojas, todo mundo está recebendo aluguéis mais baixos quando renova os contratos”, disse ele. E, com o excesso de varejo nos EUA estimado em 25 por cento, mesmo depois das mudanças anteriores, “isso vai continuar”.

Taxa de vacância em shoppings regionais dos Estados Unidos continua subindo

Foto: Exame

Fonte: Exame | 10 de julho de 2018

Senado aprova projeto que pode reincluir 313 mil empresas no Simples

O Senado aprovou nesta terça-feira (10) projeto que autoriza a adesão ao Simples Nacional de microempreendedores e pequenas empresas que foram excluídos do programa neste ano. O texto, aprovado por 59 votos a zero, vai à sanção presidencial.

Plenário do Senado – Foto: Folhapress

Em janeiro, cerca de 471 mil participantes do Simples foram excluídos do programa por terem débitos pendentes. No mesmo mês, a Receita Federal aceitou a reinclusão de aproximadamente 158 mil empresas que regularizaram a situação. Os 313 mil restantes ficaram de fora.

Pela proposta aprovada no Senado, os micro e pequenos empresários que aderirem a um programa de refinanciamento de dívidas e regularizarem suas situações poderão retornar ao Simples.

O chamado Refis do Simples foi aprovado em 2017 e prevê que as dívidas sejam parceladas com descontos de até 90% dos juros, 70% das multas e 100% dos encargos legais.

O projeto foi integralmente vetado pelo presidente Michel Temer, mas o veto foi derrubado pelo Congresso. O governo argumentava que a medida poderia ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

A equipe econômica também era contra a proposta por considerar que ela poderia estimular as empresas de pequeno porte a não pagar impostos à espera de um parcelamento governamental.

O prazo para que as empresas busquem a reinclusão no Simples Nacional é de 30 dias após adesão ao Refis.

Fonte: Folha de São Paulo | 10 de julho de 2018

Setor de venda direta lida com distribuidores mais conectados

Foto: DCI

O setor de vendas diretas deve crescer 3% em 2018, faturando cerca de R$ 46,5 bilhões. Embora essa atividade comercial tenha se consolidado no Brasil desde a década de 1940, o modelo experimenta agora um processo de transformação digital e tenta se adaptar à mudança no perfil de revendedores.

“Fechamos o ano de 2017 com quatro milhões de revendedores e um volume de negócios de R$ 45,2 bilhões”, argumentou presidente-executiva da Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (Abevd), Adriana Colloca.

De acordo com ela, o setor está no meio de um processo de pulverização. Com isso, o segmento de cosméticos – que atualmente corresponde por 54% de marketshare– não é mais hegemônico e passa a dividir espaço com outros nichos de mercado como vestuário (8%), acessórios (7,9%), cuidados com a casa (6,5%) e suplementos alimentares (4,3%).

Em paralelo à essa tendência, Adriana diz que o impacto das redes sociais no processo de divulgação dos produtos também aumentou nos últimos anos, mas ainda há “grande importância no relacionamento humano” entre revendedor e consumidor no ato da compra. A presidente executiva menciona o fato de que hoje existem muitos universitários atuando como representantes dessas marcas. Segundo os dados da entidade, 48,3% dos empreendedores desse setor têm entre 18 e 29 anos; 46,8% entre 30 e 55 anos; e 4,9% mais de 55 anos.

Ela alerta, no entanto, que a expansão virtual pode enfrentar alguns entraves. “Existem lugares no País onde a divulgação ainda é física, por conta do sinal ruim e questões de logística”, afirmou a presidente-executiva, citando a categoria de vendas “porta-a-porta” importante no processo de relacionamento com os consumidores.

Uma das empresas que está atenta a esse movimento de transformação digital é a norte-americana Herbalife. Com atuação no Brasil desde 1990, a companhia tem planos de requalificar sua base de revendedores por meio de um programa de treinamento e capacitação. “Identificamos que 70% da nossa base é orientada mais para o consumo e os outros 30% para negócio de fato. Esse processo de requalificação deve durar em torno de seis meses”, afirmou o vice-presidente da Herbalife no Brasil, Jordan Rizetto, lembrando que hoje a empresa tem 300 mil distribuidores cadastrados.

Além disso, o executivo afirma que esse processo de reformulação implica também no desenvolvimento de aplicativos para os revendedores administra- rem suas vendas e estabelecerem um contato mais próximo com o consumidor. “Nós já temos aplicativos com conteúdo para os clientes, as outras plataformas serão direcionadas para nossos consultores. É importante entender para quem vendemos e a frequência de compra de cada cliente”, explica.

Nesse sentido, Rizetto aponta que um dos desafios, até o final de 2018, é garantir a grande base de pessoas com perfis distintos, como aqueles mais familiarizados com as redes sociais e os consultores mais acostumados com os canais analógicos. “Temos projetos com influenciadores no Instagram”, declara.

Com perspectiva similar a de Rizetto, o CEO da Akmos, Cláudio Apolinário, ressalta a importância do investimento em aplicativos para ampliar a base de clientes fidelizados. “Semana que vem vamos lançar nossa plataforma mobile própria, na qual o cliente compra nossos produtos e tem acesso ao serviço de um personal trainer”, explica o executivo. Para ele, os impactos dessa estratégia serão mais sentidos no médio a longo prazo. A meta é atingir uma base de 100 mil distribuidores ativos no Brasil. Hoje, a empresa conta com 25 mil revendedores.

O investimento estimado no desenvolvimento desses aplicativos foi de em torno de R$ 1 milhão, segundo ele. Além disso, Apolinário diz que a empresa tem buscado expandir o portfólio, como por exemplo, por meio de novas linhas de produtos voltados para nutrição alimentar. A expectativa é que, até dezembro de 2018, o negócio cresça 20% em termos de receita. Os números de faturamento não foram divulgados, mas Apolinário afirma que os ganhos estão na casa dos “nove dígitos.”

No que diz respeito ao perfil dos distribuidores, o executivo afirma que tem percebido uma redução gradual na idade do time. “Acredito numa faixa-etária entre 20 e 35 anos”, diz.

Foco no online

Para a gerente de marketing e vendas da Jeunesse, Paloma Doro, a estratégia de vendas denominada como “porta a porta” se transformou num comércio sustentado pelo “clique a clique”. “Hoje, o revendedor entra em contato com o cliente por WhatsApp e a compra é guiada digitalmente para nossas plataformas virtuais”, conta Paloma. Segundo ela, a cada 10 compras realizadas, 8 são feitas por meio de canais digitais.

Com isso, a gerente afirma que existe uma orientação da empresa sobre como deve ser o comportamento e abordagem dos revendedores na internet. “Não é muito agradável ser abordado de qualquer forma. Temos, inclusive, uma área de compliance na empresa que tem o objetivo de verificar se limites não estão sendo ultrapassados”, explica Paloma.

Confiança do consumidor cai em junho, diz IBOPE e CNI

Foto: Shutterstock

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com o Ibope, mostra recuo expressivo da confiança do consumidor em junho. O índice registrou queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado e recuo de 3,8%, na passagem de maio para o mês passado. O indicador de junho é o menor desde abril de 2016.

O recuo é explicado, sobretudo, pelos componentes ligados às expectativas dos consumidores. Na comparação com maio, aumentou o pessimismo com relação a preços, emprego e evolução da própria renda. O índice de expectativa de inflação recuou 10,1%, enquanto o indicador de desemprego caiu 8,4%, ambos na comparação com maio. Nota-se também uma piora expressiva frente ao registrado no mesmo mês de 2017.

Quanto menor o índice, maior a parcela dos consumidores que acredita em aumento dos preços e do desemprego nos meses seguintes. O índice de expectativa de própria renda, por sua vez, caiu 4,4% na comparação mensal, indicando que uma maior proporção dos consumidores espera queda de seus rendimentos pessoais.

Já o indicador de compras de bens de maior valor é o único que cresce na comparação com maio: 2%. As variáveis de condições financeiras, que comparam a situação atual com os três meses anteriores, também recuam.

Ainda de acordo com os dados da CNI e do Ibope, o índice de situação financeira caiu 4,5%, enquanto o de endividamento retrocede 2,6%. Quanto menor esses índices, pior a situação financeira e maior o número de dívidas.

Fonte: No Varejo | 6 de junho de 2018

Lojas trabalham com excesso de estoque

Passado o efeito do desabastecimento provocado pela greve dos caminhoneiros, agora sobram produtos nas lojas. O comércio varejista tem de lidar com o excesso de estoque em um cenário de queda na intenção de consumo, motivada em parte pela disparada do dólar. E a situação pode se agravar com a proximidade das eleições.

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) com 6 mil lojas do País mostra que 30,7% delas tinham, no início de junho, estoques de bens duráveis, como eletrônicos, eletrodomésticos e veículos, acima do adequado ao ritmo de consumo – 14,3% tinham produtos abaixo do que seria normal.

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) com 6 mil lojas do País mostra que 30,7% delas tinham, no início de junho, estoques de bens duráveis, – Foto: Reuters

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) com 6 mil lojas do País mostra que 30,7% delas tinham, no início de junho, estoques de bens duráveis, – Foto: Reuters
O quadro se repete para bens não duráveis (alimentos e produtos de higiene e limpeza): 27% das lojas tinham produtos acima do adequado e 11,8% abaixo. “A parcela de empresas que está com estoque sobrando é mais que o dobro da que está com falta de produto”, diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

O executivo de uma rede de eletrodomésticos diz que os estoques aumentaram no varejo porque o consumo está fraco. Ele acredita que o segundo semestre será complicado por causa do cenário eleitoral, apesar de a sazonalidade ser normalmente mais favorável ao consumo nesse período.

Confiança. Em junho, piorou a expectativa tanto de empresários quanto de consumidores, segundo a CNC. A confiança dos empresários do varejo caiu 3,5% ante maio, descontadas influências sazonais – maior recuo em três anos. A intenção de consumo das famílias baixou 0,5%. Além da greve, a alta do dólar afetou o consumo e a disposição para comprar bens duráveis.

A decisão dos bancos de reduzir prazos de financiamentos para pessoas físicas também abala a intenção de consumo. O prazo médio passou de 15,8 meses em abril para 14,2 meses em maio, de acordo com Relatório de Crédito do Banco Central – um efeito dessa redução é o aumento do valor da prestação.

Fonte: Estadão | 08 de julho de 2018